Jornal dos Desportos

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Futebol

Dragan Jovic regressa em grande

Jorge Neto - 27 de Maio, 2019

Tcnico srvio conquistou feito indito na competio nacional sem sofrer derrota esta poca

Fotografia: Jornal dos Desportos

O técnico Dragan Jovic juntou-se à lista restrita dos três técnicos do 1º de Agosto,  que conquistaram a dobradinha, com a vitória no sábado, sobre o Desportivo da Huíla, por 2-1, na final da Taça de Angola, que se disputou  no Estádio 11 de Novembro.
O timoneiro agostino igualou os feitos do seu compatriota, o sérvio Dusan Kondic, em 1991, e do holandês Jan Brouwer,  em 2006, épocas que conquistaram o campeonato nacional e a Taça de Angola.
Depois de vencerem, invictos, o Girabola Zap, o 1º de Agosto tornou a fazer a festa na nova catedral do futebol angolano, com  golos marcados por Zito Luvumbo e Ary Papel, de grande penalidade, após estar em desvantagem com o tento apontado por Leonel, no último minuto de compensação do primeiro tempo.
Com efeito, não foi um jogo de encher os olhos, as duas equipas queriam apagar a má imagem do polémico jogo da 17ª jornada do Girabola Zap, em que empataram (3-3) e acabaram punidos com  perda de três pontos, por alegada viciação de resultados, quando os huilanos venciam, por 3-1, próximo do final da partida.
Todavia, valeu pela emoção e pela expectativa. Os dois conjuntos mostraram bom futebol, com fundamentos tácticos e técnicos, que levaram o público, em maioria afecto ao 1º de Agosto, a fazer a festa nas bancadas.
O Desportivo mostrou disposição e ambição de conquistar o troféu, ainda assim, a terceira não foi de vez e perderam, mais uma final. Contudo, contrapôs o favorito da formação orientada por Dragan Jovic, retirou o poder ofensivo que os campeões nacionais apresentam, habitualmente, nos seus jogos.
Com a conquista da Taça de Angola, o 1º de Agosto totalizou mais de 50 jogos sem perder na competição interna, na transição de uma época para a outra, que  traduz um feito inédito no país, fruto da forte consistência defensiva que a equipa demonstrou. 
Depois de uma época desgastante, em que os jogadores não tiveram férias ,desde a temporada passada, embora não fizessem um brilharete na Liga dos Clubes Campeões Africanos, chegaram  às meias-finais, eliminados de forma inglória pelo Esperance de Tunis da Tunísia, os rubro - negros mostraram a \"sua força\" no que respeita aos títulos internos.
As duas conquistas conferem mais responsabilidades aos rubro - negros,  na próxima edição da \"Champions\", que começa a ser disputada ainda este ano, em que o objectivo passa, no mínimo, por igualar a campanha realizada em 2018. 
A única derrota dos pupilos de Dragan Jovic, esta época, aconteceu com a formação do AS Otoho do Congo Brazaville, por 2-0, na segunda \"mão\" da primeira preliminar de acesso à fase de grupos, da Liga dos Clubes Campeões Africanos, depois de vencerem  por 4-2, no Estádio 11 de Novembro.

GOLEADORES
Mabululu lidera artilharia militar 


Além de ser o melhor marcador do Girabola Zap, com 14 golos, o avançado Mabululu liderou a lista dos artilheiros do 1º de Agosto, na Taça de Angola, com três finalizações, o principal destaque ofensivo no conjunto vencedor do segundo maior troféu no país,  à nível do futebol.
O camisola 26 deixou as impressões digitais em dois desafios. O primeiro, aconteceu nos oitavos -de -final, ao defrontar fora de casa a formação do Cuando Cubango FC e vencer por 1-0, com um golo de grande penalidade.
Para o desafio dos quartos -de -final bisou, na vitória de 2-1 sobre o Progresso do Sambizanga,  ficou em branco nas meias-finais com o Petro de Luanda, em que deixou as honras para o seu colega Dago,  no triunfo de 1-0.
Por acumulação de cartões amarelos, o avançado falhou a final com o Desportivo da Huíal, ficou arredado da possibilidade de ampliar o registo sobre um adversário a quem marcou na 2ª jornada do Girabola Zap, na vitória por 2-0, no Estádio 11 de Novembro. O médio Buá completou a conta.
Mabululu realizou a melhor época, ano de estreia com a camisola rubro - negra, acumulou no total 17 finalizações, nas duas competições esta época, 14 do campeonato nacional, em que bateu na concorrência Tiago Azulão (Petro de Luanda), e Chico (FC Bravos do Maquis), com 13 tentos, e três na Taça de Angola.
Na grande final, os golos estavam sob a pontaria de Zito Luvumbo e Ary Papel, com destaque para o primeiro, por ser o ano de estreia no plantel sénior, com participação directa em três finalizações. Aconteceu, nos penaltis sofridos, diante do Cuando Cubango  e do Desportivo da Huíla (cobrados por Mabululu e Ary Papel), além do golo de sua autoria diante dos huilanos no jogo decisivo.