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Paulo Caculo - 08 de Setembro, 2018

A derradeira sesso de trabalhos, deve servir ainda para o seleccionador nacional Srdjan Vasiljevic confirmar o grupo

Fotografia: M.Machangongo | Edies Novembro

Com objectivo de corrigir detalhes e acertar os últimos pormenores da estratégia visando o importante embate de amanhã, frente ao Botswana, os Palancas Negras regressam esta tarde, às 16 horas, ao relvado do Estádio França Ndalu, na Cidade Desportiva do 1º de Agosto, para a última sessão de treino.
 A derradeira sessão de trabalhos, deve servir ainda para o seleccionador nacional, Srdjan Vasiljevic, confirmar o grupo de  jogadores que devem dar corpo ao \"onze\" do combinado nacional, no jogo deste domingo.
 Ao contrário dos treinos anteriores, o ensaio táctico desta tarde não deve durar menos de duas horas, devendo nesse período o seleccionador nacional insistir nos exercícios de transição rápida, da defesa ao ataque, com incitação à conservação da maior posse de bola e criação de ocasiões de golo.
 Srdjan Vasiljevic pode igualmente aproveitar o treino de hoje para anunciar os 18 atletas que devem integrar a ficha de jogo com o Botswana. E, diga-se, nesse aspecto, que entre os prováveis jogadores que devem ficar de fora dessa lista, destacam-se Guelor, Mabululu e Vanilson, este último chamado à última da hora para ambientar-se aos conjunto de honras, após competir na Taça COSAFA. Job, Wilson e Buatu partem em desvantagem, em relação à concorrência.

 ANTEVISÃO
O  seleccionador nacional, Srdjan Vasiljevic, antevê hoje o jogo entre as selecçoes de Angola e do Botswana, referente à segunda mão das eliminatórias ao CAN dos Camarões.
 Durante o encontro com os jornalistas, o técnico dos Palancas aborda as possibilidades que a equipa tem de vencer o jogo, ao mesmo tempo que avalia as qualidades do adversário e os níveis de dificuldades que pode criar ao conjunto nacional. Na ocasião, falam ainda dois jogadores da selecção nacional.

Wilson
e Mingo Bille
estão crentes
na vitória  

O defesa central Wilson e o lateral Mingo Bille foram ontem os porta vozes do balneário da selecção nacional, em vésperas do jogo de amanhã, diante do Botswana. Os dois jogadores traduziram em pleno o estado de ânimo do grupo de trabalho, antes da recepção das Zebras.
"O grupo está motivado e confiante num bom resultado. A preparação está a decorrer muito bem,  acreditamos que tudo pode correr muito bem", adiantou-se a afirmar Mingo Bille, antes de justificar o seu optimismo.
"A selecção está a trabalhar muito bem, os jogadores estão todos dispostos a dar o seu melhor,  penso que quando isso acontece, as coisas correm também muito bem. Penso, que a concorrência é saudável, porque todos estão a dar o  máximo, para merecer um lugar entre os titulares", acrescentou o lateral da selecção.
O central Wilson não escondeu igualmente a crença num bom resultado. O experiente jogador garantiu que a selecção tem definida a estratégia, tem como objectivo a conquista da primeira vitória nas eliminatórias.
"A nós, apenas a vitória interessa. Por isso, não pensamos em outra coisa, que não seja a vitória. Vamos defrontar uma equipa que muito bem conhecemos, que está a evoluir muito, mas vamos jogar em casa e sabemos muito bem do que temos de fazer, para vencer este jogo. Penso, que estamos a efectuar uma boa preparação, para vencer este jogo", disse Wilson. PC

Quatro sobreviventes do “onze” de Bianchi
A equipa titular de Srdjan Vasiljevic, que amanhã  às 16h00 entra a jogar com o Botswana, no Estádio 11 de Novembro, vai diferir da que  o ex-seleccionador, Beto Bianchi, fez evoluir no jogo com o Burkina Faso, a contar para a  primeira jornada do grupo I, para a eliminatória do CAN.
 Ou seja, olhando para o "onze" provável de Srdjan Vasiljevic, para o jogo de domingo, facilmente se descortina as presenças de Wilson, Paizo, Herenilson e Gelson, únicos "sobreviventes" dos titulares que defrontaram os Cavalos burkinabes, no passado dia 11 de Junho de 2017, no Estádio 4 de Agosto, em Ougadougou, em que os Palancas perderam por 1-3.
 Apesar de manter-se fiel ao sistema táctico (4X5X2) utilizado pelo seu antecessor, o seleccionador nacional deixa transparecer a ideia de eleger um "onze" extremamente ofensivo, sobretudo, a julgar pelas características dos jogadores ensaiados para titulares.
Do que se viu do treino de ontem, fica esclarecida a forma como a Selecção Nacional deve jogar amanhã. Prevê-se, que o seleccionador Srdjan Vasiljevic aposte numa estratégia, liderada  em campo pela visão de jogo de Herenilson, sobretudo, pelo carácter ofensivo de Show. 
É visível a preocupação com a defesa, para evitar correr riscos desnecessários. Em face disso, para que toda a estratégia surta os efeitos desejados, o futebol da selecção parte de uma defesa sólida e muito mecanizada.
Os caminhos para a baliza de Landu têm de estar fechados. Para isso, o seleccionador conta no eixo, com uma sólida dupla de centrais, composta pelos experientes Bastos e Massunguna que revelam grande jogo de cintura, perfeito sentido posicional para o corte e antecipação.
Os laterais Mira (à direita) e Paizo (à esquerda) têm a missão de se preocuparem,  primeiro,a defender, subindo e depois  em apoio na condução  da bola, no início da construção do jogo ofensivo. 
No meio campo, à frente da defesa, dois médios recuperadores: Herenilson, trinco, mais de contenção, à quem está incumbida a tarefa de roubar bolas, embora a jogar quase sempre curto, servir o outro médio centro,  com Show a um ou dois passos mais adiantado,  Fredy, o médio de construção que à medida que sobe no terreno,  torna-se  no verdadeiro “playmaker” do onze. Ele é a grande referência para a circulação da bola, que tem sempre dois alas encostados aos flancos.
Na direita, está o virtuoso Mateus Galiano, para criar perigo com os seus dribles desconcertantes e bruscas mudanças de velocidade. À esquerda, o seleccionador deve apostar numa permuta de posições, que incute dinâmica ao seu 4x4x2, para baralhar as marcações adversárias, pois, nessa movimentação, Fredy, deve trocar muitas vezes de posição com Gelson, de início colocado como falso avançado, atrás de Djalma Campos. PC