Jornal dos Desportos

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Futebol

Emanuel Bongo e Joãozinho reforçam plantel huilano

Morais Can?mua - 03 de Fevereiro, 2017

Militares da Região Sul com plantel renovado auguram realizar uma campanha tranquila

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os dois activos, que em épocas passadas já militaram no grémio do Lubango, podem ser uma mais valia para melhoria do jogo ofensivo e tornar assim a equipa mais competitiva e com outra qualidade.

Emanuel Mbongó, contratado em 2013 pelo Recreativo do Libolo, na época seguinte foi cedido, por empréstimo ao CDH para a rodagem competitiva que se impunha. Na Huíla o atleta teve altos e baixos com lesões à mistura, tendo depois rescindido unilateralmente o 'casamento', rumando de regresso à Calulo onde novamente não se impôs.

Desiludido com a “aventura” em Angola, o camaronês regressou ao seu país. Conhecendo as qualidades do atleta a direcção dos militares da Região Sul voltaram apostar nos seus préstimos e este mostrou-se disponível a regressar e vestir novamente a camisola do Desportivo.

Em relação ao médio Joãozinho, formado nas escolas do 1º de Agosto e que representou o Progresso Sambizanga nos últimos anos, teve igualmente o ensejo de, na abertura do mercado na segunda volta do Girabola 2015, ter sido contratado pelo Desportivo da Huíla, mas acabou por sair no final da época, regressando para o seu clube de origem.

Contratados para reforçarem o plantel às ordens de Mário Soares, os dois atletas vêem preencher o vazio deixado pela sangria sofrida pelo único representante huilano na maior prova do futebol nacional. As saídas prematuras dos médios Cassinda, Tchitchi e Danilson Traça para outras paragens, agravadas pela finalização das carreiras de Elísio e Kumaka, além da indisponibilidade do jovem atacante Mendes que sofreu uma intervenção cirúrgica delicada e com regresso apenas para a segunda volta, produziu um efeito que quase “perigava a consistência do plantel”.

Ainda assim, Mário Soares sustenta que “vamos conseguir a consistência que procuramos, jogando (…)” Na mesma senda, o técnico regozija-se pelo facto de surgirem alguns jovens promissores que podem emprestar alguma qualidade ao plantel.

Aponta, neste particular o surgimento do guarda-redes Jailson, ex-júnior, do defesa Jó, que se formou na equipa do real Sambila e do médio Nuno, que pertence à formação do clube e que esteve inclusive na selecção nacional de Sub-20.

Ambicioso e querendo maior qualidade competitiva, o treinador sabe que para este desiderato tem que juntar os jovens à experiência dos mais tarimbados. Desta forma, conserva na equipa atletas da estirpe de Avex, Kembwa, Chiwe, Aly, Nuno (guarda-redes), Severino, Chiquinho, Lambito, entre outros, sendo que o polivalente Sidney, que nas duas épocas passadas jogou de águia ao peito (Benfica de Luanda), volta agora às suas origens, reforçando igualmente a equipa.

O técnico quer contar com um plantel de 30 atletas. Todavia estão abertas as janelas para que possam enquadrar outros que dêem garantias de fazer igual ou melhor dos que já lá estão. É o caso, por exemplo do médio ala-direito, Cristian que na época passada actuou pelo Recreativo da Caála, à experiência no plantel. 

De resto, os militares da Região Sul esperam realizar uma campanha sem sobressaltos e evitar os dissabores da época finda.                            


MÁRIO SOARES
“Falta de jogos preocupa-nos”


A carência de jogos de controlo por falta de adversários a altura na província para avaliar a capacidade competitiva do plantel, preocupa o técnico Mário Soares.

O treinador confessou que ao longo da preparação feita no Lubango, não encontrou opositores que permitissem proporcionar uma avaliação séria da equipa e assim puder fazer as correcções que se impõem, com vista os compromissos que se avizinham.

Não tendo possibilidades financeiras e logísticas para se deslocar e permanecer na cidade de Benguela onde se encontravam em estágio o grosso das equipas do Girabola, o Desportivo da Huíla tentou há dias uma “aventura” na tentativa de ultrapassarem este empecilho.

Partiu às 3h00 da madrugada, de autocarro para Benguela, chegou por volta das 7, repousou 2 horas, às 9 horas jogou com o 1º de Maio e perdeu, por 2-1. No período da tarde , defrontou o Recreativo da Caála, com quem perdeu por 1-0, regressando por volta das 18 ao Lubango, onde chegou perto das 22h00.

Para colmatar a falta de jogos realizou há dias uma partida com um misto local, goleando por 5-0. Mário Soares lamenta o que está acontecer com a sua equipa e minimizou o desfecho do amistoso.

“Para nós é contraproducente, porque isso não nos mostra nada. Gostaríamos de fazer jogos com alto grau de dificuldade para avaliarmos a capacidade competitiva da equipa”, queixou-se.

Perante este quadro, o técnico teme que a equipa venha apenas ganhar forma quando estiver a competir já que considera “não termos cumprido o período pré-competitivo. Contudo, vamos fazê-lo competindo, o que é mau para o que pretendemos, ” reconheceu.

Mário Soares considera o jogo deste domingo diante do Petro de Luanda para a apresentação do plantel tricolor aos sócios e aficionados uma mais-valia. “Vamos honrar o convite, fazendo um bom jogo e proporcionando uma boa réplica à equipa do Petro de Luanda de quem agradecemos o convite”, enalteceu.

O técnico teme, por outro lado, que tendo a equipa necessidade de ganhar forma competitiva, vai disputar as primeiras jornadas equipas do “seu” campeonato, nomeadamente o ASA, JGM e Recreativo da Caála sem a rodagem.

“Pode ser perigoso para nós, porque essas equipas tiveram uma preparação melhor do que a nossa. Ainda assim, vamos procurar dar o nosso melhor para honrarmos a camisola que vestimos”, destacou.