Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Equipas Angolanas decepcionam

Jorge Neto - 06 de Abril, 2015

Benfiquistas foram eliminados da Taa da Confederao e vo concentrar atenes nas competies internas

Fotografia: Jornal dos Desportos

O empate consentido ontem, pelo Benfica de Luanda, foi insuficiente para a equipa da águia “voar” para a penúltima etapa de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação. Apesar do grande esforço que os rapazes às ordens de Zeca Amaral fizeram, a verdade é que tiveram pela frente um adversário mais experiente e que soube usar as armas que tinha, para garantir a continuidade na competição.Os tunisinos entraram melhor no jogo, dispostos a confirmar a vantagem da primeira volta e depois da pressão exercida sobre a defesa dos encarnados, chegaram ao golo muito cedo, aos seis minutos, com uma cabeçada do avançado Baghdad, que saltou livre de marcação.

A formação da águia não contou com o técnico Zeca Amaral, no banco de suplentes, por estar a cumprir o terceiro dos quatro jogos de castigo, impostos pela Confederação Africana de Futebol (CAF) ao timoneiro angolano.O golo veio dar mais confiança aos forasteiros, que controlavam as acções do jogo, faziam circular a bola, davam a entender que estavam satisfeitos com a vantagem, inclusive aproveitaram para “queimar” tempo. Os tunisinos mostraram ser uma equipa muito experiente e matreira, na medida em que souberam fazer com que os benfiquistas se deixassem levar pelo seu jogo. 

Com o objectivo de mudar as coisas no relvado, os benfiquistas mexeram no xadrez da equipa, sacrificaram o lateral direito Anastácio pelo avançado Bena, numa clara intenção de arriscar tudo, em função do golo sofrido.  Apesar do maior domínio dos visitantes, a equipa angolana não baixou os braços e acreditou, subiu mais no terreno e criou jogadas de perigo à defesa adversária.

Foi assim que chegaram ao empate, através de uma grande penalidade bem cobrada por Hélio, aos 34m, a sancionar um corte com a mão de um defensor tunisino dentro da grande área. No segundo tempo do jogo, apesar dos poucos adeptos presentes nas bancadas, os benfiquistas mostraram vontade e foram para cima do adversário e Gomito por duas vezes caiu na grande área, queixando-se de uma grande penalidade, mas o árbitro deixou passar.

A equipa de Zeca Amaral corria mais e criou oportunidades para marcar, quer em jogo corrido, como em situações de bola parada, mas a bola teimava em não levar a direcção desejada para os benfiquistas, que estavam contra o tempo, pois tinham de marcar mais dois golos para igualar a eliminatória. Os tunisinos voltaram a recorrer ao jogo de “queima” de tempo, atrasando a reposição da bola e aproveitando todas as oportunidades que tinham para esfriar a maior avalanche ofensiva da formação da águia.

ARBITRAGEM
Apito titubeante


O árbitro Bernard Camille, das Ilhas Seychelles, podia sair com um melhor desempenho no desafio, caso apitasse as faltas cometidas sobre Gomito, em duas ocasiões dentro da grande área adversária, por isso teve alguma influência no resultado final. Além disso, o juiz deixou passar algumas faltas e actos irregulares dos tunisinos, susceptíveis de serem admoestados com o cartão amarelo. 
O segundo assistente Eldrick Adelaide, atrasava em levantar a bandeira de fora-de-jogo, situação que em duas ocasiões podia fazer com que os benfiquistas sofressem  golos. O juiz não teve meias mediadas em mostrar o cartão amarelo ao capitão do Étoile du Sahel, o guarda-redes Balbouli, que demorou a entrar em campo, atrasando o reinicio da segunda parte.

MELHOR EM CAMPO
“Garra” de Debele


O defesa central Debele, do Benfica de Luanda, foi o grande patrão da defesa da formação da águia. O “camisola 4”  da equipa às ordens de Zeca Amaral, impôs respeito aos avançados adversários. O jovem jogador mostrou personalidade ao travar avançados muito mais altos e corpulentos, antecipando-se às jogadas ou mesmo em receber a bola. Por ser na sua zona de jurisdição onde surgiu o golo dos tunisinos, Debele divide as culpas com os colegas, principalmente Jeferson, mas de resto esteve certo e não permitiu muito atrevimento da formação do Étoile Sportive du Sahel.

OPINIÃO DOS TÉCNICOS
"Louvamos a postura da equipa"


Ivo Campos (Benfica)“
Temos de louvar a postura que a nossa equipa teve, não podemos esquecer que defrontamos uma equipa muito experiente do continente africano. O golo madrugador ajudou  que tivéssemos de correr mais, atrás do prejuízo. Não contávamos que iríamos sofrer um golo muito cedo e isso naturalmente atrapalha um pouco aquilo que tínhamos previsto. Agora vamos concentrar-nos  apenas nas competições nacionais, onde naturalmente temos os nossos objectivos”.


“Estamos felizes”
 

Jadhi Riba (Étoile)“Com o resultado que tínhamos na vantagem da eliminatória, conseguimos mais um golo cedo e isso ajudou-nos nesta eliminatória. Sabíamos que tínhamos uma tarefa difícil, porque o nosso adversário tem uma boa equipa e estão de parabéns pelo jogo que fizeram. Por sabermos das dificuldades que iríamos enfrentar, contávamos que não fossemos continuar em prova. Mas foi uma eliminatória bem disputada e estamos felizes por continuar na competição”.