Jornal dos Desportos

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Futebol

Estdio de futebol do Uge e Hula podem ficar fora

Augusto Panzo - 20 de Outubro, 2018

Trs campos tiveram o aval negativo na primeira inspeco da FAF

Fotografia: Edies Novembro

Uma comissão do Conselho Técnico e Desportivo da Federação Angolana de Futebol (FAF), efectua hoje na província do Uíge, a última vistoria do campo 4 de Janeiro, na cidade com o mesmo nome, indicado pelo Santa Rita de Cássia FC para ser utilizado durante o Girabola Zap 2018/2019, que arranca no próximo sábado.
O recinto em causa foi considerado inapto para albergar jogos do Girabola Zap, enquanto não fossem removidos alguns obstáculos encontrados no terreno, nomeadamente troncos de árvores, bem como a eliminação de algumas zonas que se apresentavam lamacentas.
Para este recinto, na ocasião, o técnico do CTD que esteve na cidade do Uíge, recomendou que o Estádio 4 de Janeiro estava apto em 80 por cento, pelo que a direcção do Santa Rita de Cássia FC, ou então o gestor do recinto, devia resolver a restante preocupação num prazo de dez dias, nomeadamente entre 10 e 18 do corrente.
O Conselho Técnico Desportivo deixou ainda claro que, em função da revistoria, o clube do Uíge deve assumir as despesas de deslocação e hospedagem do oficial da FAF. Em caso dos trabalhos não forem efectuados a tempo, de maneira a permitir que o recinto albergue as primeiras jornadas do campeonato, o CTD irá transferir os jogos do Santa Rita  de Cássia FC, para outro campo a indicar.
O Santa Rita de Cássia FC recebe, na primeira jornada do Girabola Zap 2018/2019, o Recreativo da Caála.
Embora em datas diferentes, na mesma senda está o Estádio do Ferrovia, na cidade do Lubango, capital da Huíla, que vai merecer a derradeira visita no dia 28 do corrente,  justamente no segundo dia de disputa da primeira jornada do Girabola Zap 2018/2019.
O Estádio, que tem vindo a ser usado pelo Clube Desportivo da Huíla, apresentou algumas lacunas no seu terreno, tal como a qualidade da relva e a existência de muitos obstáculos à volta do estádio, com realce para casebres.
O Desportivo da Huíla terá como adversário na primeira jornada, a formação do FC Bravos do Maquis, jogo que pode decorrer num campo emprestado, se até lá não forem feitas as melhorias exigidas pelo CTD da FAF.
O Conselho Técnico e Desportivo da FAF indicou, igualmente, o Estádio 4 de Abril, na cidade de Menongue, como sendo outro recinto que deve merecer arranjos, sob pena do Cuando Cubango FC efectuar os seus jogos na cidade do Cuito, Bié, no Estádio dos Eucaliptos.
A revistoria para este campo não tem data definida, devendo o oficial da FAF coordenar a data com o gestor do campo ou com a APF local, conforme se recomenda no Comunicado Oficial nº 41/SG/18 da FAF. O Cuando Cubango FC abre o Girabola de 2018/2019 com o Kabuscorp Sport Clube do Palanca.


ESTÁDIO DO UÍGE
Nzolani quer gestão do 4 de Janeiro


O presidente do Santa Rita de Cássia FC do Uíge, Nzolani Pedro, defende a necessidade da gestão do Estádio 4 de Janeiro passar à tutela do órgão competente, concretamente a direcção provincial da Juventude e Desportos, para se evitar que, naquele recinto, continue a se observar situações menos agradáveis.
\"Sempre fomos dizendo e defendendo, que todos os campos que pertencem aos governos provinciais, devem ser tutelados, ou por estes, ou pelos clubes que os representa na alta competição. Infelizmente, não é este o caso do 4 de Janeiro. Ele tem vindo a ser gerido por uma empresa privada, sem ter cumprido nenhum concurso público como devia ser. Neste contexto não nos resta outra alternativa, senão cumprirmos\", lamentou.
Defendeu a necessidade das autoridades desportivas, seguirem o exemplo que se passa nas províncias de Cabinda, Bengo ou Lunda Sul, onde os Estádios, sob a tutela do Governo, foram entregues aos clubes que representam essas regiões na alta competição.
\"Temos bons exemplos do que se passa no Bengo, onde o governo local entregou a gestão do campo à direcção do Domant FC, tal como em Cabinda, onde o Sporting Clube gere o Estádio do Tafe e o extinto Progresso da Lunda Sul geriu, e o Bikuku FC, agora designado Saurimo FC, vai gerir o Estádio das Mangueiras, em Saurimo\", referiu. Nzolani Pedro, que falava ontem ao Jornal dos Desportos, em reacção à segunda vistoria a que está sujeito o 4 de Janeiro, hoje, pelo Conselho Técnico e Desportivo da FAF, disse não compreender porque razão não se realizar um concurso público, de maneira que haja um processo transparente na gestão do campo.
\"Não digo que estou preocupado com a hipótese de uma possível mudança de campo, na medida em que, na primeira vistoria, o oficial da FAF disse que o campo estava oitenta por cento apto, faltando apenas vinte por cento de melhorias. Nisso, acredito que, até ao dia da segunda e última visita (hoje), tudo estará em condições\", afirmou.