Jornal dos Desportos

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Futebol

FAF aguarda notificao do Minjud

14 de Fevereiro, 2019

Clube 1 de Agosto e Federao Angolana de Futebol entre os visados no inqurito do Ministrio da Juventude e Desportos

Fotografia: Jos Cola /Edies Novembro

A direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) aguardava, até ontem à tarde, altura em que manteve contacto com o Jornal dos Desportos, ser notificada pelo Ministério da Juventude e Desportos sobre o resultado do inquérito da tragédia ocorrida no passado dia 16 de Setembro de 2018, no estádio 11 de Novembro, em Luanda, após o jogo 1º de Agosto - TP Mazembe, para a Liga dos Campeões Africano de futebol, em que morreram cinco pessoas.

De acordo com o secretário-geral da FAF, Rui Costa, que falava ao JD, por telefone, o elenco de Artur Almeida e Silva tomou conhecimento do resultado do inquérito via comunicação social, pois até à hora que foi contactado pelo nosso jornal, não havia ainda sido notificado pelo Ministério da Juventude e Desportos.

\"Nesse momento (ontem à tarde) estamos a fazer contactos para termos o documento.  A FAF  ainda não foi notificada pelo Ministério (da Juventude e Desportos).  Ficámos  a saber através da imprensa. Aguardamos pela notificação para também comunicarmos à FIFA o resultado do inquérito. Por isso não temos subsídios suficientes para falarmos à  imprensa\", disse. 

O inquérito insaturado pelo Ministério da Juventude e Desportos apontou que as debilidades organizativas das entidades envolvidas no jogo 1º de Agosto - TP Mazembe da RD Congo estiveram na base da tragédia que resultou na morte de cinco espectadores e sete feridos ligeiros.

Segundo um comunicado de imprensa tornado público terça-feira última, o órgão reitor do desporto dá conhecer que os resultados do inquérito instaurado, na sequência do incidente ocorrido após o desafio disputado no dia 16 de Setembro de 2018, incidem sobre as debilidades organizativas por parte da direcção do campo, do clube 1º de Agosto e da Federação Angolana de Futebol (FAF).      

“A falta de rigor na avaliação dos riscos de jogo quanto a segurança das pessoas, pelo Clube Desportivo 1º de Agosto, Federação Angolana de Futebol e  Polícia Nacional, aquando da reunião de asseguramento que procedeu a realização do jogo entre a equipa angolana e a congolesa”, sublinha a nota.           

Assim, o inquérito recomenda que sejam efectuadas diligências jurídico-administrativas no sentido de se providenciar a demolição do muro em alvenaria construído pela empresa Urbinvest, SA, na envolvente do Estádio Nacional 11 de Novembro.

\"Que todos os jogos sejam classificados pelo seu grau de risco, a saber: \'Jogo de Alto Risco\' e \'Jogo de Risco\'. Que seja reforçada a iluminação de segurança em todo o perímetro do Estádio e aumentados os candeeiros de iluminação pública, nos arruamentos e parques de estacionamentos\", dita o Ministério no seu inquérito.

A elaboração de um diploma que regule o acesso e a utilização das instalações desportivas, bem como a responsabilização de cada um dos intervenientes na realização de qualquer evento desportivo/cultural, figuram igualmente das recomendações.

O inquérito determina, por outro lado, que os portões de acesso sejam abertos com três horas de antecedência do início do jogo com asseguramento policial garantido e que após o término do jogo, a saída dos espectadores seja feita por sectores.   

Orienta ainda que sejam tiradas todas as ilações para que situações do género não se repitam sob o risco de Angola vir a ser penalizada com pesadas sanções pelos órgãos que superintendem o futebol africano e mundial, nomeadamente a CAF e FIFA.