Jornal dos Desportos

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Futebol

Federao confirma abertura de sindicncia

12 de Fevereiro, 2017

A FAF confirmou ontem por meio de uma nota de imprensa,

Fotografia: Jornal dos Desportos

Além de manifestar "os seus sentimentos de pesar, tristeza e solidariedade para com toda a população do Uíge, em especial aos familiares enlutados e rápida recuperação aos sinistrados", a FAF diz no seu comunicado que a tragédia aconteceu durante a "realização do jogo inaugural do Girabola ZAP".

A Associação Provincial de Futebol do Uíge "APFU" também tornou público ontem um comunicado em que informa a decisão de se colocar "à disposição da equipa de sindicância para colaborar no que for necessário".

Diz confiar "plenamente nas instituições que realizar o competente inquérito para averiguar as verdadeiras causas da tragédia, e deste modo, responsabilizar os culpados".

O comunicado da APF do Uíge traz vários dados novos sobre o que se passou, dentre eles a hora exacta em que ocorreu a tragédia, 15h07m. Os adeptos, não quantificados, "tentavam entrar pelo portão alternativo do estádio 4 de Janeiro", quando aconteceram os incidentes que provocaram a morte por asfixia de 17 pessoas, e o ferimento de 59, sendo 5 em estado grave, fez saber a APFU.

A direcção liderada por Agostinho Neves António preferiu não apontar culpados, mas mostra-se favorável a que se encontrem soluções para evitar a repetição da tragédia, num outro local.

"O momento que vivemos hoje não é para acusações, mas sim de reflexão sobre o sucedido, pois o momento tão aguardado pelos adeptos locais, que esperavam que fosse somente de festa, acabou por se transformar em um dia de dor e luto", lamentou a APFU.

A dimensão da tragédia ocorrida sexta-feira no 4 de Janeiro ultrapassou as fronteiras nacionais e ganhou notoriedade na comunicação internacional. Além de órgãos de imprensa desportivos, jornais e televisões generalistas também estão a fazer repercussão dos incidentes.
 
Os incidentes verificados no 4 de Janeiro são os mais sangrentos da história do futebol angolano, a única tragédia paralela, morte por asfixia, ocorreu na década de 90 no final do Angola 1 - Zâmbia. Nos outros casos em que ocorreram  mortes, mas nenhuma delas foi resultado directo de asfixia.                BF