Jornal dos Desportos

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Futebol

Federao e APF aprovam relatrios

26 de Julho, 2018

Dirigentes da FAF e associados abordaram ontem questes relacionadas com a modalidade

Fotografia: AGOSTINHO NARCISO | Edies Novembro

A \"família\" do futebol nacional reuniu ontem, em Luanda, em assembleia-geral, visando dirimir os principais problemas que afectam a classe. Rodeado de alguma expectativa a direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) e as associações provinciais trataram as questões da modalidade com seriedade.
Dos pontos discutidos o destaque recai para aprovação da acta da assembleia anterior e relatório de actividades de 2017, todos com emenda dos presidentes da APFs ou seus representantes no encontro.
Em relação aprovação do relatório e contas do exercício do ano passado, foi aprovado com recomendação para a próxima assembleia com a apresentação de relatório, a ser elaborado por uma Auditoria Externa.
Quanto ao orçamento de 2018 foi aprovado com emenda e sofreu um reajuste com vista a ser um montante mais equilibrado e ajustado a situação financeira do país. Mereceram ainda atenção dos delegados a aprovação das alterações do Estatutos da FAF com a correcção de alguns pontos.Dos pontos aprovados com unanimidade, o destaque recai para o Regulamento de Licenciamento dos Clubes, Infra-estruturas, Condições Técnicas e Alterações de Regulamento de Disciplina, e a Proposta do Conselho Técnica
Os delegados decidiram que para a próxima época as inscrições passam de 30 para 35 atletas para cada clube. A disputa da Taça de Angola a uma mão, enquanto a Supertaça passa para duas mãos.
No seu pronunciamento, na abertura do evento, o presidente da mesa da assembleia-geral, Mota Liz, apelou aos presentes para a apresentação de questões construtivas, assim como para observância do “fair play” durante a reunião magna.
O encontro contou com a presença de representantes das 18 associações provinciais e alguns clubes convidados, que, entre outras questões, não deixaram de abordar os assuntos relacionados com o momento actual da modalidade.

RAZÕES FAMILIARES
Macaia suspende mandato na FAF

As águas voltam agitar-se na FAF. Depois do pedido de demissão de Norberto de Castro, no princípio deste mandato, alegando falta de sintonia com o presidente de direcção, Artur Almeida e Silva, José Alberto Macaia, vice-presidente da Federação Angolana de Futebol solicitou ontem, em carta dirigida ao presidente da mesa da assembleia-geral, a suspensão do seu mandato por um período de um ano, por razões familiares.
De acordo com a nota distribuída ontem, durante a Assembleia geral ordinária da FAF, esta decisão tem como base algumas questões familiares que tem condicionado se ausentar-se de Cabinda, província em que reside, por períodos superiores a 20 dias, conforme tem sido sucessivamente, desde que foi empossado em 2016.
\"Continuarei a prestar especial atenção aos problemas do futebol, e a minha contribuição à direcção da FAF e a todos os agentes da modalidade quando solicitado, mesmo a distância, será sempre garantida\", lê-se no documento.Recorde-se que José Macaia criticou, no mês de Abril, a suspensão por 15 dias e a aplicação de uma multa na ordem de 750 dólares norte-americanos ao vice-presidente da Federação Angola de Futebol (FAF), Adão da Costa, pelo Conselho de Disciplina da mesma instituição por atraso, sem justificação, a uma convocatória do Conselho de Disciplina.
“Houve irregularidades. Temos que nos ater aos princípios hierárquicos. O Conselho de Disciplina não está acima do vice-presidente, independentemente da separação de poderes”, disse na altura.