Jornal dos Desportos

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Futebol

Final de gigantes

Jorge Neto - 02 de Novembro, 2017

Taa de Angola, 1 de Agosto e Petro

Fotografia: Jornal dos Desportos/ Edies Novembro

A tão ansiada dobradinha perseguida pelo 1º de Agosto nesta época está a apenas um jogo de se concretizar, depois do empate nulo, ontem, diante do Progresso do Sambizanga, numa partida que foi melhor jogada no segundo tempo. A vitória no primeiro desafio por 3-2, serviu para carimbar o passe para a final da Taça de Angola.
Sem precisar de correr muito em função da vantagem na eliminatória os militares não carregaram o acelerador e quase que deram a primazia do domínio de jogo aos sambilas, que tinham de facto a obrigação de marcar pelo menos um golo para tomar a dianteira na qualificação.
Enquanto Kito Ribeiro optou por lançar em campo a mesma equipa que defrontou os militares na primeira mão, Dragan Jovic fez diferente, ou seja, alterou o xadrez, lançando jogadores mais frescos, em relação aos que entraram no jogo anterior. Dany Massunguna, Paizo, Schow e Nelson da Luz regressaram a titularidade.
O jogo em si não teve muito espectáculo como o da primeira mão, talvez devido ao calor que se fazia sentir à hora do jogo, fizesse com que os jogadores acusassem um grande cansaço físico, que em alguns casos resultou em lesões. Eliseu e Ibukun foram vítimas dessa contrariedade, que obrigou a mexidas antecipadas nos dois conjuntos.
O principal lance de perigo no primeiro tempo foi a favor dos sambilas. Yano aos 33´, isolado nas costas dos centrais do 1º de Agosto rematou ao lado da baliza, numa jogada em que os adeptos do Progresso do Sambizanga se preparavam para gritar pelo golo.
O capitão não acreditou na oportunidade desperdiçada, numa jogada em que estava em posição regular.
 O tempo corria e o marcador mantinha o nulo, satisfazia os interesses dos agostinos que jogavam também com o cronometro, pois geriam o andamento do jogo.
No reatamento o Dragan Jovic deixou Guelor no banco e lançou Diogo Rosado, que havia marcado dois golos no jogo da primeira "mão".
Fofó aos 55´, teve nos pés uma boa oportunidade para facturar o primeiro golo do dérbi, mas preferiu desperdiçar um "brinde" antes do Natal oferecido por Bobó.
O avançado sambila assumiu a jogada quando podia ter servido Yano. Na resposta, Bobó quase marcou, mas o remate saiu ao lado, após um pontapé de canto.
Depois do sol se pôr as duas equipas começaram a render mais, aceleraram o ritmo do jogo e procuravam chegar ao golo, com oportunidades para os dois lados.
Os militares caminhavam a passas largos para a final da competição, no tão ansiado clássico diante do aqui-rival, Petro de Luanda, no Dia da Independência Nacional.
Aos 81´entra Geraldo, o melhor marcador dos rubro e negros na Taça de Angola, com 4 golos, com o objectivo de refrescar o ataque e travar as subidas do adversário, que acreditava que podia marcar e carimbar o passe para final, pois carregou o último reduto militar e Nuno foi chamado a intervir com defesas seguras.

ARBITRAGEM
O árbitro José Álvaro justificou a aposta do Concelho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol (CCAFAF), cumprindo com as leis de jogo e não tendo influência no resultado final do desafio. O juiz teve de aplicar a sua autoridade aos jogadores, em alguns casos, foram admoestados com a cartolina amarela por reclamarem da falta assinalada.
De resto, não se notou a presença de José Álvaro e dos seus assistentes, que estiveram certos na marcação de fora-de-jogo.  

MELHOR EM CAMPO
O guarda-redes do 1º de Agosto, Nuno, transmitiu uma grande confiança aos seus colegas, sendo o empate nulo também um mérito para o defensor das redes rubro e negras. Teve um papel determinante, pois sempre que foi chamado, respondeu a altura do que se esperava. Contou com a boa colaboração dos centrais Dany Massunguna e Bobó, este último ainda falhou num brinde dado a Fofó, mas o avançado sambila "tremeu" diante de Nuno e rematou ao lado.

Diogo Pedro   Progresso
"Não conseguimos marcar"

"Não conseguimos fazer um golo e passar a eliminatória. Infelizmente para nós o 1º de Agosto conseguiu fechar bem a sua baliza e falhamos as nossas oportunidades. Nos resta dar os parabéns aos nossos jogadores e continuar a trabalhar. Agora vamos pensar no jogo com o Santa Rita, o último da época, onde queremos fechar o campeonato com uma vitória para oferecer aos nossos adeptos".

Ivo Traça  1º de agosto
"Queremos fazer a dobradinha"


"Primeiro quero dar os parabéns as duas equipas que estiveram no relvado. Foi um bom jogo, o público não saiu daqui defraudado. Felicito a minha equipa pelo esforço que fez durante a época. Ainda bem que vamos jogar contra o Petro na final, pois são as duas melhores equipas do campeonato. Queremos fazer a dobradinha para fechar com ´chave de ouro´. Dedico também essa vitória aos militares das Forças Armadas que nos apoiam".

Petro pode salvar a época
O FC Bravos do Maquis venceu ontem O Petro de Luanda, no estádio Mundunduleno do Luena, por 1-0, para a segunda e última mão das meias-finais da Taça de Angola, mas o resultado é insuficiente para chegar à final, face à desvantagem de 0-2 que trazia da primeira mão.
O FC Bravos do Maqus teve uma entrada fugaz, com a missão que foi ensaiada em dois dias, concretamente a de marcar o maior número de golos possíveis para chegar aos 3-0.
A tarefa parecia fácil depois de o defesa Yury conseguir marcar o primeiro golo aos oito minutos desta primeira etapa.  Yury, defesa, recuperou a bola no meio campo e à entrada da grande área desferiu um remate potente que só parou no fundo das malhas da baliza de Gerson, do Petro de Luanda.
Nesta etapa a equipa do eixo-viário privilegiou a contenção e gestão do desafio, não só pelo facto de trazer uma vantagem e 2-0, mas porque apresentou quebra física.
O reatamento trouxe novas esperanças ao FC Bravos do Maquis que procurava a segunda final, mas não fez muito do ponto de vista táctico. Perdas de bolas e descontinuidades dos contra-ataques, aliado a falta de finalização "assombrou" a equipa de Zeca Amaral.
O Petro de Luanda despertou e sabia que mais um golo sofredor podia empatar a partida, daí que tentou gerir o resultado com futebol pragmáticos e assentado na relva, caracterizado pela rapidez nas transições do meio campo para o sector avançado, ocupando todo terreno do jogo. A equipa do Moxico só não sofreu golo petrolífero por demonstrar qualidade, eficácia e coesão no sector mais recuado. O Maquis tirou tudo e todos, garantindo a vitória, por 1-0, mas com sabor a eliminação da Taça de Angola.

Ivo Campos- maquis
“O árbitro matou o jogo”


“ O árbitro foi muito inteligente ao matar o jogo. Houve muitas paragens e achamos que esteve a favor do Petro. O Maquis se não tivesse sido injustiçado devia ganhar ou superar o Petro. Mas houve faltas injustas e paragens que contribuíram no resultado. Pedimos mais responsabilidade na indicação dos árbitros para os jogos com estas responsabilidades”.

Nejó Petro
Cumprimos a missão” 

“Tínhamos a missão de vencer o jogo e conseguimos. Quem chega à uma final deve ter orgulho de vencer a final. Não importa como devíamos chegar a final, mas o importante é que conseguimos. Estão de parabéns os meus atletas. Quanto ao adversário não temos preferência”

NO MUNDUNDULENO
Maquis cai de cabeça erguida


O FC Bravos do Maquis, venceu ontem, no estádio Mundunduleno, no Luena, o Petro de Luanda, por 1-0, para a segunda mão das meias-finais da Taça de Angola, mas insuficiente para chegar ao final, face a desvantagem de 0-2 que trazia da primeira mão. Ainda assim, a equipa da casa deixa a competição de cabeça erguida.
Os maquisardes que tiveram uma boa entrada, com a missão que foi ensaiada em dois dias, o de marcar o maior número de golos possíveis para chegar aos 3-0, a missão começou bem, quando  o defesa Yury conseguiu marcar o primeiro golo logo aos 8', a entrada da grande área com um remate potente que só parou no fundo das malhas da baliza de Gerson.
O Petro de Luanda, não abanou e privilegiou a contenção e gestão do desafio, não só pelo facto de trazer uma vantagem de 2-0, mas porque apresentou alguma quebra física, mas esteve sempre seguro de que pretendiam em campo.
O reatamento trouxe novas esperanças ao FC Bravos do Maquis que procurava a segunda final, mas não fez muito do ponto de vista táctico. Perdas de bolas e descontinuidades dos contra-ataques, aliado a falta de finalização “assombrou” a equipa de Zeca Amaral.
Os tricolores ante a ousadia dos maquisardes despertou e sabia que se sofresse mais um golo podia empatar a partida, daí que tentou gerir p resultado com futebol pragmáticos e assentado na relva, caracterizado de rapidez nas transições do meio campo para o sector avançado, ocupando todo terreno do jogo.
A equipa do Moxico só não sofreu golo petrolífero por demonstrarem qualidade, eficácia e coesão no sector mais recuado. O Maqui tirou tudo e todos, garantindo a vitória de 1-0, mas com sabor a eliminação da Taça de Angola.
Daniel Melgas, no Luena