Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Hélder Martins agita arbitragem

Betumeleano Ferr?o - 29 de Janeiro, 2017

Juiz foi um dos três que à época passada desceram de categoria

Fotografia: Jornal dos Desportos

A nomeação pela CAF de Hélder Martins e Romualdo Baltazar causou o mesmo tipo de surpresa no actual elenco do CCAFA, liderado por Jorge Mário Fernandes, e o anterior de Muluta Prata. O Jornal dos Desportos apurou que as duas partes querem perceber o que aconteceu para a confederação agir como agiu, em meio a solução para sugerir outros internacionais angolanos para ajuizar o União do Songo - Platinium Stars.

O nosso jornal também constatou na consulta ao mesmo site, que a CAF demonstra estar alheia ao documento que o CCAFA revelou ter recebido o ano passado, em que Hélder Martins abdicava da "actividade de árbitro para ser dirigente desportivo", como esclareceu Belmiro Carmelino, à época vice-presidente, quando este diário fez manchete com esta questão no dia 22 de Dezembro.

A nossa conclusão se baseia no facto de que além de nomear, a CAF contínua a manter o nome de Hélder Martins na sua lista de árbitros internacionais para a temporada 2017. O nome do juiz aparece na mesma página em que constam também os de Júlio Lemos e Ivanildo Lopes, curiosamente os mesmos árbitros assistentes para o União Desportiva do Songo - Platinium Stars FC.

A indicação de Hélder Martins apanhou de surpresa a família do apito angolano, em parte também porque consta que a CAF indicou Romualdo Baltazar, que já não é internacional, para desempenhar o papel de 4º árbitro. O nome do juiz da província da Huíla nem consta da lista que o CCAFA enviou o ano passado para aprovação da FIFA.

O árbitro Hélder Martins não efectuou os testes médicos tampouco está a frequentar o seminário de actualização das leis de arbitragem que encerra hoje para os juízes. A presença nas duas actividades, sobretudo a aprovação nos testes físicos, é que habilitam um árbitro a exercer a sua actividade.

O Jornal dos Desportos ambiciona trazer em próximas edições novos dados relacionados com este suculento tema da actualidade. É de lembrar, que Hélder Martins foi um dos 3 árbitros que a época passada desceu de categoria.


NOVAS REGRAS
Insulto é punido com penálti


Os árbitros vão começar a assinalar grandes penalidades, caso sejam insultados no decorrer de um jogo. A FIFA concordou com a Internacional Board, entidade reguladora da arbitragem mundial, pelo que os juízes a partir desta temporada devem assinalar penálti, se no momento do insulto a bola estiver na grande área da equipa, cujo jogador proferir a ofensa.

Esta inovação a lei 13, Pontapés-livres, vai começar a ser aplicada no jogo da Supertaça, no próximo dia 4 de Fevereiro, entre o 1º de Agosto (campeão nacional) e o Recreativo do Libolo (vencedor da Taça de Angola). os árbitros e os comissários vão aprender durante as palestras do instrutor Carlos Henriques, que doravante todas as ofensas têm de ser punidas com um livre directo, como uma grande penalidade, não importa em que local estiver a bola.

Ainda com relação as grandes penalidades, foram introduzidas as seguintes alterações: admoestação por comportamento anti-desportivo aos jogadores que façam a chamada "paradinha" na marcação de uma grande penalidade, sendo que a simulações durante a corrida é a única excepção à regra. Os guarda-redes que saírem do risco do golo antes da marcação do penálti também vão passar a ser admoestados.

A lei 12, Faltas e incorrecções, sofreu uma mudança, capaz de aumentar ainda mais a polémica nos jogos do Girabola Zap. O cartão vermelho vai ser exibido de maneira automática a todos os atletas que cometerem uma conduta violenta, até mesmo se não atingirem o adversário.

Um "alívio" feito nos chamados casos de castigo triplo, geralmente aplicado em situações de golo iminente, vai exigir que os árbitros usam de discernimento para determinar se mostram ou não o cartão vermelho. A nova orientação é que a expulsão só deve ocorrer quando não houver intenção de jogar a bola, mas quando houver obstrução, entrada violenta, agarrar ou empurrar a decisão não fica ao critério do árbitro escolher a cor do cartão, o infractor tem de ser sempre expulso.

Os reajustes efectuados e que o Jornal dos Desportos teve acesso parecem ter aumentado ainda mais o poder dos árbitros, o que em princípio é capaz de aumentar o clamor contra os homens do apito, como tem sido norma no nosso futebol. Por exemplo, a partir desta temporada, um árbitro pode expulsar um jogador até mesmo quando este estiver a aquecer, antes do início do jogo, se o juiz estiver no relvado e se aperceber de algo errado.

A utilização do vídeo-árbitro também faz parte das mudanças previstas mas há poucas probabilidades de a tecnologia chegar já de imediato este ano ao futebol angolano.        
 BF