Jornal dos Desportos

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Futebol

Horcio Mosquito promete queixar FAF FIFA

26 de Novembro, 2018

Fotografia: JA Imagens | Edies Novembro

O presidente de direcção do Clube Recreativo da Caála (CRC), Horácio Mosquito, cuja equipa principal de futebol representa a província do Huambo no Girabola Zap, promete queixar a federação angolana da modalidade (FAF) à FIFA, pelo facto do órgão reitor nacional, ter atribuído derrota (3x0) à sua agremiação por falta de comparência no Uíge, onde no dia 17 do corrente, deveria defrontar o Santa Rita de Cássia FC, em partida referente à primeira jornada da competição.
Horácio Mosquito fez essas declarações sábado último, no programa \"Quintalão do Desportista\" da Rádio Cinco, onde se mostrou agastado com a forma de gestão do futebol nacional.   
Antes da decisão tornada pública quinta-feira última pela FAF, em comunicado oficial, a direcção do Recreativo da Caála havia atribuído culpas à FAF, pela ausência da equipa na cidade do Uíge.
Segundo uma fonte dos caalenses, contactada na altura pela Angop, na cidade do Huambo, no dia do adiamento do jogo, a 28 de Outubro último, a FAF havia se comprometido em assumir as despesas da equipa do CRC, como forma de indemnizar o clube que, na data marcada, dia 28 de Outubro último, compareceu ao palco do jogo.
Os caalenses, na altura, exigiam, para voltar ao Uíge, que fossem ressarcidos os seis milhões e 800 mil kwanzas gastos com alojamento, alimentação e aluguer da aeronave, valores prontamente aceites pelo órgão reitor da modalidade no país.
Entretanto, há dois dias do jogo, a Federação Angolana de Futebol comunicou à direcção do representante da província do Huambo ao Girabola Zap que estava sem dinheiro, na altura, para suportar as despesas.
Em consequência, o plantel caalense, que já se encontrava em regime de estágio, viu-se impossibilitado a viajar a cidade do Uíge com recursos próprios, como forma de pressionar o órgão reitor da modalidade a ressarcir o valor acordado depois de ter sido adiado o jogo, por decisão unilateral da própria FAF, segundo alega a direcção do clube do Huambo.
A 28 de Outubro, data em que este jogo devia ser realizado, a FAF impediu que o Recreativo da Caála entrasse em campo, alegando que o conjunto tinha dívidas com o órgão e com alguns seus ex-jogadores.
Em face ao acontecido, o Clube Santa Rita de Cássia FC, na pessoa do seu presidente de direcção, Nzolani Pedro, reclamou os três pontos em disputa por ausência do oponente na segunda data agendada pela FAF (17.11.18).