Jornal dos Desportos

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Futebol

Infraestruturas modernas erguidas em cinco provncias

05 de Abril, 2021

Pavilho do Kilamba (em baixo) uma das maiores salas desportivas construdas no pas aps o conflito armado

Fotografia: Nuno Flash | Edies Novembro

Os benefícios resultantes do alcance da paz em Angola, em 2002, com o calar definitivo das armas, depois de três décadas de guerra cívil, têm sido múltiplos. No desporto, por exemplo, os maiores proventos residem sem sombra de dúvidas nas infra-estruturas, embora no campo desportivo as realizações não possam, de modo algum, ser ignoradas.

Passados 19 anos, Angola construiu e reconstruiu várias infra-estruturas, com destaque para os quatro estádios que acolheram os jogos do CAN 2010, os quatro pavilhões multiusos que albergaram os Campeonatos Africanos de basquetebol e andebol e o pavilhão multiuso do Kilamba, em Luanda, que acolheu o Mundial de hóquei em patins, em 2013.
A realização pela primeira vez no país da fase final de um CAN, há 11 anos, originou a construção de quatro modernos estádios de futebol nas cidades de Luanda, Cabinda, Benguela e Huíla. A província de Luanda ganhou o maior de todos eles, com capacidade para 50 mil espectadores, seguido do de Benguela com 35 mil, e os de Cabinda e da Huíla foram construídos com capacidade para 20 mil espectadores.

Quanto aos pavilhões multiusos, construídos em 2007, cinco anos depois do alcance da paz, por ocasião da organização do Afrobasket naquele ano e dos CAN de Andebol masculino e feminino, um ano mais tarde, as províncias beneficiadas foram Benguela, Huíla, Huambo e Cabinda. Com capacidade para duas mil pessoas, os referidos pavilhões foram construídos com a incorporação de lojas, salas de conferência, centros de imprensa e balneários públicos, constituindo-se em valores acrescentados para as modalidades de sala nestas paragens.

Já o pavilhão multiuso do Kilamba, construído 11 anos depois do alcance da paz , serviu para acolher o Campeonato do Mundo de hóquei em patins.  Se em termos de infra-estruturas os estádios e os pavilhões foram as acções mais visíveis, em termos desportivos a primeira participação de Angola no Mundial da Alemanha, em 2006, a realização dos “africanos” de basquetebol e andebol em 2007 e 2008, a organização do CAN de futebol em 2010 e a do Mundial de hóquei em patins em 2013, foram os grandes destaques das obras do Executivo.


CONSTRUIDO EM LUANDA
“11 de Novembro” é referência em África 


Os quatro imponentes estádios construídos nas cidades de Benguela, Cabinda Huíla e Luanda, que acolheram os jogos da 27ª edição do Campeonato Africano das Nações Orange 2010, são tidos como os grandes ganhos em termos de infra-estruturas nos 19 anos de paz.  
O trabalho, que iniciou por altura dos sete anos de paz, com a construção dos estádios do CAN 2010, demonstra a determinação do Executivo angolano na preparação de condições para que os jovens tenham meios à altura para a prática desportiva, não só a nível do futebol, como das demais modalidades. 

O esforço financeiro feito pelo Executivo angolano, em tempo de paz e estabilidade, foi compensado com a notável organização do Campeonato Africano das Nações Orange, aliás, empenho reconhecido por todos aqueles que participaram da festa da bola.
A construção dos quatro estádios numa altura em que o país tinha enormes desafios pela frente, quer no âmbito social, quer económico, assim como a excelente organização do “africano” de futebol, foi ao encontro das expectativas do então Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que almejava um “CAN exemplar”.

O Estádio Nacional 11 de Novembro, localizado em Camama, Luanda, com capacidade para 50 mil espectadores, é, entre os quatro, o de maior dimensão. A referida infra-estrutura acolheu as cerimónias de abertura e encerramento do CAN 2010.
Com 35 mil lugares, o Estádio Nacional de Ombaka, em Benguela, é o segundo maior em termos de capacidade. Chiazi (Cabinda) e Tundavala (Huíla), ambos com 20 mil lugares, são as restantes “meninas bonitas” do futebol nacional.
Contudo, o empenho do Executivo angolano não se restringiu à construção dos quatro estádios e do pavilhão multiuso do Kilamba. O Governo estendeu igualmente à mão a determinados clubes das províncias onde se disputou o CAN, reabilitando alguns campos e estádios que serviram de apoio as selecções participantes no evento.