Jornal dos Desportos

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Futebol

Jaime defende um Libolo forte

Manuel Neto - 16 de Dezembro, 2017

Defesa central lamenta m campanha da equipa de Calulo na poca finda

Fotografia: Jo Cola

O defesa central do Recreativo do Libolo , Jaime , revelou ontem ao Jornal dos Desportos, estar confiante numa boa campanha da equipa ao longo do Girabola do próximo ano. O atleta defendeu, que a formação da Vila de Calulo pelo seu histórico na prova, não pode aparecer como um mero espectador.
\"Não costuma ser este o carácter da equipa, apesar da vivência de alguns problemas, aliás, a maior parte das equipas enfrentaram problemas de vária ordem nas últimas épocas. Ainda assim, não acredito que sejamos uma equipa debilitada em 2018\", admitiu e acrescentou que a direcção está a trabalhar para formar um grupo forte.
“Estou ciente de que ainda não vimos o plantel para o próximo ano, mas é certo que tenhamos uma equipa à altura, de enfrentar qualquer adversário. Conheço a direcção, é bastante ambiciosa, espero que continue nesta senda para formar um plantel competitivo\", destacou.
O internacional angolano sublinhou, que o balneário e a direcção costumam ser  o elo mais forte, e é muito importante para o engrandecimento do grupo, para torná-lo cada vez mais coeso.
“A meu ver, a coesão no balneário formado por atletas, equipa técnica e direcção, costuma ser muito importante. Acho fantástico, porque esta união faz que o Libolo apareça cada vez mais forte nas competições onde se insere, e espero que este comportamento dure” asseverou.
Jaime lamentou o fracasso da equipa na ponta final do Girabola passado, e aponta o afastamento na competição internacional, Afrotaças, como um dos motivos que esteve na base da campanha menos conseguida da época finda, pois, classificou-se na sexta posição. 
“Penso que a nossa eliminação na competição internacional foi injusta, já que aconteceu numa altura em que aplicávamos a fundo para chegar o mais longe possível. As coisas agravaram-se ainda mais, num momento em que  festejávamos com muita alegria, a passagem para fase seguinte\", recordou com nostalgia.
“Para nosso espanto, alguns dias depois ouvimos a triste notícia que abalou bastante o grupo, de que estávamos fora da competição. Acho mesmo, que o moral do grupo decaiu e afectou o nosso rendimento no Girabola, quando acreditávamos que ainda tínhamos pernas para lutar pelo título. Em suma, foi uma época para esquecer”, avaliou.

TAÇA COSAFA
Técnico
admite
fracasso

O seleccionador nacional de Sub-20, Augusto Manuel “Leão”, atribuiu o fracasso na participação da Taça Cosafa, à falta de experiência dos atletas e à ineficácia na finalização, além do factor idade.
Em breves declarações à Angop, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o técnico revelou que a campanha dos Palanquinhas em kitué, Zâmbia, esteve aquém do perspectivado com um saldo de um empate e duas derrotas. 
“Levámos uma rapaziada muito jovem e  pouco experiente, que competiu com adversários rodados, habituados à estas andanças e com idades junto do limite”, explicou o timoneiro que já orientou a selecção feminina.
Neste torneio regional, os Palanquinhas estiveram inseridos no Grupo C, onde se inseriu a Namíbia, adversário com quem perdeu na primeira jornada, por 0-1, com o Zimbabwé (mesmo resultado) e com o Lesotho (0-0).
O técnico Leão comandou a selecção nesta competição, na sequência da rescisão contratual entre a FAF e o alemão Igor Lazic, depois do torneio de Toulon (França), em que Angola participou em Junho.
Na Taça Cosafa/2017, cuja final acontece este domingo dia 17, a delegação angolana foi chefiada pelo ex-árbitro do quadro da FIFA, Pedro dos Santos, funcionário do Departamento Técnico das Selecções Nacionais.
Josué, Cessame (guarda-redes), Quinito, Medá, Tozé, Rafa, Nandinho, Jorge, Pepé (defesas), Bebo, Pedro Agostinho, Kalede, Catraio (médios), Isner, Quintas, Vá (avançados), Popó e Gerson constituíram a selecção.
Com o desempenho registado, o combinado nacional ocupou a última posição do grupo, e falhou o objectivo de melhorar a quarta posição alcançada na edição anterior, que se disputou em Dezembro de 2016, na África do Sul.
Na competição, Angola foi primeira do Grupo C com sete pontos, sob orientação de Sami Matias, em que perdeu com a anfitriã, nas meias -finais, por 0-5, e frente a RDC (3-4) aos penálties, na decisão do terceiro lugar.