Jornal dos Desportos

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Futebol

Jogadores tm receita para a vitria

Paulo Caculo - 11 de Agosto, 2017

Angola realiza hoje em Antananarivo uma sesso de treino de adaptao ao estado do relvado do jogo de Domingo

Fotografia: Jornal dos Desportos

A Selecção Nacional de honras realiza hoje, às 12h30 (hora de Angola), o primeiro contacto com o relvado do Estádio Municipal de Mahamasina, em Antananarivo, palco do jogo de domingo, frente à congénere do Madagáscar, referente à "primeira mão" da última eliminatória de acesso à fase final do CHAN de 2018, no Quénia.

Depois da viagem de quatro horas realizada na tarde de ontem em voo fretado da companhia aérea Sonair, a comitiva dos Palancas Negras desembarcou em Antananarivo confiante na consolidação do objectivo de lograr um resultado positivo, que abra boas e importantes perspectivas de qualificação.

Na única sessão de treino a efectuar em terras malgaxes, Beto Bianchi deverá, em princípio, apostar numa preparação curta e ligeira à porta fechada, ou seja, longe dos olhares curiosos da imprensa local. Embora a sessão seja apenas de adaptação ao relvado, é pouco provável que o seleccionador nacional volte a trabalhar todos os pormenores da estratégia e modelo de futebol pretendido.

 Durante a semana de preparação, em Luanda, a Selecção Nacional esboçou uma estratégia assente num futebol dinâmico e que privilegie a rápida transição entre os sectores e o passe e a posse de bola, como factores primários de ligação ao jogo. É nesta toada que o técnico dos Palancas espera ver a equipa jogar e, consequentemente, os jogadores se sentem mais confortáveis a desbobinar o seu futebol.

Alterações
Gerson e Herenilson devem ser as duas grandes ausências no "onze" de Angola frente ao Madagáscar. O guarda-redes pode ser preterido por opção técnica, ao passo que o médio defensivo está a contas com uma lesão no tornozelo direito.

Em face disso, o primeiro deve ser rendido por Neblu e o segundo por Dudu Leite.Beto Bianchi tem definido as opções para titulares e olhando para os ensaios realizados no estádio 22 de Junho, antes da viagem, facilmente se descobre o "naipe" de jogadores que entram nas preferências do seleccionador nacional.

Na defesa, Massunguna e Nari devem ser os centrais, enquanto nas laterais Mira, à direita, e Natael, à esquerda, completam o quarteto defensivo dos palancas. Wilson e Dudu Leite podem ser os médios recuperadores.

O primeiro é mais de contenção, rouba bolas e joga quase sempre curto para o médio centro, ao passo que o segundo tem a liberdade de criar muito mais e à medida que sobe no terreno  torna-se no verdadeiro “playmaker” da equipa.

No "miolo" do relvado, na extrema direita estará Job, que cria muito perigo com os dribles desconcertantes e mudanças de velocidade, ao passo que na esquerda, Nelson Luz ocupar-se-á de assumir o controlo deste corredor, ganhando espaços para municiar o ataque ou apostando numa constante permuta de posições com Job, de formas a incutir dinâmica ao sistema táctico de Beto Bianchi, baralhando as marcações adversárias.

A alimentar a confiança dos palancas num resultado positivo, está o facto de Angola dominar o histórico de confrontos com o Madagáscar, onde em nove jogos, venceu duas vezes, empatou seis e perdeu apenas um desafio.


Apoio
Akwá deseja união no jogo


O antigo capitão da selecção nacional de futebol Fabrice Mayeco "Akwá" apelou, em Luanda, a uma maior determinação e espírito de grupo dos jogadores angolanos, para superarem a similar do Madagáscar e a consequente qualificação ao CHAN´2018, a disputar-se no Quénia.Em antevisão ao jogo de domingo, em Antananarivo, referente à primeira ''mão'' da última eliminatória da prova,  o ex-craque referiu à Angop que os angolanos precisam de entrar moralizados, para surpreenderem o adversário no seu próprio reduto."Contra todas as previsões, o Madagáscar eliminou Moçambique, que nos faz pensar que é uma boa equipa. Como vamos jogar em casa do adversário, devemos actuar com muitas cautelas, procurando marcar e evitar sofrer golos, que nos permitirá encarar a segunda mão com maior tranquilidade possível. A equipa joga melhor fora de casa, onde a pressão é menor. Por isso, devem entrar determinados em lutar por um resultado positivo", disse.

Quanto ao estado dos Palancas Negras, que considerou reunir os melhores jogadores do momento, adiantou que pelos pronunciamentos do treinador Beto Bianchi, está a realizar um trabalho preparativo, que permite augurar um comportamento digno, explorando da melhor forma as falhas do adversário e conseguir o apuramento. "Pelo que o treinador tem dito, espelha a existência de coesão no grupo e que tudo está a correr normal. Como angolano, desportista e homem do futebol, acredito que com empenho e dedicação, a selecção vai alcançar o objectivo",  frisou.         
  
A selecção nacional viaja sexta-feira à capital malgaxe, com escala em Joanesburgo (África do Sul).A Taça CHAN é uma competição africana reservada a jogadores que actuam nos respectivos países. Na segunda edição, em 2011, Angola foi finalista derrotada pela Tunísia, decorrida no Sudão.


Confiança
Paty e Leite têm a receita
para vencer o Madagáscar


 Os médios Paty Justo e Dudu Leite mostraram-se ontem, perante os jornalistas, extremamente confiantes no triunfo, no embate de domingo, frente ao Madagáscar.

Os jogadores foram unânimes em afirmar que qualquer segredo para a vitória passará por correr muito mais que o adversário durante os 90 minutos.

"Temos de lutar bastante até ao último minuto, para ver se conseguimos um bom resultado em casa deles (Madagáscar).

O grupo está moralizado, porque desde o primeiro dia que trabalhámos sem problemas. Até agora temos resultados bons e está tudo muito bem encaminhado", disse Paty.

O médio do Interclube considera importante os níveis de motivação existentes no balneário da Selecção.

Garantiu que "todos os jogadores" disputam um lugar nos titulares, pelo que, caberá ao seleccionador avaliar as melhores opções para o jogo.

"Todos querem um lugar e eu não fujo à regra. Vamos defrontar uma equipa do Madagáscar que trabalha muito bem a bola e queremos lutar pela vitória", assegurou.

Dudu Leite assegurou, por outro lado, que as expectativas são altas e o grupo está altamente focado no triunfo, de formas a criar condições para  sair do jogo com um resultado satisfatório e que permita sonhar com a qualificação no embate da segunda mão.

"Penso que fizemos bem a preparação, estamos bem e isso é que é importante. Sabemos da grande façanha que fez o Madagáscar em casa de Moçambique e estão também motivados. Estas eliminatórias têm muito disso, mas estamos preparados da melhor forma para conseguirmos o melhor resultado possível. O importante será jogarmos o nosso melhor, com entrega e dedicação, como sempre tem sido", afiançou.  
PC