Jornal dos Desportos

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Futebol

Jogadores tricolores disputam titularidade

Paulo Caculo - 17 de Janeiro, 2017

Tricolores preparam em Benguela assalto à temporada futebolística

Fotografia: José Cola

O plantel do Petro de Luanda dá inicio na quarta-feira, às 15h00, com o Misto de Benguela, à série de jogos amistosos de preparação, que  se enquadra no estágio pré-competitivo que realiza na cidade benguelense, para a temporada futebolística de 2017.

De acordo com o que fez questão de esclarecer ao nosso jornal, o director desportivo dos tricolores, Sidónio Malamba, durante as próximas duas semanas a equipa tem agendados jogos - treino a pedido do treinador, que devem acontecer às quartas e sábados, ou seja, duas vezes por semana.
Além do Misto de Benguela, o Petro joga com as formações do Nacional de Benguela e Jackson Garcia, este último, adversário de sábado. Os jogos com estes adversários da segunda divisão repete-se na próxima semana.

Com os referidos jogos particulares, o conjunto às ordens do técnico brasileiro Beto Bianchi procura ganhar ritmo competitivo e trabalhar as nuances do entrosamento, posicionamento ofensivo e defensivo, e eficácia atacante. Nesta altura, tal como é hábito, o treinador aproveita para avaliar a movimentação colectiva e individual da equipa.

A integração no plantel de três reforços, dois dos quais provenientes do Brasil, não deve constituir grande preocupação para o treinador do Petro, em relação à adaptação ao modelo e estilo de futebol da equipa.  

Tony, avançado de 25 anos, e Rubinho, médio de 29, junta -se ao compatriota Tiago Azulão, melhor marcador da equipa no campeonato anterior com nove golos, chegam ao Petro com boas referências das carreiras realizada no Brasil. Outro reforço é o angolano Nandinho, médio de 23 anos, proveniente do Desportivo da Huíla.

Dos juniores foram promovidos quatro jovens, nomeadamente,   Mualucano, guarda-redes de 19 anos, Eliseu, lateral esquerdo 20 anos e os médios Bebo e Pedro, ambos com 17 anos. Foram dispensados Miguel, Etah, Fabrício, Jiresse e Duarte.

Beto Bianchi trabalha em Benguela com os seguintes jogadores:   Gerson, Lamá, Mig e Mualucano (guarda-redes), Mira, Ari, Maludi, Élio, Eliseu, Abdul e Mabiná (defesas), Wilson, Carlinhos, Manguxi, Bebo, Herenilson, Pedro, Diógenes, Balakai, Mateus, Nandinho e  Rubinho (médios) e os avançados Tiago Azulão, Tony e Job.

PLANTEL TRICOLOR
Luta intensa
pela titularidade


A disputa da titularidade pode ser preponderante no estágio de pré-temporada, que o Petro de Luanda realiza desde o princípio da semana, na cidade de Benguela. À chegada de novos jogadores, a saída de outros, e a enorme concorrência que se antevê no plantel para a conquista de uma das vagas em cada um dos sectores da equipa, prevê animar a preparação.

Dos três sectores que compõem a equipa (baliza, meio-campo e ataque) não há ainda concorrentes com lugares cativos, embora, o guarda-redes Gerson e o médio Tiago Azulão estejam entre os "imprescindíveis" nas prioridades do técnico.

Do grupo restrito de jogadores que se destacaram como fundamentais, na manobra do conjunto na época passada, a exemplos de Élio, Balakai, Job, Ari, Mabiná, Carlinhos, Herenilson, só para citar estes, há quem arrisque que a hipótese da concorrência obrigue a maior entrega e dedicação, sob o risco de perder o estatuto.

A chegada de mais um avançado, o brasileiro Tony, e a integração de Nandinho e Rubinho alargaram as opções e intensificaram os níveis de concorrência no plantel. Em face disso, o equilíbrio em termos de qualidade volta a representar fortes “dores de cabeça” ao treinador.

Na baliza, Gerson, Lamá e Mig contam com mais um concorrente: o jovem Mualucano. Qualquer deles apresentam condições para opção inicial do técnico, embora sobre Gerson se reconheça a particularidade de ter sido o titular da época passada, com níveis de qualidade e reflexos superiores aos demais.Na linha defensiva, a luta pela titularidade inclui seis jogadores com muita experiência, nomeadamente, Mira, Ari, Maludi, Élio, Abdul, Mabiná e Eliseu, este último, proveniente dos juniores, o único que tem de justificar a ascensão.

No sector intermediário, as “dores de cabeça” para o técnico passam por ter de escolher as melhores opções, entre Wilson, Carlinhos, Tiago Azulão, Manguxi, Herenilson, Diógenes, Balakai, Mateus, Nandinho, Rubinho, Bebo e Pedro, os três últimos novatos. No ataque, Job passa a contar com a concorrência de Tony, outro brasileiro que chega ao plantel tricolor.
PC