Jornal dos Desportos

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Futebol

Jogos Olímpicos é aposta da FAF

GAUDÊNCIO HAMELAY | Lubango - 17 de Maio, 2018

Angola inscrita para as eliminatórias de apuramento aos Jogos do Japão

Fotografia: M.Machangongo | Edições Novembro

A única projecção de Angola em vista, para participação de uma selecção nacional de futebol sénior feminina em provas internacionais, consiste no apuramento dos Jogos Olímpicos 2020, segundo disse a vogal de direcção para o futebol feminino da Federação Angolana de Futebol (FAF), Sónia Marisa Fernandes Anastácio.
  \"No sector feminino, neste momento, não temos selecção alguma a trabalhar. Por exemplo, inscrevemos para as eliminatórias de apuramento dos Jogos Olímpicos de 2020, que vai ser no Japão. Estamos à espera da calendarização a ser enviada pela FIFA, ainda não se sabe quando é que vão começar os jogos das eliminatórias\", referiu.
 A dirigente sublinhou, que outros trabalhos vão ser feitos com a organização, internamente, com torneios, à semelhança do que decorre na Huíla, com as selecções provinciais, para se começar a avaliar bem a qualidade de atletas que \"temos para que no futuro, quando nós tivermos uma selecção a trabalhar, soubermos onde vamos nos apegar para convocar atletas\".
 Sónia Marisa Fernandes Anastácio disse existir pessoas, especialmente ligadas à cada uma das equipas, que foram orientados a fazerem um trabalho de base, concretamente, à triagem das atletas que possam fazer parte das próximas selecções provinciais.
  \"O nosso foco, não despertando uma futura selecção de futebol sénior feminina, é basicamente trabalhar com atletas sub-17 e 20, porque acho que podemos, num futuro próximo, obter alguns resultados bons com essas meninas\", frisou.

PRATICANTES
FAF controla milhar de atletas


Os dados estatísticos indicam que a Federação Angolana de Futebol controla cerca de 1.150 atletas em algumas províncias, sobretudo do Huambo, Cunene, Luanda, Malanje, Benguela e Huíla.
     "Hoje, nós não temos este dado estatístico assim bem visível, mas temos por alto, cerca de 1.150 atletas dentro de algumas províncias, que anteriormente forneciam dados à FAF, sobretudo, Huambo, Cunene, Luanda, Malanje, Benguela e Huíla", explicou Sónia Marisa Fernandes Anastácio.
A responsável revelou, que as parcerias com os governos provinciais para que possa apoiar o futebol feminino, não existem e justificou que essas parcerias de princípio, têm de existir entre as Associações e os governos provinciais.
"As Associações é que têm de fazer o seu trabalho com os governos provinciais e naquelas situações em que as Associações acharem que não têm abertura possível, aí  aparece a FAF a intervir de uma outra forma com os governos provinciais", disse. 
 Anunciou, que questões relacionados com as infra-estruturas desportivas, sobretudo o campo, é da responsabilidade das Associações provinciais velarem pelos recintos e os árbitros.
 Sónia Marisa Fernandes Anastácio lembrou, que desde que se começou a prática do futebol em Angola, a maior parte das vezes é em campos pelados e  acrescentou que só  quando há a convocação de uma selecção nacional, é que as jogadoras treinam em campos relvados.
 A mesma apontou, que a Huíla tem bastantes campos relvados, independentemente de serem pertencentes aos clubes. Para si, se houver colaboração entre as Associações, Gabinetes Provinciais da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos e as equipas que praticam o futebol, que na  maioria são de pessoas singulares que querem apoiar a massificação, pode existir um entendimento quanto ao uso de campos relvados.
 Sónia Marisa Fernandes Anastácio informou, que em Angola a maioria das equipas que estão no Girabola não querem o futebol feminino, excepto o 1º de Agosto e o Progresso do Sambizanga.
As outras equipas não querem abraçar o projecto. "Esses clubes deviam pensar nisso, mas vamos  fazer o nosso trabalho para ver se temos o maior número de jogos do futebol feminino em campos relvados", garantiu.