Jornal dos Desportos

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Futebol

Kabuscorp conquista supertaa

Teixeira Cndido - 05 de Fevereiro, 2014

O mdio congols Tresor Mputu Mabi fez apenas 40 minutos em campo o suficiente para desfazer o Petro de Luanda

Fotografia: Jornal dos Desportos

O  Kabuscorp do Palanca engordou ontem a sua galeria com a Supertaça, ao derrotar o Petro de Luanda, por 3-1, no Estádio 11 de Novembro. Sem fazer uma exibição de encher os olhos, não se podia esperar outra coisa, a equipa de Bento Kangamba conquistou o seu segundo troféu do futebol nacional.

Foi uma reviravolta no resultado  e no comando da partida, dominada por inteiro pelos tricolores nos 45  minutos iniciais. A equipa orientadapor Alexandre Grasseli foi senhor, na posse de bola e nas situações de golos criadas.

Keita, avançado do Petro, fez Rubian brilhar na baliza do Kabuscorp do Palanca. Por três ocasiões teve nos pés oportunidade para marcar golos, porém, os deus estavam com a equipa do Palanca. Os dois jogadores tiveram alías a primeira parte toda um diálogo, com o senegales a tentar a baliza, e Rubian a negar tudo.

A passagem do minuto 29, Tresor Mputu Mabi entrou a substituir o lesionado Dax.Sem ritmo competitivo, o médio congolês apalpou apenas o relvado do Estádio 11de Novembro. O melhor guardou para a segunda metade do jogo. E fez por isso mesmo. Aos 55 minutos, fez um passe de letra para o avançado camaronês s bisar no jogo, e colocar a sua equipa em vantagem.

Os tricolores acusaram a desvantagem, tentaram subir a guarda e contra-ataque, Tresor Mputu Mabi fez o terceiro, com largas culpas para o guarda-redes que andou desparecido, assistiu a bola saltar de cabeça em cabeça, até chegar ao congolês que empurrou para o fundo da baliza. O terceiro golo arrumou em definitivo com as esperanças do Petro de Luanda, que tinha sido mandante na primeira parte, fazendo inclusive marcar o primeiro golo por Gilberto, que aproveitou um ressalto e fora da grande área bateu Rubian.

Job, médio , que estava a ser a locomotiva tricolor, desapareceu do desafio. Foi surgindo a espaços para um finta aqui outra lá, como se estivesse conformado com o resultado.  A vitoria do Kabuscorp do Palanca não é espelho fiel do que se assistiu no relvado. A equipa de Antraniki ganhou pela imaginação e experiência dos seus jogadores, Mputu e Meyong, além de Rubian. Porém, não fez o habitual futebol vistoso.

Nesse aspecto, o Petro de Luanda tratou melhor a bola e pode sentir-se de certo modo penalizado com este resultado gordo. Mas talvez a culpa recaia mais aos 'pecados" dos seus avançados, que se fartaram de desperdiçar oportunidades umas atrás de outras. Foi a décima segunda Supertaça que os tricolores deixaram fugir, em dezoito disputadas.

SATISFAÇÃO
Bento Kangamba felicita jogadores


O presidente do Kabuscorp do Palanca, Bento Kangamba, felicitou ontem a sua equipa pela conquista do primeiro troféu da temporada, referente à Supertaça, após vencer o Petro de Luanda por claros 3 a 1."Os nossos jogadores cumpriram com a primeira missão, jogamos melhor e, por esta razão conseguimos ganhar, diante de um adversário que para nós continuará a merecer respeito e consideração". Sobre a nova estrela da equipa - Tresor Mputo Mabi - o dirigente da formação palanquina disse a TPA, estação que teve o exclusivo da transmissão, que "vocês viram que ele jogou, participou nas jogadas e fez um golo, vai continuar assim ao longo da época".

MELHOR EM CAMPO
Meyong facturou


O avançado camaronês, Meyongue, melhor marcador do Girabola de 2014, saiu ontem no Estádio 11 de Novembro com o rótulo de melhor jogador na vitória (3-1) da sua equipa, o Kazbuscorp. sob o Petro de Luanda. Marcou dois golos assistiu muitos colegas com passes que poderiam dilatar o resultado se estes não fossem perdulários. Com esta actuação demonstrou que ainda tem muito para dar e dar que falar ao longo da presente temporada.

ARBITRAGEM
Caxala acertou


O árbitro do jogo, António Caxala, teve olho para todos os lances. Pode ter falhado num ou noutro, mas a sua actuação positiva, porque mostro cartões amarelos quando devia e com isto impôs respeito aos jogadores das suas equipas quer na primeira como na segunda parte. A continuar assim por ter uma época irrepreensível de apito à boca. É o que as equipas, treinadores, dirigentes e adeptos esperam do árbitro António Caxala.
TC

FICHA TÉCNICA
Estádio 11 de Novembro


Mais de 49 mil espectadores, para assistir ao Petro de Luanda- Kabuscorp do Palanca,  sob arbitragem de Antônio Caxala.
Petro de Luanda: Lama, Mabina, Borges, Etah e Alviclene; Job, Chara, Gil  e Osório( Mateus 80 minutos) Manguxi e Keita(Flávio Amado, 79 minutos). Accao disciplinar: amarelo para Borges(76 minutos) e Alviclene
( 81 minutos).
Kabuscorp: Rubian, Lunguinha, Zwela,  Silva, Hernani; Lami, Fiston, Breco e Kebwa; Dax(Tresor Mputu Mabi' 29 minutos) e Meyong (Love, 80 minutos). Mpelelpe substituiu Tresor Mputu Mabi (aos 82 minutos). Accão disciplinar: Amarelos para Hernani 82 minutos e Kebwa aos 30 minutos.

AVALIAÇÃO
Petro paga pelos erros de marcação

A derrota da equipa do Petro de Luanda foi consumada no segundo tempo, depois de dominar na etapa inicial. Os pupilos do brasileiro Alexandre Grasseli podem queixar-se dos golos perdidos nos primeiros quarenta e cinco minutos e a isso somar os diversos erros nas marcações dos avançados palanquinos.

Lamá: Pouco ou nada podia fazer no golo marcado por Meyoung. O oportunismo do avançado do Kabuscorp foi tal que não deu muitas hipóteses de defesa ao guarda-redes petrolífero. No primeiro tempo foi quase um espectador, mas na segunda metade podia ter feito mais no terceiro golo sofrido. 
 
Mabiná: Ainda não está na sua melhor forma, daí ter uma atitude de pouco destaque nas jogadas ofensivas, tal como já nos habituou. Do seu corredor saíram cruzamentos perigosos, que deu origem ao segundo golo do Kabuscorp.
 
Etah:
O líder da defesa petrolífera teve uma tarde de muito trabalho, pois os avançados adversários trocavam constantemente de posições, o que de certo modo acabou por dificultar o entrosamento da defesa. Ainda assim, a ele também são atribuídas culpas nos golos sofridos pela sua equipa. 
 
Borges
: Não foi uma boa tarde para o central tricolor. Encontrou muitas dificuldades para acertar nas marcações e tal como Etah teve culpas em alguns dos golos sofridos pela sua equipa.
 Ary: Estreou-se com a camisola tricolor e podia ter feito melhor. Ajudou nas jogadas ofensivas sempre que teve espaço. Todavia, foi algo lento a recuperar no lance do segundo golo dos palanquinos. Faltou algum ritmo próprio deste inicio de época.
 
Manguxi: Mostrou vontade em fazer bem as coisas na sua estreia com a camisola da equipa principal tricolor, mas faltou mais alguns detalhes. O início de época é prometedor para o jovem médio que rematou em algumas ocasiões com sentido de baliza, mas sem importunar o guarda-redes Rubian.

Chara: Sempre em missão defensiva o capitão aguentou as investidas ofensivas dos palanquinos até onde pode. Depois com o aumento do volume de jogo foi difícil manter a mesma postura.

Gilberto: O golo marcado aos 41´foi a cereja no topo do bolo. O gesto técnico aplicado na bola traiu o guarda-redes palanquino. Mas antes e durante o desafio foi ele quem comandou e bem o meio campo dos petrolíferos. O canhoto mostrou a sua classe e incomodou em várias ocasiões os adversários que as vezes só conseguiam travá-lo em falta.

Osório
: Fez uma boa primeira parte onde em companhia com Gilberto tomaram as redes do jogo pelo centro do meio campo. Participou nas jogadas ofensivas, mas foi nas defensivas em que mais se destacou. Saiu no segundo tempo substituído por Mateus.
 
Job: Foi sem duvidas uma das unidades em destaque nos tricolores. Deu imensas dores de cabeça a quem estivesse no seu caminho. Tomou como seu o corredor direito onde criou muitos desequilíbrios com fintas e cruzamentos que se não fosse a ineficácia de Keita daria em alguns golos.

Keita: Teve várias oportunidades para marcar, mas não conseguiu finalizar com exito tanto com a cabeça como os pés. Todavia, sempre rondou a baliza adversária com bastante perigo e preocupou o último reduto defensivo dos palanquinos.
 
Mateus: Entrou no segundo tempo para o lugar de Osório e pouco ou nada alterou no jogo ofensivo dos tricolores.

Flávio Amado: Foi lançado em campo quando o resultado já era desfavorável em 1-3, pelo que a faltar pouco tempo para terminar o desafio não pode fazer muito mais.

Mabululu:
Não teve muito tempo para mostrar o seu potencial.
Jorge Neto


COMO JOGOU O KABUSCORP
Com Meyoung e Mputu Mabi a música é mais bonita


Quase tudo funcionou em pleno no conjunto do Palanca. A equipa de Antranik soube responder a pressão inicial do adversário e, numa exibição que teve sinais de personalidade e estofo de campeão, bastou acrescentar a arte de Tresor e o engenho de Meyoung par que tudo terminasse em beleza. Eis a exibição de cada um deles:

Rubia: esteve em grande e mostrou ser uma grande opção para a titularidade na equipa. Tirou tudo que havia para afastar da sua baliza e pode ter sido o principal carrasco do Petro, já que evitou que o adversário saísse a vencer por muitos ao intervalo.

Hernani: teve uma tarde de muito trabalho. Não foi fácil para o lateral direito tapar os furos a Jogo e Mabiná, e tão pouco sacudir a enorme pressão a que a equipa esteve sujeita nos primeiros 45 minutos.

Zwela: a sua exibição promete muito. Ontem não fez a sua melhor exibição ou esteve ainda longe do rendimento que habituou. Ainda assim, deu muita luta ao centro da defesa.

Silva
: mostrou segurança no apoio a Zwela,mas não está ilibado de responsabilidade no golo de Gilberto, pois tapou a visibilidade a Rubia ou estorvou a sua intervenção na jogada, quando tentou sem êxito evitar que a bola chegasse a baliza.

Lunguinha: já o vimos fazer melhor. Fechou quanto pôde os caminhos a Osório, mas nem sempre foi capaz de suster o caudal ofensivo produzido no seu corredor.

Lami: bem que tentou explodir quando muito se lhe pediu. Das vezes que tentou escapulir, esbarrou na muralha defensiva formada por Etah e Borge no eixo defensivo.

Fiston:
foi o principal tampão do meio campo defensivo dos palanquinos. Formou boa dupla com Kibeixa, servindo-lhe de suporte.

Kibeixa: o que se disse sobre Fiston assenta-lhe perfeitamente, mas com uma ligeira diferença: deu maior luta ao sector intermédio.

Breco: fez uma boa exibição. Podia ter feito muito melhor, não fosse o enorme policiamento de que foi alvo.

Dax: o principal pensador do caudal ofensivo do Kabuscorp não esteve no seu melhor. Talvez por isso fosse rendido ao intervalo por Tresor.

Meyoung: fez dois golos e mostrou que continua vivo para o que der e vier. Mantém o estatuto de principal abono de família do ataque do campeão nacional.

Love: entrou nos instantes finais do jogo, não teve muito tempo para aquecer,mas tentou fazer das suas, porém sem grande alardes para a defensiva contrária.              
PAULO CACULO


ESTREIA
Tresor faz toda a diferença


Chegou...viu.. e venceu. Sem muitos treinos com o colectivo nas pernas e quase que ainda longe do seu melhor estado de forma física, Tresor Mputu Mabi provou que os grandes jogadores não precisam de muito esforço para fazer toda a diferença.

Ontem, diante do Petro de Luanda! o camisola 8 dos campeões nacionais justificou a contratação e deixou um sério aviso à navegação...com ele em campo, o futebol do Kabuscorp cresceu muito quer em velocidade, quanto em eficácia e consistência.

Da excelente exibição, só faltava o golo, que lhe veio premiar de êxitos e ao mesmo tempo lhe vai garantir maior confiança para uma carreira em Angola que espera, certamente, venha a ser coroada de muito mais títulos. Ainda se espera muito dele, mas por tudo quanto fez no jogo de ontem, Tresor merece uma referência, como uma das unidades que acabou sendo influente para a vitória do Kabuscorp. Boa exibição!
Paulo Caculo