Jornal dos Desportos

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Futebol

Kialunda quer relançar a carreira

Paulo Caculo - 19 de Abril, 2017

Jogador tem propostas em mãos e promete regressar em grande à primeira divisão

Fotografia: M. machangongo | Edições Novembro

O percurso da carreira de Kialunda João está a ser marcada por sucessivas experiências. O defesa-central, de 30 anos, notabilizou-se ao serviço da Académica do Soyo, mas foi com as camisolas do FC Bravos do Maquis, Recreativo da Caála, Interclube, Kabuscorp do Palanca e ASA, que ganhou visibilidade no Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão (Girabola Zap).

O jogador, nesse momento sem clube, confessou ao Jornal dos Desportos, estar preparado para abraçar novos desafios, pois considera dispor ainda de um longo espaço de progressão. \"Não espero parar de jogar cedo, apesar de nem sempre as oportunidades que nos surgem sejam as melhores. Pessoalmente, estou satisfeito com o percurso da minha carreira. Tive a sorte de representar grandes clubes\", apressou-se a afirmar o antigo central do ASA.

\"Apesar de receber dois convites, decidi fazer uma pequena paragem, para resolver alguns problemas familiares no exterior do país. Não podia esperar, porque tratava-se de uma situação de saúde. Agora, estou melhor física e psicologicamente, para dar sequência à minha carreira\", acrescentou Kialunda, que esteve próximo de assinar pela Académica do Lobito.

O central garantiu ter muito a dar ao futebol. Considera estar na sua melhor fase da idade, que admite ser de explosão, em que deve mostrar todas as suas qualidades, e claro, aproveitar para relançar a carreira, ganhar dinheiro, e dispor de outras \'mordomias\'.

\"O futebol, em Angola, não dá muito dinheiro, mas ajuda a alimentar a família. O que mais tenciono, neste momento, é analisar com calma e serenidade as propostas que tenho, e ver as melhores garantias para mim e para a minha família. Não tenho muitas propostas, mas alguns clubes falaram comigo, em Janeiro, e estou a ver se regresso na segunda volta do campeonato\", assegurou o central que preferiu manter no anonimato os clubes, com quem mantém contactos.

  Aos 30 anos, Kialunda acredita que chegou o momento para “explodir” na carreira. Aguarda com ansiedade e enorme expectativa, que acabe a primeira volta do Girabola Zap, para concretizar o sonho de voltar a pisar os relvados, e dar sequência a sua carreira.\"Todas as equipas são válidas para mim, mas se tivesse de escolher um clube para representar, naturalmente, que optava por uma equipa que tenha o título entre os seus objectivos. Mas adorava estar num clube ambicioso, e com objectivos bem definidos\", esclareceu.

CONFIANÇA
“Falta apenas ser campeão”


Kialunda João confessa que viveu as melhores experiências na carreira, e afirma que só resta acrescentar ao percurso, o título de campeão nacional, para que tudo se torne perfeito.

Depois de espreitar a conquista do título com o Recreativo da Caála, na altura treinado por David Dias, com o Interclube, na versão António Caldas, e com o Kabuscorp do Palanca, orientado na época por Ljubomir Ristovski, o defesa -central acredita que pode acrescentar ao curriculum, o troféu de campeão do Girabola Zap.

\"Penso que falta ser campeão, porque já fui vice -campeão por três ocasiões, quando estava no Caála, no Interclube, e no Kabuscorp. Foram épocas memoráveis, nesses clubes, onde sempre joguei e tive muito boas experiências\", disse.

O defesa mostra-se optimista em relação ao futuro. Admite que na próxima tentativa pode ser de vez. E, justifica o excesso de crença, ao facto de acreditar que a força divina supera todas as adversidades.

\"Acredito em Deus, e sei que ao longo de toda a minha carreira tenho sido abençoado. Acredito também em mim, no meu valor e na minha condição física, para responder positivamente aos desafios. Aliás, nunca duvidei da minha capacidade\", rematou.
PC

DESPORTIVO DA HUÍLA
Militares
revelam prontidão 

O plantel do Desportivo da Huíla revela capacidade de superação, ao encarar com níveis motivacionais altos, o ciclo preparatório para o desafio com o Petro de Luanda, no próximo fim-de-semana, em Luanda, para a 11ª jornada do Girabola Zap 2017, após o empate nulo, em casa, no sábado, frente ao Santa Rita de Cássia do Uíge.

No relvado do Estádio de Nossa Senhora do Monte, e num ambiente envolto de muita disposição, a equipa técnica e atletas abriram o ciclo preparatório na segunda-feira, com a realização de exercícios de recuperação física do grupo, que revelou ter digerido da melhor forma o “dissabor” imposto pela formação uigense.Refeito dos danos, Mário Soares, técnico principal da equipa, está voltado ao trabalho. A aposta recai na consolidação dos processos do jogo, concernentes à filosofia e variantes da estratégia do modelo de jogo, definido para a equipa.

Sem fugir muito à regra do ciclo de trabalho, das semanas anteriores, e por tratar -se de um processo de consolidação, apesar da introdução de um ou outro aspecto novo, a equipa técnica efectua correcções da movimentação ofensiva e defensiva nos três sectores. Assim, à semelhança do que se observou, nas sessões já efectuadas, a equipa privilegia hoje, na única sessão de treinos do dia, o entrosamento e interligação das acções ofensivas, através de ensaios práticos.

O cumprimento do propósito, traduz-se na realização de um jogo entre o grupo, em terreno reduzido. Durante o trabalho, Mário Soares e seus coadjuvantes intervêm e interrompem algumas vezes para correcção, chamando a atenção dos intervenientes.Trabalho físico, em doses moderadas e psicológicos, através de prelecções no início e término das sessões de treino, com vista a trabalhar a mente do grupo, fazem igualmente parte do plano de preparação definido pela equipa técnica.

Sem inovações de realce, a equipa segue o plano de trabalho até ao último dia de preparação, que antecede a viagem da equipa a Luanda, para o desafio com o Petro, adversário qualificado pelo técnico Mário Soares, como difícil, por isso, atribui favoritismo aos visitados. 
 BENIGNO NARCISO -LUBANGO