Jornal dos Desportos

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Futebol

Kito Ribeiro pode ser tcnico dos Palancas

Paulo Caculo - 01 de Dezembro, 2017

Seleco nacional de honras pode conhecer novo seleccionador nesta sexta-feira

Fotografia: Vigas da Purificao| Edies Novembro

O técnico angolano Kito Ribeiro pode ser apresentado como novo seleccionador dos Palancas Negras, em substituição do hispano-brasileiro Beto Bianchi, apurou o Jornal dos Desportos.
O ex- treinador do Progresso do Sambizanga tem sido o mais referenciado entre os prováveis seleccionadores a ser contratado pela direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), tendo em vista a participação de Angola na quinta edição do CHAN, que se disputa de 12 de Janeiro a 4 de Fevereiro de 2018, no Reino de Marrocos.
 Zeca Amaral, vinculado ao Bravos do Maquis do Moxico é outro dos nomes sondados pela federação para ocupar o cargo, sobretudo pela experiência granjeada ao serviço do combinado nacional como seleccionador.
Envolto de algum secretismo e de enorme expectativa, a escolha do substituto de Beto Bianchi não foi fácil para a direcção da FAF, razão pela qual apenas agora Artur Almeida e Adão Costa chegam a decisão, após várias semanas a analisarem as melhores opções.
Três nomes estão melhor posicionados para assumir o comando dos Palancas Negras. Trata-se de Kito Ribeiro e Zeca Amaral, técnicos com uma boa folha de serviço, o segundo e o terceiro já treinaram a selecção, e que mereceram nos últimos dias uma avaliação minuciosa do presidente de direcção da FAF e do vice para as selecções nacionais. 
O JD apurou junto da direcção do órgão reitor do futebol angolano que as preferências era continuar a apostar num treinador expatriado, alegando não vislumbrar no mercado nacional um profissional que reunisse as qualidades e experiências capazes de fazer face aos projectos concebidos para os Palancas Negras, cujo principal objectivo é a reestruturação do seu futebol e regresso em grande às competições internacionais, mormente CAN e Campeonato do Mundo.
Razões de ordem financeira, no entanto, limitaram os horizontes da FAF que foi forçado a recorrer ao mercado nacional, onde as exigências em termos de valores contratuais, comparado com as de um técnico estrangeiro, ficam menos onerosas e facilitam às despesas do órgão reitor com salários, alojamento, transporte e alimentação. 
De recordar que na altura da contratação de Beto Bianchi, a questão de limitações financeiras haviam sido levantadas pelo presidente Artur Almeida e, justificou a indicação do técnico hispano-brasileiro para o cargo de seleccionador dos Palancas Negras, o facto do Petro de Luanda ter aceite ceder o seu treinador à federação.
Deste acordo, ficou definido que na condição de seleccionador nacional o treinador receberia um \"bónus\" da FAF, em cerca de um milhão de kwanzas por mês, e mantinha o salário no Petro.    
Recorde-se que a Selecção Nacional integra, como cabeça de série, o grupo D da quinta edição do Campeonato Africano das Nações em Futebol, reservado a atletas que actuam nos respectivos países, juntamente com os Camarões, Congo e o Burkina Faso.

HISTÓRICO
Caso se confirme a contratação de um técnico nacional para os Palancas Negras, será o 17º angolano a assumir a selecção, depois de Amílcar Silva, Domingos Inguila, Carlos Silva, Carlos Queirós, Arlindo Leitão, Oliveira Gonçalves, Mário Calado, Zeca Amaral, Mabi de Almeida, José Kilamba, Romeu Filemon, Carlos Alves, Lito Vidigal, Rui Clington, Chico Ventura e Joaquim Dinis.
Foi com técnicos nacionais que Angola logrou os melhores resultados no seu histórico de presenças em competições internacionais. Oliveira Gonçalves qualificou o país, pela primeira vez, a uma fase final de um campeonato do mundo, na Alemanha, em 2006, venceu o CAN de Sub-20, em 2001, na Etiópia, além da boa prestação em 2008 no CAN do Ghana. Sob o comando de outro angolano, Lito Vidigal, Angola foi finalista derrotado no CHAN de 2011, no Sudão, diante da Tunísia.