Jornal dos Desportos

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Futebol

Lees de Luanda lamentam atraso nas obras do pavilho

Juscelino da Silva - 19 de Agosto, 2019

Pavilho do Sporting de Luanda serviria de campo de apoio s seleces participantes do mundial de clubes

Fotografia: Vigas da Purificao | EDIES NOVEMBRO

No ano de centenário, celebrado na última quinta-feira, a direcção do Sporting de Luanda manifestou-se agastada pelo silêncio do Ministério da Juventude e Desportos (Minjude) perante as obras inacabadas do pavilhão localizado no bairro dos Coqueiros, à baixa da cidade. Seis anos depois, a empresa chinesa CTC contratada para restaurar o empreendimento \"não dá sinal de vida\" depois de encaixar a totalidade de pagamento. O mesmo acontece com a empresa fiscalizadora Sketch Lda.
O presidente do Sporting de Luanda, Jorge Oliveira, assegurou que já manteve encontros de trabalho com altas entidades do Ministério da Juventude e Desportos, incluindo a titular da pasta, Ana Paula de Sacramento Neto.
Dos encontros só restam promessas de solução.Jorge Oliveira considera \"grave\" a atitude do empreiteiro, depois de receber na totalidade o pagamento das obras, cujo valor se desconhece. As partes envolvidas recusam em divulgá-las.
\"Não compreendo como é que ninguém não diz nada perante a fuga do empreiteiro que encaixa dinheiro do Estado angolano, foge e deixa uma obra (pública) em condições precárias, pior do que encontrou\", disse.
A empresa chinesa CTC encarregada pela obra do pavilhão dos leões e contratada pelo Estado por via do Ministério da Juventude e Desportos, à época liderada por Gonçalves Muandumba, não se mostra interessada pela retomada das obras. A infra-estrutura está degradada no piso, bancadas e balneários.
O presidente do Sporting de Luanda, Jorge Oliveira, revelou que \"as obras foram suspensas a pedido da direcção leonina\" por constatarem \"erros na execução\". O empreiteiro derrubou uma parte das bancadas para dar lugar a entrada de viaturas de serviço afecto às obras. Por outro lado, foram feitas furações na quadra para pilares que suportariam a cobertura do pavilhão.
\"Diante das alterações não previstas no projecto, a direcção prontamente pediu a paralisação dos trabalhos para se obter mais informações.
Os responsáveis da empresa não fizeram as respectivas rectificações na quadra, foram-se embora e nunca mais voltaram\", disse.A direcção do Sporting de Luanda, na pessoa do seu presidente e vice-presidente, mormente, Jorge Oliveira e Carlos Carduna, notificaram o Ministério da Juventude e Desportos na pessoa da antiga Directora de Infra-estrutura, Anabela da Silva Tomé.
O jornal dos Desportos contactou a antiga Directora para Infra-estrutura do Minjude e a mesma recusou fazer comentário sobre o assunto.
\"Já não sou dirigente do Ministério da Juventude e Desportos. Portanto, não posso adiantar-lhe pormenores sobre este assunto. Fale com a nova directora e vai dar-lhe mais dados sobre o caso. Dirija-se ao Ministério\", disse.
A restauração do pavilhão constava de um programa do Ministério da Juventude e Desportos para o Campeonato Mundial de hóquei em patins de 2013. Dos empreendimentos eleitos para receberem obras financiadas pelo Estado e servirem de campo de apoio às selecções participantes, constavam o do Sporting de Luanda, Atlético Sport Aviação, 1º de Agosto e Ferroviário de Angola. Dos quatro apenas dois foram concluídos. Trata-se dos pavilhões Jean Jacques da Conceição, afecto ao 1º de Agosto, e o de Ferroviário de Angola.