Jornal dos Desportos

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Futebol

Mdio camarons muito cobiado

Aro Martins / Lubango - 19 de Novembro, 2017

Antigo jogador do TP Mazembe disputou 28 dos 30 jogos do Girabola Zap 2017

Fotografia: Vigas da Purificao

O futebolista camaronês Christian Heumi, em fim de contrato com o Desportivo da Huíla, está a ser cobiçado por clubes nacionais e estrangeiros para a época futebolística de 2018, em função das performances demonstradas no Girabola Zap 2017, soube o Jornal dos Desportos do próprio.
Considerado um dos jogadores mais valioso no plantel do Desportivo da Huíla na última temporada, em que ocupou a oitava posição na tabela classificativa geral com 41 pontos, prova vencida pelo 1º de Agosto, Christian ostenta também uma elevada experiencia na Liga dos Clubes Campeões, pois já representou as formações do Astres de Douala dos Camarões e o TP Mazembe da República Democrática do Congo (RDC), um dos totalistas nas participações sobre a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF).Em Angola, Christian Heumi representou igualmente o Recreativo da Caála, no Girabola Zap 2016. Nascido a 1 de Janeiro de 1989, o médio dos militares da Região Sul jogou pelas selecções de Sub-17, Sub-20 e Sub-23 dos Camarões, de 2004 a 2012.
Em entrevista ao Jornal dos Desportos, Christian, mostrou-se satisfeito com a sua integração no Clube Desportivo da Huíla. Disse sentir-se bem no clube militar da Região sul, pois, encontrou jogadores, equipa técnica e direcção com espírito ganhador.
Para ele, o Girabola Zap 2017 decorreu com sucesso e justificou, o facto de ter ajudado a equipa a cumprir com as metas traçadas pela direcção do clube, que passava pela permanência no Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão.
“Depois de jogar no Recreativo da Caála, em 2016, este ano (2017) foi o melhor, porque realizei 28 jogos, dos 30 previstos, onde contribui com muitas assistências de jogadas que culminaram com golos que foram determinantes na conquista de pontos que permitiram o clube garantir a permanência, muito antes do término da época”, disse.
Sublinhou que o mérito da permanência do Clube Desportivo da Huíla (CDH) deveu-se ao grupo. O jogador reconheceu que no Girabola Zap 2017, o treinador Mário Soares formou um grupo muito coeso, com muita força e determinação.
Acrescentou que cada jogador, a seu nível, se empenhava ao máximo, e muitas vezes baralhou-se, em função da qualidade de cada um, a criação do 11 inicial.“Já joguei pelo Recreativo da Caála, no ano passado, mas esse ano foi o melhor para mim, porque o técnico Mário Soares apostou muito em mim. Foi uma boa experiência ter trabalhado com Mário Soares, técnico principal do Desportivo, que me deu muita confiança e vou aproveitar para agradecer, porque quando cheguei aqui, na conversa que tive que o treinador do Recreativo da Caála, fui informado que eu iria criar  desestabilização no grupo. Não é o que aconteceu”, reconheceu.
De acordo com Christian, o técnico Mário Soares não se importou com as informações mal dadas e aconselhou-me a demonstrar o meu valor em campo para que pudesse esquecer o passado. “É o que fiz”, esclareceu.
Explicou que depois de fazer uma boa partida no primeiro jogo do Girabola Zap 2017, frente ao Kabuscorp do Palanca, aumentou a sua confiança perante o treinador. “Por isso, o meu muito obrigado ao técnico pela confiança a mim depositada”, enalteceu.


PALAVRAS DERRAMADAS
“É possível lutarmos
pelo título”


O Clube Desportivo da Huíla (CDH), cujo plantel é formado maioritariamente por jovens, alguns deles cedidos por empréstimo pelo 1º de Agosto, pode \"provocar\" surpresas no topo da tabela de classificação no campeonato do próximo ano, caso a direcção do grémio militar da Região Sul, assegure o esqueleto base. A convicção é do médio Christian.
“Com os atletas da época finda, é possível lutarmos pelo título nacional, pois o grupo mostrou capacidade de poder fazer mais”, perspectivou, tendo felicitado o 1º de Agosto pelo título do Girabola  e o Petro de Luanda pela conquista da  Taça de Angola. 
Christian reconheceu que o Girabola Zap 2017 foi muito competitivo. Acrescentou que até às últimas jornadas não se sabia quem seria o campeão, bem como a segunda e terceira equipas que seriam relegadas à segunda divisão.
Indicou que a formação da Santa Rita de Cássia FC do Uíge, apesar de ter sido despromovida fez uma excelente época desportiva, assim como o Atlético Sport Aviação (ASA).
“Todas as equipas contaram com bons jogadores, o que tornou o Girabola mais forte e competitivo. O estrangeiro que joga em Angola possui bom ritmo competitivo, pois no campeonato evoluem atletas com boa qualidade”, disse.
Indicou que o jogo mais difícil que efectuou, nas vestes de jogador do Desportivo da Huíla, foi diante do Santa Rita de Cássia, relegado à segunda divisão.
“Nesta partida fiz um bom jogo. A equipa sofreu muito. A equipa adversária tinha como guarda-redes o Kissi, que defendeu muito, o que lhe valeu a sua transferência ao clube. No fim do jogo fiquei muito cansado, porque jogámos e pressionámos muito mas não marcámos. Daí, a direcção ter decidido contratar o guarda-redes ganês na segunda volta”, disse.
Interrogado sobre o seu futuro, Christian explicou que o contrato com o Desportivo da Huíla termina em Dezembro deste ano.
“Com o fim do Campeonato, vou de férias. A direcção já disse que volta a contar com os meus préstimos na próxima época, apesar de não ter assinado ainda o novo contrato com o clube. Sinto-me bem no Desportivo da Huíla. Somos profissionais e a nova oportunidade será bem-vinda. Caso eu mereça a confia novamente, vou procurar me empenhar para ajudar o grupo a voltar a conquistar os objectivos”, adiantou.