Jornal dos Desportos

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Futebol

Meu bom nome foi lesado

Valdia Kambata - 18 de Julho, 2019

Alves Simes nega ter alguma vez reunido com o antigo capito dos Palancas Negras

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

O meu bom nome foi lesado, tal como da minha família, por isso o caso vai a tribunal”. Foi desta forma que o presidente de direcção do Interclube, Alves Simões, reagiu as declarações do antigo capitão dos Palancas Negras, Fabrice Maieco "Akwá", proferidas à Rádio Despertar, em que fez alusão do suposto conhecimento pelo ex-coordenador das selecções nacionais dos 260 mil dólares, dados pelo Governo, para o pagamento da sua dívida à FIFA.
Alves Simões reiterou ser uma acusação falsa, que não deve ser aceite de ânimo leve, por isso o próximo caminho vai ser as barras do tribunal, pois na altura em que foi coordenador das selecções nacionais, não sabia da existência de dinheiro algum disponibilizado, em 2009, para resolução do caso do ex-futebolista Akwá, e jurou igualmente nunca ter reunido com o antigo capitão dos Palancas Negras.
"Nunca cheguei a reunir com este senhor (Akwá) para tratar este assunto. Apenas nas veste de Deputado e com o seu guarda-costa, apareceu no meu gabinete de forma arrogante  e fez-me a seguinte pergunta: Senhor Alves Simões, o senhor recebeu ordens para pagar a minha dívida e eu disse que não!", salientou o dirigente desportivo.
O antigo internacional Fabrice Maieco “Akwá” está suspenso há mais de 10 anos de toda a actividade desportiva e diz estar magoado pela forma como o seu caso tem sido tratado pela Federação Angolana de Futebol (FAF).
O  ex-goleador dos Palancas Negras está impedido de exercer qualquer função a nível do desporto federado por decisão da FIFA, devido a uma multa de 260 mil dólares ao Qatar SC, por ausência, fora do prazo estipulado por lei, numa altura em que representava a selecção nacional.
Em Novembro de 2018, o Ministério da Juventude e Desportos criou um grupo de trabalho, que visa encontrar mecanismos para liquidar a multa imposta ao autor do único golo que apurou, pela primeira vez Angola num campeonato do mundo de futebol, em 2006, na Alemanha.
A multa ao antigo capitão da selecção nacional foi aplicada pelo órgão reitor do futebol mundial na sequência de um diferendo com o clube Qatar SC, por causa da sua ausência para representar a selecção nacional.
Akwá começou a carreira profissional em 1992 no Nacional de Benguela e passou em equipas portuguesas como Sport Lisboa e Benfica, Alverca e Académica de Coimbra.
Além do Qatar SC, jogou também, naquele país, pelo Al-Wakra e Al-Gharafa.
O atleta encerrou a carreira no Petro de Luanda em 2008.