Jornal dos Desportos

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Futebol

Militares da Região Sul treinam no pelado

Benigno Narciso - Lubango - 05 de Fevereiro, 2018

Desportivo da Huíla trabalha no campo pelado da Casa da Juventude

Fotografia: ARÃO MARTINS

O plantel do Desportivo da Huíla trabalha no campo pelado da Casa da Juventude, no município da Humpata, a 12 quilómetros da cidade do Lubango, devido à falta de recintos na capital huilana.
O director administrativo e financeiro do clube afecto à Região Militar Sul, Ezequias Domingos, confessou que a direcção está de mãos atadas e sem solução imediata, para ultrapassar o estado degradante da relva dos Estádios nacional da Tundavala e de Nossa Senhora do Monte.
 “Sim, tivemos de treinar no campo da juventude, um recinto pelado, não temos alternativa ou outro remédio como se diz”, esclareceu.
Acrescentou, haver ainda a indisponibilidade do Estádio 11 de Novembro, pertença do Benfica do Lubango, cuja relva em estado avançado de recuperação carece de algum tempo de maturação.
“O Estádio do Benfica, pelo conhecimento que temos, estará disponível apenas este mês de Fevereiro, e quanto ao Estádio de Nossa Senhora do Monte, o período de recuperação é mais longo”, revelou.
Diante das limitações, Ezequias Domingos assegurou que tudo estão a fazer para encontrar alternativa. Contudo, confessou que face à necessidade da equipa treinar, seja na relva ou no pelado, esta foi a solução encontrada.
“Temos de arranjar alternativas, para colmatar a ausência de campos, mas a equipa tem de treinar, vai ter de treinar na relva ou no pelado. Teremos de treinar de qualquer forma, e esperar que os campos estejam em condições para a equipa trocar de recinto”, destacou.


DESPORTIVO
Direcção pede
flexibilidade
na tarifa


Ezequias Domingos disse que a única garantia que têm para trocarem de campo nos próximos dias é a recuperação do Estádio do Clube Ferroviário da Huíla, único recinto com condições ao nível da cidade do Lubango.
Sublinhou que a utilização do recinto, que será o palco dos jogos oficiais da equipa no Girabola Zap 2018, implica custos pelo que a realização de treinos no local duplica esforços financeiros que serão equacionados pela direcção do clube para auferir ou não essa viabilidade.
“Por isso é que vamos contar mais com o estádio do Ferrovia, o único em condições e depois pensar se o Benfica terá ou não condições para a equipa alternar as sessões de treinos. O problema neste momento são às sessões de treino”, explicou.
Avançou que só posteriormente será avaliado se o campo do Benfica terá ou não condições para a equipa alternar as sessões de trabalho. 
“Vamos, mais uma vez, pedir a compreensão da direcção do Clube Ferroviário da Huíla. Tratando-se do único campo na cidade e o facto de sermos o único representante da província contamos com o apoio de todos”, comentou.
Por último, solicitou “para ver se flexibilizem a tarifa de pagamento de treinamento para possibilitar a equipa ter o maior número de treinos neste campo”, implorou.