Jornal dos Desportos

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Futebol

Militares sem dinheiro para estágio

Benigno Narciso , no Lubango - 20 de Janeiro, 2017

Técnico aposta na melhoria dos fundamentos

Fotografia: Jornal dos Desportos

As limitações financeiras que afectam a direcção do Clube Desportivo da Huíla, estão a dificultar a criação de condições para o plantel de futebol realizar o estágio pré-competitivo fora da província, considerado necessário pela equipa técnica, no âmbito da preparação para a participação no Girabola Zap 2017 e na Taça de Angola.

Com base nisso, segundo soube o Jornal dos Desportos do director administrativo do clube afecto à Região Militar Sul, a equipa vai realizar toda a preparação da pré-época na cidade do Lubango.

Acrescentou que a incapacidade financeira obriga a definição de objectivos modestos na época. Elucidou, neste sentido que, o objectivo da participação no Girabola Zap, passa pela manutenção ou melhoria da décima posição alcançada na edição passada.

“O factor determinante é o financeiro e não o temos. Vamos fazer o nosso estágio no Lubango. Essa determinante condiciona a definição de objectivo, pois, estes são fixados em função do que se tem. Então, se no ano passado saímos em décimo lugar, neste se mantermos ou melhorarmos a décima posição, não será mau para as nossas ambições. Já será bom. Vamos fazer o campeonato de acordo com as nossas possibilidades. Não podemos sonhar alto sem estruturas”, esclareceu.

Como forma de compensar a não realização de um estágio fora da província, Ezequias Domingos adiantou que estuda-se a possibilidade de na fase pré-competitiva da preparação, a equipa deslocar-se  a Benguela no sentido de efectuar alguns jogos e regressar, ou seja, nunca para permanecer no local.

“Toda a nossa preparação vai ser feita no Lubango, em princípio. Se eventualmente haver algum valor, vamos a Benguela fazer uns três jogos mas nunca para ficar quinze ou vinte dias. A gestão diária é feita em função das capacidades de cada um. Essa é a nossa gestão”, minimizou.

Exemplificou que um número considerável de equipas realiza os seus estágios na província de Benguela, por possuírem suporte financeiro capaz de fazer face aos custos decorrentes da transportação, alojamento, alimentação, aluguer de estádios e outras despesas decorrentes, capacidades que ficam aquém das possibilidades do Clube Desportivo da Huíla.

“Há equipas muito poderosas financeiramente. Se reparar, de todas as equipas do Girabola, a maior parte estão a estagiar em Benguela, porque têm capacidade para o fazer. Nós não temos essa capacidade e, por isso, vamos fazer o nosso estágio cá na nossa cidade”, comparou.