Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Miller valoriza suporte do 1. de Agosto na CAF

Paulo Caculo - 12 de Agosto, 2019

Director do 1. de Agosto e membro da ATEFA valoriza incentivos da direco do clube militar na permanente superao dos seus quadros internos

Fotografia: Jos Cola| EDIES NOVEMBRO

“De alguma forma, esta minha condição de instrutor na CAF podia interferir no cargo que exerço actualmente no 1.º de Agosto.  Mas, felizmente, gozo da compreensão do presidente Carlos Hendrick, que, de alguma forma, valoriza o quadro do clube, percebe que esta minha condição na CAF poderá, também, ajudar o clube desportivo 1.º de Agosto”, disse.De acordo ainda com Miller Gomes, o presidente Carlos Hendrick não se limita a olhar para dentro do clube, mas também para as oportunidades ao seu exterior, de formas que compreende que este processo pode permitir que um quadro do clube, um dia, ascenda a outros cargos na CAF que, de alguma forma, valoriza o clube e o futebol Nacional. “Este entendimento deixa-me confortante, sobretudo por saber que temos um dirigente, que tem essa visão e perspectiva. Posso garantir, que o 1.º de Agosto e o seu presidente têm sido os grandes suportes desta caminhada na CAF, por me permitirem essa disponibilidade de caminhar por África. Desde já o meu agradecimento a ele e ao clube”, esclareceu o também vice-presidente da Associação de Treinadores de Futebol de Angola (ATEFA). Garantiu que a nova condição de instrutor do órgão reitor do futebol no continente, não compromete o clube, mas apenas o valoriza, na medida em que a experiência permite-o adquirir outras valências para o desempenho da carreira no clube militar. Espera, por isso, dentro de algum tempo, tirar o máximo partido destas presenças nas competições e eventos organizados pela CAF. “Converso muito com o presidente Carlos Hendrick nessa perspectiva. Ele tem essa visão, pois o importante é pensarmos o futebol e o desporto nacional. O 1.º de Agosto, de alguma forma, tem contribuído com a sua Academia, com boa formação dos jogadores e a todos os níveis, de tal forma que o presidente entende, que os bons técnicos devem contribuir para este desenvolvimento. Penso que é uma visão aceitável, que, de alguma forma, proporciona este suporte a mim e a outros”, sustentou. 

OBJECTIVO
“Espero ajudar o futebol nacional”


Miller Gomes considera que a experiência no CAN do Egipto, enquanto integrante do Grupo Técnico de Estudo da CAF, foi única e singular. Assegurou ser provável que venha a viver outras chamadas, razão pela qual mostra-se satisfeito com a oportunidade. “Foi a primeira experiência que a CAF organiza e me proporciona nesta dimensão. Estive colocado com vários técnicos, num trabalho de observação e análise, para que pudéssemos produzir documentos, que fossem credíveis e depois distribuídos para as várias Selecções Nacionais”, disse, para em seguida acrescentar:  “Senti-me regozijado e espero ajudar o futebol. Apesar de que não era o único angolano (também esteve o Chipenda), estou feliz por ter sido opção dentre muitos candidatos. Éramos 21 e foram escolhidos apenas nove, que completaram um grupo de 15 instrutores”, esclareceu, manifestando a sua satisfação. “Nesta perspectiva, sinto-me satisfeito, porque foi um trabalho que, de alguma forma, veio me enriquecer e dignificar o nome de Angola, por reconhecerem valências e competências num técnico angolano, que tem vindo a desempenhar e desenvolver este trabalho desde 2015 na CAF, como instrutor, e agora nas vestes de membro do TSG, que é o grupo técnico de estudos”.
Antes de finalizar, Miller Gomes disse ser esta uma caminhada que, se não tivesse o suporte do 1.º de Agosto, muito dificilmente podia dar sequência, na medida em que, por vezes, ausenta-se por muito tempo. “A visão que tenho do 1.º de Agosto, a experiência e os caminhos que tenho, e vejo em África, permite-me afirmar que estou num clube de alta dimensão a nível do continente. Tem infra-estruturas, pessoal qualificado, uma liderança e visão muito além daquilo que é a nossa realidade. O clube está anos luz em termos de evolução e começa a desencadear um processo de visibilidade extrema do país, sobretudo com a saída de jogadores para outras realidades”