Jornal dos Desportos

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Futebol

"Mo-pesada" do CCAFA pode abranger os comissrios

Paulo Caculo - 19 de Março, 2020

O Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola (CCAFA) promete sancionar, à semelhança do que acontece com os juízes de campo e seus auxiliares, os comissários aos jogos, quando se verificar que a sua informação for deficiente e em desabono com a verdade desportiva. Tal posição consta no comunicado nº11/20, em que o órgão federativo tornou público a suspensão de cinco árbitros de primeira categoria nacional, por erros julgados graves, cometidos em jogos da Taça de Angola e do Girabola Zap 2019/2020.
\"Os árbitros devem primar pela excelência, sendo do conhecimento de todos que os clubes merecem todo o nosso respeito e consideração, independentemente da sua grandeza. Ficam, deste modo, igualmente de sobreaviso todos os senhores Comissários (observadores) do trabalho de árbitros, que devem cumprir com abnegação e responsabilidade da informação sobre o trabalho que visualizam\", lê-se no comunicado.
O órgão federativo responsável pela coordenação do exercício da arbitragem justifica as punições com o facto de, além de menos conseguidas, após a apreciação da Comissão Técnica Nacional do CCAFA, ter-se chegado à conclusão de que as \"exibições\" dos árbitros em causa não obedeceram o rigor e a isenção exigidos no exercício das suas funções.
\"Consideramos haver sinais estranhos ao movimento desportivo na arbitragem com os quais não pactuamos. Não havendo possibilidade de provarmos atitudes, que eticamente se consideram despropositadas à acção a que os árbitros são chamados a cumprirem com rigor e isenção no exercício das suas funções, são deste modo os árbitros mencionados (Benjamim Andrade, Rodrigues Aleixo, Rafael Dala, João Mavungo e Feliciano Lucas) castigados por falta de qualidade no trabalho que realizam\", sublinha o Conselho de Arbitragem no referido comunicado.
Os castigos mais pesados foram para os árbitros Rodrigues Aleixo, do Huambo, e Benjamim Andrade, de Benguela, por mancharem os respectivos trabalhos com arbitragens duvidosas, segundo o CCAFA. Ambos foram suspensos por 60 dias, ou seja, no período compreendido de 9 de Março a 7 de Maio de 2020. O árbitro do Huambo foi punido com base no julgamento do trabalho realizado nos jogos Recreativo do Libolo - Santa Rita de Cássia e Progresso Sambizanga - Petrode Luanda, referentes à 22ª e 17ª jornadas, respectivamente.
Já sobre o juiz benguelense, pesa o facto de ter desautorizado o seu colega de equipa e fiscal de linha, Joaquim da Rocha, validando um golo que determinou a eliminação de uma das equipas, no caso o Petro de Luanda, no embate da segunda mão dos oitavos-de-final da Taça de Angola, diante do Sagrada Esperança da Lunda Norte, disputado no 11 de Novembro.
Por sua vez, foram castigados, com suspensão de 45 dias, no período de 9 do corrente  a 22 de Abril próximo, os árbitros Rafael Dala, de Luanda, João Mavungo, de Cabinda, e Feliciano Lucas, da província do Huambo, em virtude de terem espelhado \"exibições menos conseguidas\".
O primeiro cometeu erros no jogo FC Bravos do Maquis - Interclube, na 22ª jornada do Girabola Zap, o segundo foi o \"centro das atenções\" no confronto que opôs o Santa Rita a Académica do Lobito, referente à 23ª jornada, ao passo que o terceiro juiz patenteou um trabalho irregular no embate dos quartos-de-final da Taça de Angola, entre Wiliete de Benguela e FC Bravos do Maquis.