Jornal dos Desportos

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Futebol

Mota louva iniciativa do governador

Joaquim Suami | Cabinda - 01 de Dezembro, 2017

Eugnio Laborinho, de ter prometido apoiar os lees do Norte

Fotografia: Antnio Soares | Edies Novembro

O presidente de direcção da Associação Provincial de Futebol de Cabinda (APFC), Joaquim Mota, louvou a iniciativa do governador da província, Eugénio Laborinho, de ter prometido apoiar os leões do Norte, num encontro que manteve com a direcção leonina, para uma boa participação no Girabola Zap 2018.
De acordo com Joaquim Mota, o governo local não pode servir como garantia obrigatória, mas como compensatório, em que deve apoiar os clubes e a própria APF quando existir disponibilidade financeira.
“É de louvar a iniciativa do governador de Cabinda (Eugénio Laborinho) por ter prometido em tudo fazer para ajudar o Sporting Clube e esperamos com todo o agrado. O governo local pode aparecer apenas como compensatório e não como garantia de obrigatoriedade, aliás, só pode ajudar quando existir disponibilidade financeira”, esclareceu, tendo afirmado que nem sempre o executivo local encontra soluções para satisfazer os pedidos dos clubes e da APF, devido à rigorosidade da nova gestão dos fundos públicos.


CABINDA
Silêncio do Sporting preocupa APF


A direcção da Associação Provincial de Futebol de Cabinda (APFC) mostrou-se ontem, nesta cidade, preocupada com o silêncio do Sporting, que até ao momento, não deu sinais para o arranque da pré-época, visando a sua participação, a partir de Fevereiro do próximo ano, no Campeonato Nacional da Primeira Divisão, Girabola Zap.
O presidente de direcção da APFC, Joaquim Mota, referiu que o atraso que se verifica no pagamento dos salários e alguns prémios de jogo aos atletas e equipa técnica, referente a época recém-terminada, estão na base da demora da abertura das oficinas do represente de Cabinda ao Girabola Zap.
“O facto de não terem pago ainda os salários e alguns prémios de jogo é preocupante para uma equipa que vai competir daqui a dois meses. Nesta altura já deveríamos saber os atletas que vão reforçar o plantel e começarem com os trabalhos de preparação”, disse, tendo referido igualmente que o Sporting de Cabinda deve encontrar soluções imediatas para inverter o actual quadro que atravessa.
Joaquim Mota aconselha a direcção dos leões do Norte a pressionar o seu patrocinador oficial, a Chevron, para poder pagar os salários e prémios de jogo em atraso, por forma a projectar a participação do clube no campeonato.  
“Quero pedir também que, se existe empresas locais disponíveis a apoiar o Sporting de Cabinda, este é o momento. Os que apoiam o clube devem começar a ter consciência destes pormenores o mais cedo possível. Se podem apoiar que o façam já para permitir o plantel trabalhar o mais cedo possível”, alertou.
Afirmou que os leões do Norte precisam de verbas para participarem no Girabola Zap e que devem chegar antecipadamente para não afectar os objectivos definidos pelo corpo directivo e da equipa técnica.
“Toda gente está a acompanhar as dificuldades do Sporting de Cabinda. Se calhar tais apoios só vão chegar um mês antes do arranque da competição. Quando os resultados forem negativos os adeptos vão apontar o dedo à direcção sem saber que os apoios não chegaram antecipadamente”, disse.
 JOAQUIM SUAMI, em CABINDA