Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Palancas j miram os quartos

MATIAS ADRIANO I AGADIR - 22 de Janeiro, 2018

Os Palancas Negras tm meio caminho andado para os quartos-de-final do Chan'2018

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os Palancas Negras têm meio caminho andado para os quartos-de-final do Chan'2018,  depois da vitória por 1-0, no sábado, diante dos Camarões, visto terem beneficiado da derrota do Burkina Faso no jogo com o Congo Brazzaville.
Agora, o resto depende de si mesmos. Ficou assim quebrado o tabu, de seguir para a última jornada a fazerem contas à vida ,ou seja, à espera do desfecho do jogo dos outros concorrentes, para  depois fazerem as matemáticas a ver se sim, ou se sopas.
Para o jogo de quarta-feira, as coisas ficaram quase facilitadas. O técnico Srdjan Vaseljevic e seus pupilos precisam de um ponto, para seguirem para os quartos -de -final, e como pode dar-se o caso de perderem, entretanto,  continuarem em prova.
Por esta ordem, muito embora não se aconselhe um optimismo exacerbado, podemos dizer que Angola já está lá, ainda que todos os bruxos do mundo convoquem uma convenção internacional para amaldiçoá-la.
As matemáticas tornaram-se fáceis. Um ponto na quarta-feira resolve a situação. O que pode matar o sonho da nossa selecção  é uma vitória do Burkina Faso sobre os Camarões, com uma boa margem de golos e Angola  deixar-se vencer pelo Congo, esta hipótese, diga-se em abono da verdade, é remota.
A equipa correspondeu ao que se esperava, e pelo que trabalhou. Como já o dissemos, no outro dia, depois de chegar ao sexto ponto, o adversário de quarta-feira pode optar pela poupança das unidades mais valiosas para o jogo dos quartos -de -final e não investir muito com Angola, salvo se queira evitar cruzar-se com um adversário que possa parecer-lhe incómodo.
Seja como for, depois de chegar onde a selecção chegou, já não deve esperar por favores. Deve entrar para os jogos a contar com as próprias forças. Mas, vamos com calma.
Não é preciso embandeirar em ondas de triunfalismos. Nada ainda está ganho. Aliás, ontem, em conferência de imprensa depois do jogo, o seleccionador do Burkina Faso ainda se mostrou esperançado,  deixou claro que tudo vai ser decidido na última jornada.
O Burkina Faso, com justa razão, ainda acredita na qualificação, e o único alvo que tem a abater chama-se Angola. Em competição desportiva, o pensamento deve ser positivo.
 Devemos pensar alto e acreditar sempre que podemos fazer mais e melhor. Por tudo isso, ao invés dos Palancas se preocuparem com o Burkina Faso, porque não preocupar-se com o Congo?
 Pensar em vencê-lo e terminar à frente do grupo! Muita coisa pode acontecer no desfecho da terceira jornada, mas que não contrarie os nossos anseios.
Costumamos dizer que o futebol nunca é entendido na sua essência, é uma ciência que não obedece a nenhuma lógica. Para  dizer que Angola, por entre o receio de ser surpreendida pelo Burkina Faso, ainda pode terminar à frente do grupo, caso invista nisso. É uma questão de aposta, crença, ambição e determinação.
Entretanto, o que mais nos consola é saber que esta selecção já cumpriu a promessa de livrar os angolanos do vexame que passaram, na edição passada. Este desiderato já foi alcançado.
O resto, é esperar a evolução do torneio, para  ver no que isto vai dar. Não percamos de vista que o nosso país já foi finalista vencido deste campeonato. Pensemos nisso.

REAÇÕES
Jogadores motivados para o Congo


Depois do resultado de sábado contra os Camarões os níveis motivacionais elevaram-se no seio dos atletas, e o objectivo agora é encarar o Congo com maior determinação e dar o passo que falta para os quartos-de-final. Falando ontem ao Jornal dos Desportos, Landu, guarda-redes principal da equipa, disse que o seu pensamento e de outros colegas está unicamente virado na qualificação.
"Depois de chegarmos onde estamos não podemos ter outro pensamento. Temos que encarar seriamente o próximo jogo e conseguirmos a pontuação que nos falta para seguir em frente. Está a ser um campeonato muito competitivo, mas felizmente está  a correr tudo bem para nós, pelo menos até aqui."
Decisivo na baliza, Landu, que tem estado muito bem entre os postes, disse que vai procurar manter a inviolabilidade das balizas de Angola. Naquilo que só a mim diz respeito procurarei melhorar de jogo para jogo para dar segurança à equipa. Afinal caso passemos para a fase seguinte, e espero que passemos, poderemos ter adversários fortes e jogos mais exigentes", disse.
Por sua, vez Fofó, o homem que Srjdan Vasiljevic tem escalado como ponta, e que ainda não deu o ar da sua graça, disse esperar sair da crise de golos em que se encontra. "Os golos não estão a aparecer, mas continuaremos a nos esforçar para que eles possam aparecer. Estamos a chegar numa fase em que é preciso mostrar maior agressividade".
Fofó reconhece que a fase de eliminação directa é muito exigente e requer uma maior eficácia de quem joga à frente do ataque.
"A fase do "mata mata" requer uma maior aplicação ofensiva, daí que me vejo na obrigação de acertar o passo, porque se lá chegarmos os golos vão ser muito necessários. Mas queremos melhorar, porque queremos sair em primeiro lugar no grupo.      

Depois do resultado de sábado contra os Camarões os níveis motivacionais elevaram-se no seio dos atletas, e o objectivo agora é encarar o Congo com maior determinação e dar o passo que falta para os quartos-de-final. Falando ontem ao Jornal dos Desportos, Landu, guarda-redes principal da equipa, disse que o seu pensamento e de outros colegas está unicamente virado na qualificação.
"Depois de chegarmos onde estamos não podemos ter outro pensamento. Temos que encarar seriamente o próximo jogo e conseguirmos a pontuação que nos falta para seguir em frente. Está a ser um campeonato muito competitivo, mas felizmente está  a correr tudo bem para nós, pelo menos até aqui."
Decisivo na baliza, Landu, que tem estado muito bem entre os postes, disse que vai procurar manter a inviolabilidade das balizas de Angola. Naquilo que só a mim diz respeito procurarei melhorar de jogo para jogo para dar segurança à equipa. Afinal caso passemos para a fase seguinte, e espero que passemos, poderemos ter adversários fortes e jogos mais exigentes", disse.
Por sua, vez Fofó, o homem que Srjdan Vasiljevic tem escalado como ponta, e que ainda não deu o ar da sua graça, disse esperar sair da crise de golos em que se encontra. "Os golos não estão a aparecer, mas continuaremos a nos esforçar para que eles possam aparecer. Estamos a chegar numa fase em que é preciso mostrar maior agressividade".
Fofó reconhece que a fase de eliminação directa é muito exigente e requer uma maior eficácia de quem joga à frente do ataque.
"A fase do "mata mata" requer uma maior aplicação ofensiva, daí que me vejo na obrigação de acertar o passo, porque se lá chegarmos os golos vão ser muito necessários. Mas queremos melhorar, porque queremos sair em primeiro lugar no grupo.      

ENTREVISTA
Seleccionador quer chegar
o mais longe no Marrocos


O seleccionador nacional de futebol manifestou ontem o desejo de continuar a trabalhar e a lutar por uma posição honrosa no Campeonato Africano das Nações, Chan'2018, que decorre nas cidades marroquinas de Casablanca, Tânger, Marrakech e Agadir. Srdjan Vasiljevic, que falava para os órgãos angolanos, aqui representados, manifestou, igualmente, a sua satisfação com a rapaziada por as coisas estarem a correr de feição.
"Sempre falo e menciono que os momentos não eram lá tão positivos quando estávamos a nos concentrar para começar a trabalhar, com muitas faltas da parte dos jogadores, e em função disto quando estávamos em Angola não tinha falado sobre grandes êxitos, concentrando maior atenção no trabalho, mas ciente que este trabalho mais tarde ou mais cedo teria a sua compensação."
Considera, por isso, que os resultados obtidos até aqui não vieram a calhar. "Quanto ao que aconteceu até aqui na competição, diria que estes dois resultados alcançados não vêm por acaso. Surgem como resultado do trabalho desenvolvido, e penso que os jogadores têm o maior mérito nisso tudo. Portanto todo mérito, todos louros são deles."
Prudente, Srjdan Vasiljevic aconselha à prudência apesar dos resultados já alcançados. Pois entende que ainda nada está ganho, "Conseguimos a primeira vitória, contra um grande adversário, que é Camarões, mas ainda não conquistamos nada. Eu sou um treinador que sempre exijo mais, não sei se vou conquistar o CHAN, mas vou me preparar para no futuro conquistar alguma coisa com esta equipa."
Diz, entretanto, que este passo passa pela revisão de um conjunto de factores. "Mas antes disso tem que se estabelecer certos valores sobre certos sistemas de trabalho. Quando formos a nos agrupar pela próxima vez não encontremos os problemas que tivemos desta vez."
Sobre se a equipa está corresponder com aquilo que tem sido a sua orientação nas sessões de treino, disse que sim. "A equipa está a jogar do jeito que estamos a treinar e aquilo que é única coisa possível nesta situação é pôr em prática as ideias do jeito que queremos jogar de acordo com as características de cada jogador que possuímos, porque nós não podemos jogar uma coisa ou outra, porque temos estes jogadores que têm as características que têm e  acho que neste momento é aquilo que podem fazer."
Pensando já nos outros compromissos fora do CHAN, Vasiljevic espera que quando contar com os profissionais tenha uma equipa mais promissora. "Quando tivermos jogadores que actuam fora, na Europa, de certeza que vamos manter este nível de disciplina táctica. Se vamos receber mais qualidade com a integração destes jogadores eu espero que sim, vamos receber."
Quisemos saber se em relação à equipa que tinha defrontado o Burkina Faso e a que jogou com os Camarões já tinha havido alguma evolução. Respondeu assim: "Se formos a olhar para as estatísticas podemos dizer que com os Camarões tivemos 50 por cento de posse de bola, tivemos maior número de remates à baliza em relação ao adversário, tivemos três remates à baliza que estiveram dentro na linha de golo e os Camarões só tiveram um. O que tivemos com o Burkina Faso e não tivemos com os Camarões foi a precisão dos passes. Na verdade, tivemos erros neste sentido. Mas também é bom ressaltar, tivemos um adversário mais sério que o Burkina Faso."
No jogo de sábado vimos a equipa a investir muito na pressão aérea, quisemos saber se tinha sido instruída assim. "De certeza que está é uma vertente que nós não decidimos na equipa, mas jogando com uma equipa que tem jogadores altos no ataque forçou a que partíssemos por esta via. Foi uma ideia, e funcionou, e o adversário não teve possibilidades de criar grandes oportunidades além daquela que quase resultou em golo."
O técnico está satisfeito com a evolução gradativa da equipa. "Estou a ver a equipa num nível muito alto, eu sempre digo que os rapazes vieram de uma paragem do campeonato bem grande, que era de 40 dias. Praticamente começamos a trabalhar só dia 17 de Dezembro, e até a vinda à Agadir fizemos 20 treinos e os atletas estão a correr muito bem e não temos lesões."
Passar para os quartos-de-final do CHAN é uma ideia que não sai da cabeça de Vasiljevic. "Para ser sincero, e vou ser sempre sincero quando falo com vocês, eu disse na última entrevista que tivemos que para nós seria um grande êxito também passar de grupo. Aquilo que agora estou a pensar é de o mais rápido possível tirar a equipa do cansaço e prepará-la de forma táctica, técnica e física e mental para o jogo que nos aguarda com o Congo. Depois deste jogo podemos falar sobre o que são as ambições para o futuro." 

SELECCIONADOR
Vaseljevic radiante por “domar” Leões

                   
O seleccionador nacional de futebol, Srdjan Vaseljevic, manifestou-se satisfeito com a vitória da equipa frente aos Camarões, por 1-0, tendo realçado que o triunfo resulta do esforço conjugado entre técnicos e jogadores.
Em conferência de imprensa, no final da partida da segunda jornada do grupo D do CHAN2018, que decorre em Marrocos, o técnico agradeceu a entrega evidenciada pelos atletas.
"Dou os meus parabéns aos jogadores, que souberam bater-se com determinação diante de um adversário forte e que deu muita luta do princípio ao fim, analisou.
De acordo com o sérvio, a selecção trabalhou muito para este jogo e o triunfo só vem premiar a dedicação de todos. "Trabalhamos muito para este jogo e penso que a vitória vem apenas compensar o esforço de todos".
"Devemos continuar nesta senda com a mesma dedicação, porque o jogo que vem a seguir é também difícil e de grande responsabilidade", concluiu.
Com este triunfo Angola ocupa a segunda posição do grupo, com quatro pontos, menos dois do Congo Brazzaville, na liderança.

ATAQUE ATAQUE
Técnico confia em Love para haver mais golos


O seleccionador nacional de futebol, Srdjan Vasiljevic, muito se tem queixado da falta de pontaria dos seus atacantes, e a solução para tal pode estar entre os seus adjuntos, Love Cabungula, um ex-avançado exímio onde os atletas podem se inspirar para ultrapassarem a defesa contrária.
Com a carreira terminada na última temporada, o antigo internacional angolano, ainda com os "pés frescos", foi chamado a reforçar a equipa técnica da selecção nacional, onde várias vezes a representou com dignidade, honra e acima de tudo disciplina.
Com um curriculum invejável, "mundialista" em 2006, na Alemanha, quatro vezes campeão nacional (2002, 2003, 2004 e 2013) e por três ocasiões melhor marcador do Girabola (2004, 2005 e 2011), Love Cabungula, dono de um porte físico invejável e um poder de remate forte, metia medo a qualquer defesa.
De 38 anos de idade, o antigo jogador do ASA, 1º de Agosto e Petro de Luanda fez ainda parte da célebre selecção vice-campeã do CHAN de 2011, no Sudão, onde marcou dois golos, sendo um deles diante dos anfitriões, nas meias-finais, tento dado a igualdade no marcador, forçando as grandes penalidades. Angola viria a vencer por 4-2.
Talvez seja por essas qualidades que caiu na "graça" de Vasiljevic, que o aceitou como um dos seus adjuntos.
Por isso, os jogadores têm motivo de sobra para verem nele a inspiração necessária para responderem positivamente às reclamações do técnico e dos amantes do futebol, no geral.
Quis o destino que essa responsabilidade recaísse, neste momento, ao seu irmão mais jovem, Fofó, que tem sido a aposta do seleccionador na frente de ataque.
No Girabola transacto até respondeu bem às peugadas do mais velho, tendo terminado a época com 10 golos, menos seis que Tiago Azulão, o artilheiro da prova. Essa performance o valeu a convocatória para representar Angola no CHAN deste ano, que decorre no Reino de Marrocos, onde o mesmo deve honrar o nome do irmão mais velho.
No primeiro encontro, Angola empatou a zero com o Burkina Faso, numa partida em que criou várias oportunidades de golo sem as concretizar com êxito. No segundo ganhou aos Camarões com apenas um golo de Job.
Por esta razão, mais golos precisam-se para que os Palancas Negras consigam os seus objectivos, que passam por fazer melhor em relação à edição passada, onde não passaram da fase de grupos.