Jornal dos Desportos

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Futebol

Palancas Negras ganham reforos para os Camares

Honorato Silva - 03 de Junho, 2018

Prximo compromisso da Seleco Nacional de Futebol est agendado para o ms de Setembro

Fotografia: DR

Com as atenções postas na campanha de apuramento para a Taça de África das Nações, a ter lugar o próximo ano, nos Camarões, o seleccionador nacional de Honras de futebol, Srdjan Vasiljevic, levou os Palancas Negras à Taça Cosafa, na cidade sul-africana de Limpopo, à procura de traquejo competitivo.
Maioritariamente “marinheiros de primeira viagem”, os jogadores chamados do Girabola, mais os dois recrutados do Leixões de Portugal, o médio Vá e o avançado Chico Banza, deixaram indicadores no bloco de notas do treinador, tendo em vista a convocatória alargada de Setembro, para o jogo da segunda jornada do Grupo I, frente ao Botswana.
Em três jogos disputados no Grupo B da primeira fase da competição regional, que apurou para os quartos-de-final apenas o vencedor da série, a Selecção Nacional perdeu na estreia frente à congénere do Botswana, por 1-2, derrotou (1-0) as Ilhas Maurícias, na segunda jornada, e empatou (0-0) diante do Malawi, na última jornada.
Os quatro pontos somados foram insuficientes para garantir o apuramento, face à safra dos tswaneses, que brindaram os maurícios com colossais 6-0, no encerramento da fase preliminar. Assim, o adversário do Zimbabwe nos quartos-de-final, hoje às 14h00, no Estádio New Peter Mokaba, será o Botswana.

Virtude do trabalho

Apesar de falhar  a disputa da segunda fase, Srdjan Vasiljevic identifica virtudes na prestação dos Palancas Negras, cujos atletas protegeu da cobrança por eventual fracasso, na véspera da viagem: “Foi uma preparação muito curta. Foram só quatro dias, para se poder trabalhar com uma nova equipa e alguns jogadores que vêm pela primeira vez. Com base nisso, vamos prometer alguma coisa à nação? Não sou desse tipo de pessoas, nem vou fazer isso. Essa equipa vai jogar e dar o seu máximo”.
Já no calor da competição, o treinador saiu em defesa dos pupilos, depois da derrota diante do Botswana. “Estivemos distantes dos níveis que já apresentámos. Mas não é tempo para se chorar ou olhar de forma negativa, mas sim para reflectir e extrair alguma coisa positiva de tudo isso”, apelou à paciência e compreensão dos adeptos.
Na baliza, Gerson mostrou prontidão para a disputa da titularidade com Landu, Tony Cabaça e Neblu, quando no sector defensivo emergiram Pedro e Jó, dois destaques entre os jogadores que estiveram em evidência, casos de Carlinhos, patrão no meio campo e na organização do jogo, Além, Vá e Chico Banza, avançado com presença na área.
Apostados em recuperar terreno no Grupo I, liderado pelo Burkina Faso, com três pontos, mercê do triunfo (3-1), na estreia diante de Angola, os Palancas Negras podem crescer na convocatória alargada, que seguramente vai incluir nomes como Bastos, Jonathan Buatu, Ary Papel, Djalma Campos, Freddy e Gerson, sem perder de vista os girabolistas Isaac, Natael, Geraldo, Herenilson e Job.
Pela ambição revelada por Vasiljevic, estão reunidas as condições, no plano dos recursos humanos, para a jornada de Setembro, no Estádio Nacional 11 de Novembro, ser transformada num momento de reconciliação entre a Selecção e os adeptos.
Mas, dificuldades como a falta de campos, na preparação, ou condições de alojamento abaixo das exigências da Selecção Nacional, devem ser evitadas, de modo a permitir que jogadores e equipa técnica fiquem apenas focados nas questões desportivas.