Jornal dos Desportos

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Futebol

Palancas Negras trabalham de mangas arregaadas para a prova

PAULO CACULO - 24 de Maio, 2018

Palancas Negras seguem viagem amanh para a competio a ter lugar na frica do Sul

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

Uma sessão única de treino, marca hoje às 16h00, no Estádio da Cidadela, o quinto e último dia de trabalhos dos Palancas Negras, em Luanda, antes da viagem à África do Sul, agendada para amanhã (sexta-feira), tendo em vista o torneio da região austral do continente africano (COSAFA), agendado de 27 de Maio a 9 de Junho, na província sul-africana de Limpopo.
Ainda com o grupo incompleto, em virtude das ausências justificadas do guarda-redes Gerson e do médio Carlinhos, ambos do Petro de Luanda, o seleccionador nacional Srdjan Vasiljevic deve insistir nos ensaios de acerto da estratégia de jogo, com destaque para a necessidade de concertação das variáveis de entrosamento e modelo de jogo.
E diga-se, que nesse aspecto os habituais cuidados com a defesa, para evitar riscos desnecessários e os apelos à eficácia ofensiva, tem sido as garantias para a consolidação do triunfo. Exercícios de circulação, passe e posse de bola, centralizam as atenções da equipa técnica para o dia de hoje.
Se por um lado, a integração dos atletas Nelito, De Paiza e Nandinho ajudou a acrescentar mais opções e perspectivas de qualidade ao futebol da selecção, por outro, elevou os níveis de concorrência no grupo. A discussão pelos lugares no “onze” ficou mais intensa, à semelhança do que confirma o central Lulas, do Sagrada Esperança.
A partir da sessão de treino desta quinta-feira, no relvado do Estádio da Cidadela, o seleccionador começa ter a ideia do grupo de jogadores que devem dar corpo ao plantel principal para campanha exitosa no torneio. Depois do ensaio de hoje, a equipa técnica deve ter a certeza de como os Palancas devem actuar.
A presença na Selecção de um grupo maioritariamente constituído por jovens torna o combinado nacional rejuvenescido, por um lado, mas pouco experiente, por outro. Ainda assim, não deve representar problemas de maior para o técnico, na medida em que grande parte deles tem histórico de presença em jogos internacionais, embora nas seleções mais jovens. 
Angola disputa a Taça Cosafa no grupo B, juntamente com as congéneres do Malawi, Ilhas Maurícias e Botswana. No A, estão Ilhas Seicheles, Madagáscar, Moçambique e Comores.
Os primeiros de cada grupo passam para os quartos-de-final, onde já se encontram as selecções do Zimbabwe (campeão em título), Zâmbia (vice-campeão), África do Sul (anfitrião), Namíbia, Lesoto e Suazilândia, que ficam isentas na primeira fase.

DEFESA-CENTRAL
Lulas destaca concorrência


O defesa central Lulas, do Sagrada Esperança, garante haver níveis impressionantes de concorrência no seio do grupo de trabalho da Selecção Nacional. O jogador espera, por isso, justificar uma presença entre os privilegiados para ocupar lugar nos titulares.
“O grupo tem uma média de idade muito jovem e os nível de competitividade está a ser muito bom. Tenho de lutar, porque os níveis de concorrência está a ser elevado”, assegurou o defesa, sublinhando ser importante entrar no torneio a vencer.
“Queremos entrar a vencer, com o pé direito para fazermos bons jogos e deixar uma boa imagem na competição. Temos vinte e cinco milhões de angolanos a olhar para nós, por isso, vamos representar a nação com orgulho da camisola que envergamos”, sublinhou.
Disse mais adiante que “venho representar a Selecção com muita dignidade. Hoje considero que sou um jogador crescido, com maturidade e a ambição em conquistar a Taça Cosafa para Angola”, acrescentou.
O jogador considera que os trabalhos têm decorrido sem qualquer problema e o grupo de jogadores tem procurado interpretar muito bem as orientações do seleccionador Srdjan Vasiljevic.
“Temos trabalhado bem. Temos feito treinos específicos, onde o treinador pede muita calma e quer que a gente vai lá com muita concentração, sobretudo pelo facto de ser uma competição muito curta”, disse Lulas.
“Espero que os angolanos possam nos apoiar porque não se trata de nenhum clube que está a jogar. É a nação que está em competição e temos de estar todos unidos em prol dos objectivos comuns”, assegurou.