Jornal dos Desportos

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Futebol

Palancas somam novo desaire

Paulo Caculo - 05 de Agosto, 2019

Fotografia: Edies Novembro

Os Palancas Negras, desde o último brilharete na edição organizada pelo Sudão, em 2011, que espelha dificuldades em traduzir em realidade os objectivos,  na competição organizada pela CAF, para os jogadores que evoluem nas competições internas.Quis o destino, que a melhor classificação até hoje conseguida por Angola na prova,  fosse conseguida na estreia após falhar a primeira edição organizada pela Costa do Marfim, em 2009. Em 2011, no Sudão, a Selecção Nacional surpreendeu tudo e todos, chegou  à final, onde \"sucumbiram\" frente os tunisinos por 0-3, depois do nulo ao cabo dos 45 minutos iniciais. 

Curiosamente, a estreia de Angola no CHAN veio a ser com o seu adversário da final, a Tunísia. O capitão Kali salvou os angolanos da derrota, ao marcar o tento do empate, já mesmo nos minutos de descontos.Quatro dias depois, os Palancas Negras impuseram um rigoroso empate a zero, diante do poderoso Senegal, resultado bom, porém, complicou  as contas finais do grupo, uma vez que nessa altura Tunísia e Senegal somavam quatro pontos cada, na liderança, enquanto Angola tinha dois pontos, o que obrigaria a Selecção Nacional vencer o Rwanda na última jornada e torcer por uma derrota de um dos primeiros, o que veio a acontecer.

Enquanto os tunisinos venciam os senegaleses, por 2-0, o combinado nacional suplantava os rwandeses, por 2-1, com golos Love (31m.) e Osório (57m.), numa reviravolta, uma vez que perdia desde o minuto 18, garantiu assim a passagem para a fase seguinte, como segundo colocado do grupo D.Para os quartos -de -final, os comandados de Lito Vidigal encontraram um “monstro” do futebol africano, os Camarões, que dominaram o grupo C, em que terminaram na frente com nove pontos, fruto de três vitórias.

Destemidos, os Palancas enfrentaram os Leões Indomáveis com determinação, perspicácia e cautela, chegaram a “tombar” os pupilos das terras de Roger Milla, a quem venceram por 8-7, aos pénaltis, após um rigoroso empate sem golos, no tempo regulamentar.Com tudo a “correr de feição”, os angolanos queriam mais, porquanto, estavam numa fase de “mata mata”. E, no caminho das meias-finais surgiu o anfitrião Sudão, que tinha deixado para trás o Níger.

O jogo até nem começou bem, uma vez que ao intervalo o conjunto nacional perdia,  por 0-1, com golo Saif Ali. Mas na segunda parte, Love Cabungula restabeleceu a igualdade, aos 71 minutos, resultado com que terminou o encontro. Mais uma vez, Angola veio a decidir, através das grandes penalidades, e a sorte estava do lado angolano: 4-2 foi o saldo positivo, nos “castigos máximos”. O combinado Nacional chegou à final, logo na sua primeira participação,  na mais nova prova do calendário da CAF.