Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Palanquinos sacodem a crise

Paulo Caculo - 13 de Dezembro, 2018

Uma melhor postura na segunda parte permitiu ontem ao Kabuscorp do Palanca vencer a Académica do Lobito, por 3-1, num jogo com duas partes distintas e pautado por períodos de futebol interessante, com emoção à mistura, para a sexta jornada do Girabola ZAP.
Pressionado pela necessidade imperiosa de vencer, para afastar do balneário os fantasmas que insistem em assombrar o percurso da equipa neste começo de campeonato, o conjunto do Palanca entrou de \"peito aberto\", mas cedo revelou dificuldades em descobrir os caminhos de acesso à baliza de Rui.
O técnico Paulo Torres surgiu com quatro alterações no seu onze: Rafa, Valy, Cabibi e Balakai mereceram oportunidade para estar entre os eleitos, tendo a equipa do Kabuscorp conseguido ganhar a posse de bola e a criação de oportunidades de golo.
Do outro lado do relvado esteve, porém, uma equipa da Académica muito bem organizada e disposta a complicar ao máximo a tarefa dos donos da casa.
Na verdade, muito bem povoados no seu meio campo, os \"estudantes\" eram um conjunto forte, sem complexos, a trocar muito bem a bola e a explorar com eficiência as rápidas transições pelos flancos, aproveitando a criatividade de Coca Cola e Filipe.
A equipa do Lobito, a dada altura, deixava a formação do Palanca sem soluções - porque fechava muito bem as linhas de passe - e incapaz de produzir uma jogada com princípio, meio e fim, suficiente para provocar calafrios a Rui. 
Aos 21 minutos, o Kabuscorp acabaria por ser premiado pela postura ofensiva demonstrada, com  golo do inevitável Taddy, a desviar muito bem um remate de Ebunga.
A Académica não acusou o golo sofrido e partiu atrás da igualdade. Com Gui, Joka e Coca Cola a assumirem a missão de principais \"carregadores de piano\" da  \"orquestra\" ofensiva dos lobitangas, tendo chegado ao golo do empate, aos 41 minutos,  por intermédio de Ayala, na ressaca da cobrança de um livre. Mas, antes disso, os palanquinos podiam ter dilatado o resultado, não fosse o poste negado o golo a Taddy.
A segunda parte foi muito mais interessante, com as duas equipas a procurarem insistentemente pelo golo da vitória.
A verdade é que a Académica jamais baixou os braços. Perante uma equipa do Kabuscorp mais experiente, os \"estudantes\" tiveram de contentar-se em andar permanentemente a buscar forças para suster a enorme pressão a que estavam sujeitos durante os derradeiros minutos de jogo.
A jogar quase sempre no meio campo do adversário, acabou sendo com naturalidade que o conjunto de Paulo Torres viria a chegar ao segundo golo, desta feita pelos pés de Magola, aos 67´ , a passe atrasado de Taddy.
Depois disso viu-se o Kabuscorp a assumir domínio territorial da partida, conservando a maior posse de bola e dispondo das melhores ocasiões de golo. E, diga-se, nesse período, os palanquinos podiam engordar os números da vantagem no resultado caso o seu ataque não fosse demasiado perdulário.
A  equipa do Palanca cimentou o marcador, aos 89´, por intermédio de Ebunga, que percorreu vários “quilómetros” até dar o golpe  fatal ao adversário.