Jornal dos Desportos

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Futebol

Passo frente

Paulo Caculo - 26 de Agosto, 2019

Uma exibição pouco conseguida não evitou que o Petro de Luanda carimbasse o passaporte para a última eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões de África. A vitória (2-0) podia ter sido escrita por números mais gordos, não fosse o festival de falhanços protagonizado pelo conjunto Angolano diante de um adversário que vendeu cara a derrota. A equipa de Toni Cosano até foi a melhor em campo. Atacou mais, rematou quanto basta, espreitou vezes sem conta o golo, mas revelou-se impotente, em alguns períodos do jogo, sobretudo nos primeiros 45 minutos, para associar à indiscutível vitória, a uma exibição ao nível do seu estatuto. Ao primeiro quarto de hora a equipa angolana ainda era um conjunto muito previsível. Jogava de forma insegura, a revelar complexos para circular a bola em zonas nevrálgicas do meio campo do adversário ou finalizar com êxito as suas jogadas. Nesse período, excepção seja feita a Caranga e Job que, diga-se em amor à verdade, eram os principais pulmões que injectavam oxigénio ao futebol ofensivo. Embora tivesse chamado a si a maior posse de bola e a criação do maior volume de jogadas ofensivas, a primeira oportunidade claríssima de golo do conjunto petrolífero surgiu apenas aos 23\'. Job remata enquadrado com a baliza de Ramalefane, mas falha o alvo. Se, na etapa inicial, os tricolores mostravam-se com cerimónias, já na segunda parte a equipa de Toni Cosano esteve melhor, mais esclarecida e, fruto disso, mais intensa nas jogadas. Ainda assim, insistente nos desperdícios: aos 57’, já sem o guarda-redes na baliza, Caranga e Isaac Mensah não foram capazes de fazer o mais fácil. As mexidas efectuadas pelo técnico tricolor vieram acrescentar muito de novo ao futebol da equipa. Como prova disso, aos 82’ Benvindo, que viria a render Megue, faz, de calcanhar, o segundo golo e coloca ponto final as aspirações do Matlama em tentar complicar a vida ao conjunto Angolano. O Petro defronta, na próxima eliminatória, o Kampala City do Uganda.

OPINIÕES
TONI COSANO
 (PETRO)

“Fomos superiores”

“Penso que jogamos muito bem. Os jogadores estiveram a altura da partida. O adversário tentou complicar ao máximo os nossos objectivos, mas fomos superiores. Foi um jogo em que produzimos muitas ocasiões de golo e podíamos ter marcado muito mais golos, mas falhamos. São coisas que acontecem”.

CHARLES MANDA
 (MATLAMA)

“Foi um bom jogo”
“Penso que foi um bom jogo. A minha equipa entrou com objectivo de marcar, mas o adversário foi mais forte. Vamos levar esta eliminatória como experiência para os próximos compromissos, pois estamos no bom caminho para aquilo que pretendemos para o nosso futuro nas competições internacional”.