Jornal dos Desportos

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Futebol

Petro aposta no resgate da mstica

06 de Janeiro, 2015

Formao do planalto central completou trs dcadas e meio quer voltar a fazer histria no campeonato nacional da primeira diviso onde regressou agora

Fotografia: Jornal dos Desportos


O futebol continua a ser o rosto do Petro do Huambo, a formação que completou ontem 35 anos de existência. Os “alvi-negros” estão apostados em resgatar a mística e voltar a dar alegrias à  massa associativa.Quando Armando Machado e seus colaboradores decidiram formar a equipa, poucos acreditavam no projecto ambicioso do homem que tem a modalidade no sangue, vive e sofre nos bons e maus momentos.A data que ontem comemoraram, serviu de reflexão à família petrolífera do planalto central, com destaque para o futebol, que é até ao momento o cartão de visitas de um dos clubes mais emblemáticos do Huambo.

Por altura da fundação, a 5 de Janeiro de 1980, o clube resumia-se apenas à esta modalidade e um ano depois o conjunto ascendeu, pela primeira vez, ao campeonato nacional da I divisão, porém não conseguiu manter-se, tendo retornado ao escalão secundário.Contrariamente ao que se cogitava nos círculos desportivos nacionais, pois temia-se que a descida de divisão dêsse lugar ao desaparecimento no panorama desportivo nacional, os "alvi-negros" protagonizaram um feito inédito. Mesmo a competir na II divisão, foram finalistas vencidos da primeira edição da Taça de Angola, em 1982, no jogo com o 1º de Maio de Benguela, colosso da época.

Daí em diante, a equipa ficou moralizada e de forma surpreendente começou a construir o historial nos anais desportivos de Angola, no futebol, ao mesmo tempo em que começaram a surgir outras modalidades.Contudo, o futebol foi a disciplina que mais alegria proporcionou ao clube, tendo em 1984 a equipa sénior terminado na terceira posição, a dois pontos do campeão Petro de Luanda, situação idêntica registada em 1988.

PRÓXIMAS ÉPOCAS
Alvi-negros querem
evitar o sobe e desce


À semelhança do Benfica, os petrolíferos ficaram igualmente sem competir durante as épocas de 1993 e 1994, por causa da guerra, reapareceram na “fina-flor” do futebol nacional em 1995, para ocupar o moralizante quinto lugar.

De 1995 a 1998, o conjunto esteve sempre arredado de poder recuperar a mística no campeonato nacional sénior masculino de futebol.Voltaram a evidenciar-se em 1999 (quinto lugar), 2001 (quarto), 2000, 2002 e 2003 (terceiro lugar), este último que garantiu ao conjunto vaga nas competições continentais, pela primeira vez. Dois anos depois, o infortúnio consumou-se com a descida de divisão da equipa, 23 anos depois. Em 2007 voltou à primeira divisão, mas no final do ano seguinte foi despromovido e desde 2013 tem estado a competir no torneio de apuramento, mas sem sucesso, devido à exiguidade de recursos financeiros.

Entre 1983 a 1990, o Petro do Huambo era a única equipa do interior do país, que chegava a fornecer regularmente à selecção nacional de futebol de honras entre cinco a seis jogadores. Entre os seus principais futebolistas, naquela altura, constavam com: Carlos Pedro, Almeida, Aníbal, Toni, Bolingó, Saavedra, Picas, Mona, Mulusi, Luís Bento, Adão, Lilas, Sayombo, Nelito Constantino e em épocas ulteriores, Geovety, Zé Nely, Avelino Lopes, Gazeta, entre outros.