Jornal dos Desportos

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Futebol

Porcelana projecta melhor qualidade

Betumeleano Ferro - 05 de Março, 2013

Porcelana realiza o seu segundo jogo diante do seu pblico que espera por uma vitria

Fotografia: Jornal dos Desportos

O aspecto mental vai ser fundamental para o Porcelana tentar pontuar sempre que defrontar antigos inquilinos do Girabola, como vai acontecer por exemplo amanhã, na recepção ao Kabuscorp do Palanca, assegurou ontem ao Jornal dos Desportos o técnico Joaquim Finda “Mozer”. A equipa do Kwanza Norte chegou ao campeonato consagrado como campeão da segunda divisão, mas está diante de uma nova realidade a qual quer se adaptar o mais rápido possível com bons resultados para justificar que subiu mesmo para permanecer na primeira divisão. “Somos caloiros nestas andanças, por isso queremos preparar bem a mente dos nossos atletas para que eles possam se bater sem complexos quando jogarmos contra equipas mais experientes”, garantiu.

Embora tenha enaltecido a exibição na estreia diante do Progresso, o técnico admitiu que o baptismo no Girabola poderia ter terminado no mínimo com um ponto, se os seus pupilos estivessem já acostumados com o ritmo competitivo do campeonato nacional. “Nós nos batemos bem, mas acusamos em demasia a inexperiência, o adversário teve mérito nos golos que marcou, mas temos de nos queixar de nós mesmos, porque até falhamos um penálti que nos daria o 2-doi a um nos permitiria relançar o jogo”, lamentou o treinador. O Porcelana chegou ao Girabola com humilde e disposição de aprender com os consagrados a fim de ficar cada vez mais fortalecida em função dos adversários que vai defrontar. “Temos 3 jogos seguidos com representantes de Luanda, depois do Progresso seguem-se o Kabuscorp e o Santos, tudo isto num espaço de uma semana, é bom que assim seja porque são jogos como estes que nos vão ajudar a fazer um bom campeonato e atingir a ambição da permanência, objectivo modesto que estabelecemos”, afirmou.

SEGUNDA JORNADA
Muita expectativa
ao desafio de casa


A recepção do Porcelena aos palanquinos está a gerar uma grande expectativa em Ndalatando, capital do Kwanza-Norte, motivo por que o técnico do Porcelana prometeu aproveitar os poucos dias de preparação para dotar a equipa do equilíbrio defensivo e ofensivo necessário para tentar pontuar na sua primeira aparição caseira. “A derrota com o Progresso ensinou-se lições valiosas para o nosso futuro, uma delas é que temos de melhorar o ataque, é importante marcar as oportunidades que surgirem, também temos de prestar mais atenção ao sector defensivo porque notamos que deu facilidades ao adversário para fazer dois golos, estas são situações que temos de evitar para que não voltem mais a acontecer”, vaticinou.Mozer prometeu “implementar mais dinâmica” na forma de jogar da sua equipa, ela faz boas transições defesa/ataque, conserva a posse de bola, gosta de tê-la rentinha ao relvado mas para ser mais acutilante precisa mais velocidade. “Temos um estilo que já nos caracteriza, mas queremos fazer algumas correcções para o melhorar”, sublinhou. BF

MELHORIAS
Capitão Kikas faz promessa


O Porcelana pode conseguir amanhã os primeiros pontos quando receber em casa o Kabuscorp se os seus jogadores não se deixarem intimidar pela aparente melhor qualidade do plantel adversário, tal como sucedeu na derrota contra o Progresso, enfatizou ontem o capitão Kikas. O centro-campista afirmou que a equipa tem de evitar a todo o custo as mesmas oscilações de rendimento verificadas no seu baptismo na primeira divisão, embora vá defrontar uma equipa há muito habituada a conviver com a pressão do Girabola.

“Estamos a trabalhar para que na quarta-feira tudo seja diferente e as coisas corram de maneira favorável para o nosso lado, queremos evitar o que aconteceu domingo porque estivemos acanhados na primeira parte, depois acordamos na etapa complementar, mas nesta altura já era tarde porquanto o resultado já estava feito e para piorar mais as coisas ainda falhamos um penálti”, disse. A equipa do Porcelana tem objectivos modestos no campeonato e vai tentar alcançá-los o mais rápido possível para evitar correr mais tarde atrás do prejuízo. Este é o motivo principal por que o capitão afirmou que ele e os colegas vão ter de recorrer amanhã a superação para tentar obrigar os palanquinos a perder pontos. 

“Temos de acreditar mais nas nossas potencialidades, perdemos na estreia mas a partir de quarta-feira, vamos ter a nossa disposição mais 29 jogos para atingir as nossas metas”, augurou. O Kabuscorp do Palanca tem arrastado multidões por Luanda afora, mas Kikas assegurou que ninguém na sua equipa não vai se deixar intimidar pela presença em massa dos adeptos forasteiros no renovado estádio dos Dinizes. Se houver uma boa assistência o caloiro do Girabola vai tentar aproveitar para mostrar os seus argumentos futebolísticos.  “Alguns dos meus colegas ainda não têm muita experiência, mas mesmo assim vamos querer tirar proveito do factor casa para fazer um bom jogo.

PRÓXIMOS JOGOS
Meio campista fala de exibições

A boa exibição do médio Kikas contra o Progresso deixou água na boca até dos adeptos sambilas, motivo por que o capitão do Porcelana afirmou ontem a este diário que está mais determinado a elevar a qualidade das suas exibições para não defraudar as expectativas de quem o felicitou pelo que fez domingo na Cidadela.

Apesar de estar apenas com 23 anos de idade, o centro-campista já teve o privilégio de representar antes três equipas no campeonato nacional, Benfica do Lubango, Desportivo da Huíla e Académica do Soyo. Ainda assim ele confessou que tem sido ao serviço do Porcelana que a sua carreira tem ganho novo impulso. “Já estive em outros clubes mas aqui as coisas têm sido diferentes, quero sempre estar pronto para contribuir com o meu desempenho para que a equipa atinja no mínimo a permanência no Girabola”. O braçal de capitão acresce as responsabilidades de Kikas, mas o jovem atleta garantiu que todos os dias se treina com um único pensamento. Ele disse que  “por ser capitão, quero fazer sempre a diferença em campo para que a nossa claque veja que o Porcelana afinal também tem bons jogadores”.

O médio fez jus ao número 10 que ostenta na camisola, além de ditar a cadência ofensiva da equipa tem sempre a preocupação de dar ao exemplo para que os colegas também joguem de pé para pé, até mesmo para sair da pressão do adversário. “As pessoas não estão acostumados a nos ver a jogar porque na segunda divisão não temos transmissão televisiva, mas a nossa forma de estar em campo é mesmo aquela que apresentamos na Cidadela, o nosso futebol é de toque, não gostamos de bombear bolas”, argumentou.