Jornal dos Desportos

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Futebol

Presidente da APF da Hula apela ponderao ao Benfica

Benigno Narciso-Lubango - 01 de Julho, 2019

Se por acaso, e no quero que isso acontea, a desistncia acontecer, normal, argumentou.

Fotografia: Jornal dos Desportos

O presidente da Associação Provincial de Futebol da Huíla (APFH), João Gonçalves, defende ponderação da direcção do Sport Lubango e Benfica, na tomada da decisão sobre a participação da equipa no Girabola Zap 2019/2020.
João Gonçalves, que apelou à coerência e ao realismo, afirmou que há a necessidade da realização, por parte da direcção do grémio da águia, de uma avaliação antecipada sobre a actual capacidade financeira do clube, apreciação das garantias de recepção ou angariação de fundos ao longo da competição para, deste modo, se proceder aos cálculos e auferir se o total dessas possibilidades confere um orçamento, que suporte os custos decorrentes da participação na prova.
Na visão do responsável desportivo, esse exercício, que considerou de indispensável e decisivo na tomada de decisão, constitui a principal via para concluir se convém ou não disputar o campeonato.
“Temos que ser honestos e sinceros. É preferível nos declararmos logo no início, fazermos as nossas contas, os nossos projectos, os nossos planos, definirmos as nossas estratégias e vermos  se dá ou não. Não temos condições financeiras; não temos condições humanas e materiais e, portanto, não vamos”, apelou.
O líder máximo do órgão, que superintende o futebol na província, refutou as vozes segundo as quais a eventual desistência do Benfica em participar mancharia o prestígio da Huíla no contexto futebolístico nacional.Repostou que vergonha seria o clube encarnado decidir em participar no Girabola Zap e logo na segunda jornada lançar o grito de socorro, por falta de dinheiro e desistir.
“Vergonha seria irmos participar e logo na segunda jornada começarmos a gritar por falta de dinheiro e desistirmos. Aí sim, aí é que seria vergonha, isso tiraria prestígio à própria instituição, que é o Benfica, à APF como órgão reitor do futebol na Huíla e a própria província. Agora se dissermos que não temos dinheiro e não vamos, não poderemos participar”, disse o também antigo árbitro internacional.
Considerou que o actual contexto financeiro que o país atravessa exige ponderação, sendo essa uma realidade de domínio e conhecimento dos amantes do futebol e do desporto no geral, pelo que uma decisão acautelada de desistência deve ser encarada como uma solução sábia.
“Todos os amantes do futebol, os amantes do desporto em geral, o cidadão angolano minimamente com luzes, sabe que o país atravessa dificuldades financeiras dificílimas. Os organismos, nos nossos lares, as famílias, nesse momento, todos apresentam dificuldades financeiras. Se por acaso, e não quero que isso aconteça, a desistência acontecer, é normal”, argumentou.