Jornal dos Desportos

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Futebol

Prontido petrolfera

PAULO CACULO - 05 de Março, 2018

O regresso do capito Job cria mais confiana no seio do conjunto petrolfero para o jogo de amanh

Fotografia: KINDALA MANUEL|EDIES NOVEMBRO

O regresso de Job e a indisponibilidade de Harrison, Diógenes, Gomito e Dennis  são as principais novidades na equipa do Petro de Luanda antes da recepção ao SuperSport United FC da África do Sul, agendado para amanhã, às 16 horas, no estádio 11 de Novembro, referente à primeira mão dos 16/avos de final da preliminar de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação.
Pese as contrariedades, os tricolores mantêm entre os disponíveis o grosso de habituais titulares, facto que não deverá representar grande preocupação para o técnico Beto Bianchi.
O Petro deve jogar diante do SuperSport muito provavelmente no mesmo modelo táctico que o fez diante do Master Security do Malawi, mas com uma ligeira diferença:  Beto Bianchi projecta para o duelo com o conjunto sul-africano um futebol pragmático, com intensidade, num sistema que imprime maior dinâmica às jogadas da equipa (ver texto ao lado).
Não deverá persistir dúvidas em relação às preferências para a baliza, embora o treinador do Petro tivesse deixado transparecer a ideia de depositar igualmente confiança em Lamá, em detrimento de Gerson, principal guarda-redes dos tricolores.
No centro da defesa, Wilson e Elio permanecem intocáveis. Nas laterais, Mira ocupar-se-á, muito provavelmente, do lado direito, enquanto Ari conserva o lugar na esquerda. Herenilson e Carlinhos (ou Tresor) serão os trincos. Na sua frente, os jogadores terão a companhia de Manguxi, na missão de principal "playmaker", ao passo que Job e Diney  jogam nos extremos, em apoio a Tiago Azulão, a unidade mais avançada da equipa. O Petro joga apoiado no sistema 4X5X1, desdobrável em 4X3X3, sempre que a equipa esteja em acção ofensiva.
À semelhança do que já acostumou em jogos em casa, os tricolores deverão adoptar como estratégia a iniciativa de jogo e o controlo da posse de bola e privilegiando a alta pressão ao adversário, em jogadas de transições rápidas. Mas, tal estratégia, pode sofrer alteração caso os sul-africanos surjam mais intensos no seu futebol ou revelem capacidade colectiva para assumir o domínio territorial da partida e provocar calafrios ao último reduto dos angolanos.
A jogar em casa, os tricolores podem, certamente, assumir uma postura muito ofensiva, mas também com cuidados à defesa, fechando muito bem as linhas, de formas a evitar sofrer riscos desnecessários. Aliás, reside no sector defensivo as principais preocupações do treinador, sobretudo a julgar pela “fama” do SuperSport ser um conjunto que privilegia um futebol com muita intensidade.
De resto, o grande objectivo do Petro de Luanda neste jogo de amanhã, terça-feira, é, irremediavelmente, lograr um resultado positivo, que lhe abra boas e importantes perspectivas de apuramento no embate da “segunda mão”, em casa do adversário, na África do Sul.