Jornal dos Desportos

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Futebol

Ramom pode levar Kabuscorp FIFA

Valdia Kambata - 08 de Outubro, 2018

Contrato com preparador de oito meses o clube pagou apenas prmios de jogo

Fotografia: Edies Novembro

O preparador físico, Eduardo Ramom, que na época passada esteve  vinculado ao Kabuscorp  do Palanca, está preocupado com a demora  do pagamento da dívida por parte do clube.
 Eduardo Ramom garante  que  a direcção  do Kabuscorp  foi notificada, mas recusa-se  a pagar os seus ordenados. \" O Kabuscorp deve - me cinco milhões de  kwanzas. Neste momento,  estão sempre a mentir-me, quer o Bebeto , como  o José Domingos “Dimas”, disse.
“Já entreguei  um documento a solicitar o pagamento dos meus salários , pois, estou a viver situações pessoais. Neste momento,  estou a viver pior que um cão. Devo dois meses de renda de casa. Eu pergunto: como pode o presidente dizer que todas as dividas estão pagas?”, lamentou.
“Neste momento,  não quero ligação alguma com o clube, espero, apenas, que paguem os meus salários”, salientou. 
Na tentativa de ver resolvida a situação, o preparador físico apresentou  \"queixa\" à Federação Angolana de Futebol, onde espera uma solução, pois, segundo nos disse, caso não seja resolvida  leva o caso à FIFA.
“Já dei o primeiro passo, que é apresentar queixa à FAF, mas se tiver  que ir mais além,  vou até à FIFA, não tenho medo. Tenho provas e estou decidido a ir até  ao fim, para ter os meus salários pagos”, acrescentou.
Eduardo Ramom disse,  desde que assinou o contrato com a equipa de Bento Kangamba, nunca  recebeu um salário.” O meu contrato com o Kabuscorp do Palanca era por  oito meses, até  ao momento, o clube pagou apenas prémios de jogo. Trabalhei muito, em oito meses, tenho contrato e mereço ser recompensado como tal”, esclareceu.
No quadro das suas tarefas, conta o técnico,” cheguei a fazer dupla função , de fisioterapeuta e de massagista, e muitas vezes,  tive de tirar dinheiro do meu bolso, tal como o técnico Traguil, para comprar suplementos, para adiantar e facilitar o nosso trabalho”.
 No Girabola ZAP, note-se, o  Kabuscorp do Palanca viu retirados 12 pontos devido às dividas contraídas com os jogadores. Os primeiros seis pontos  foram por não pagamento de 750 mil dólares, resultantes das cláusulas contratuais com o antigo melhor jogador do mundo, o internacional brasileiro Rivaldo.
Os seis seguintes,  deveu -se ao incumprimento de algumas prestações pendentes, relativamente ao TP Mazembe da República Democrática do Congo (RDC), ao qual o Kabuscorpo contratou o médio congolês Tresor Mputu Mabi, em 2014.


EDUARDO RAMOM
Maquis  FC  e  Progresso
também  estão  em  dívida


Para além do Kabuscorp do Palanca, Eduardo Ramom garante ao Jornal dos Desportos, que o Bravos do Maquis e o Progresso Associação do Sambizanga,  também têm dívidas para consigo.
“Neste momento, o outro clube que tem salários por pagar, é o  Bravos do Maquis. São trinta mil dólares e mais dois milhões de kwanzas, porém, face às boas relações que tenho  com o presidente , Manuel Quitadica, estamos a resolver, por via de negociações, de forma pacífica, sem qualquer problema. Compreendemos a situação que o clube vive.”
“O Progresso do Sambizanga tinha igualmente contas a saltar com o preparador físico. A dívida está completamente esquecida, porque é o clube que me recebeu e é a minha família  desportiva aqui em Angola”, disse.