Jornal dos Desportos

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Futebol

Sair de cabea erguida

Valdia Kambata - 25 de Abril, 2019

A participao da seleco est coroada com o apuramento ao Mundial

Fotografia: DR

A selecção nacional de futebol de sub-17 perdeu ontem, por 4-3,  aos penáltis,  diante da similar dos Camarões, em desafio das meias-finais da 13ª edição do Campeonato Africano das Nações que se  disputa  em Dar-es-Salaam, Tanzânia, depois  de um empate sem golos no tempo regulamentar.Por Angola marcaram Cambuta, Morais e Zito , enquanto Andrade e Abrantes falharam. por banda dos Camaroneses marcaram Amadou, Noah, Ndongo e Mvoue.
Os palanquinhas  entraram no jogo com muita tranquilidade, não  dando grandes espaços aos  camaroneses, fisicamente mais  robustos. Cientes de que só a vitória interessava, o combinado nacional  rapidamente partiu para  o ataque  com médio avançado Zito a ser o maestro da orquestra.
O primeiro grande sinal de perigo aconteceu  aos cinco  minutos, quando Zito Luvumbo, à entrada  da grande área, rematou forte, tendo a bola embatido num defesa contrario.
No minuto a seguir foi a vez de Capita  que,  com facilidade, passou  por dois defesas camaroneses e, logo de seguida,  rematou fraco para a defesa  do guarda-redes  adversário.
A selecção dos Camarões não se fiz rogado  e, por diversas vezes, chegou à baliza angolana onde,  no entanto, a defesa se mostrava sólida.A 26 minutos, Seidou , à entrada da grande  área, aproveitou uma "ressaca" de bola e rematou forte, tendo a bola embatido num defesa angolano.
Nesse momento eram os angolanos que  comandavam o  jogo  e procuravam chegar  ao golo enquanto que os seus oponentes procuravam defender e chegar ao intervalo com empate nulo.
Na segunda parte, a selecção angolana entrou  com a mesma disposição e sem medo, com a clara intenção de marcar.
Aos 48 minutos,  o defesa e capitão dos Camarões, Ndzie,  foi expulso, por ter agrediu o atacante  Capita. A partir desse momento, o combinado angolano passou a dominar o jogo, porém, os exageros de Zito Luvumbo impediam contra-ataques  bem conseguidos.No minuto 90,  os palanquinhas tiveram a melhor oportunidade do jogo quando, num contra ataque rápido,  Zito Luvumbo assistiu David que diante do guarda-redes camaronês  rematou para a defesa deste.
Arbitragem, liderada por Issa Si, auxiliado por Youssef Wahid, do  Egipto, e Thomas Kusosa, do Zimbabwe, estive bem no ajuizamento das jogadas. O juiz principal mostrou quatro cartolinas  amarelas, sendo três para os Camarões  e uma para Angola .
 Na outra meia final  a selecção de futebol em sub-17 da Guiné  qualificou-se para à final do Campeonato Africano das Nações ao vencer  a sua congénere da Nigéria, por 10-9, aos penáltis, depois de um resultado  nulo  nos 90 minutos regulamentares.  Desta forma, a Guiné defronta, na final, os Camarões. Para  as classificativas do terceiro lugar Angola defronta a Nigéria  no próximo sábado .

OLHEIROS
Zito Luvumbo desperta atenção


O atacante da Selecção Nacional de Sub/17, Zito Luvumbo, tem merecido elogios da imprensa presente na cobertura do Campeonato Africano das Nações da categoria, que decorre desde o passado dia 14 de Abril do corrente em Dar Es Salaam, Tanzânia, devido ao talento que tem mostrado durante os jogos.
Na sequência disso, o site Cafonline.com tem mantido constantemente breves entrevistas com o jogador, nas quais não se 'cansa' de enaltecer os seus dotes, para além de saber dos projectos do jovem atleta.
Olheiros e empresários não têm se cansado de fazerem anotações sobre as suas qualidades e possíveis margens de progressão.
A entidade máxima do futebol nacional considera que o "adolescente angolano tem sido uma delícia de assistir ", depois das suas exibições ao longo da prova, com destaque para o único golo marcado no jogo de abertura do Grupo A contra o Uganda, que deu a vitória a Angola, em que merecidamente foi eleito o melhor jogador do torneio.
O site da CAF diz que o número 10 de Angola tem sido um pesadelo para os defensores e foi muito influente na qualificação para a Campeonato do Mundo Sub-17 da FIFA, a disputar-se no Brasil em Outubro próximo.  Antes do jogo de ontem diante dos Camarões, referente às meias-finais do torneio, Luvumbo revelou que espera fazer o seu melhor.
Indagado sobre o que terá faltado no jogo contra a Nigéria, onde a selecção angolana perdeu ( única derrota da primeira fase), depois de terem batido o Uganda, Zito Luvumbo respondeu que as coisas não correram a preceito na segunda partida, em função da forma como o adversário se apresentou no terreno de jogo
“Na verdade, os dois jogos foram difíceis. Contra Uganda, começámos um pouco devagar. Os adversários foram muito duros e difíceis de vencer, mas tivemos que mudar nosso estilo.
A grande diferença é que vencemos o primeiro jogo e perdemos o segundo. Vimos a Nigéria jogar e tentámos esforçar-nos mais, ainda assim as coisas não correram bem. No entanto, esses momentos acontecem num torneio, e mantivemos o espírito até o último jogo”, ressaltou.
O jogador que actua internamente pelo 1º de Agosto voltou a revelar-se pouco preocupado com os reconhecimentos individuais, apontando as metas colectivas como o principal objectivo. “Não estou muito preocupado com a realização individual.
Estou é preocupado com o desejo do colectivo. Os reconhecimentos individuais virão depois. Nossa ambição era qualificar-se para o Campeonato do Mundo Sub-17 da FIFA e estamos entusiasmados por termos conseguido isso”, apontou.
Zito Luvumbo confessou que, antes do torneio, via a competição como algo muito complicada, mas já no terreno acabou por achá-la razoável, pela forma como está a decorrer. “Antes de chegarmos à Tanzânia, tivemos uma visão e expectativas de um torneio difícil. Eu não estava no grupo naquela altura, mas estou feliz que eles me viram nos últimos dias e eu fui incluído”, destacou.
Disse mais adiante que “a visão que tivemos sobre o torneio é a mesma. Nada mudou. Sabíamos que seria de alto padrão e é isso que está a acontecer aqui”, assegurou, para depois acrescentar “que não sabe para que patamar este torneio o pode catapultar a sua carreira”, precisou.                                    
                                                                                           AP