Jornal dos Desportos

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Futebol

Sampaio contra realizao das provas

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 13 de Agosto, 2018

campeonato nacional de futebol de salo, que se disputa de 15 a 25, em ambos os sexos

O técnico principal da formação sénior masculino da Coprat, Rui Sampaio, disse nesta cidade, onde se encontra desde quarta-feira, para a disputa do campeonato nacional de futebol de salão, que se disputa de 15 a 25, em ambos os sexos, estar contra a realização das provas no mês de Agosto.  
O treinador justificou que, para realizar um campeonato nacional nas datas programadas, a Federação Angolana de Futebol Salão tinha que ter em consideração os calendários das competições africana. “Para programarmos um campeonato nacional no mês de Agosto, tínhamos de ter a certeza do calendário das competições africanas”, acentuou.
“Eu sou contra a realização do campeonato nacional de futsal no mês de Agosto, por razões muito simples. Quem vai pagar o salário dos jogadores dos últimos 4 meses do ano? São os clubes? Para nós, em Luanda, em que os jogadores são assalariados, fica complicado, não sei como é nas províncias. É a primeira vez, onde vamos ter um campeonato com 20 equipas, um recorde e é muito complicado”, aclarou.
De acordo com o técnico da Coprat, o facto de a Huíla acolher um nacional e movimentar 32 equipas, sendo 20 masculinas e 12 femininas, mostra que a modalidade no país está vivo e exige mais dos dirigentes.
“Serve também de alerta para a própria FAFUSA, para melhorarmos a nossa qualidade, apontou. Afirmou que o futsal nacional está num marasmo, por isso, defendeu a necessidade de existir melhorias e mais incentivos.
“Temos que melhorar e incentivar cada vez mais os participantes. Sinto que falta mais competição inter-provinciais, onde podemos mostrar as nossas qualidades aos outros sectores da sociedade desportiva. Como também acho, que a competição à nível nacional poderia melhorar”, afirmou.
Rui Sampaio referiu que o futsal nacional precisa de mais cursos, principalmente no dirigismos e arbitragem. Salientou que o elo mais fraco nota-se nestas duas classes. “E o meu receio é saber que arbitragem vamos ter nestes nacionais”, questionou o treinador, que elogiou o intercâmbio entre as províncias.
“Desportivamente é bom, já que vamos conhecer muita gente. E vamos tentar mostrar ao grupo, que vai participar neste campeonato, que o futsal é muito bom. Honestamente falando, estou com receio do tipo de arbitragem que vamos ter nestes campeonatos nacionais, pois, o que vimos em Luanda foi péssima este ano e como estará no resto das províncias? Esta é o grande problema”, questionou.
O técnico revelou, que o foco da equipa Coprat FC, uma das primeiras a chegar no palco da competição, que arranca na próxima quarta-feira, passa pela conquista do título nacional em masculinos. Admitiu que, se não ganharem este campeonato, deverá fechar, por ser uma aposta que fizeram em ternos de apoios.
“Os patrocinadores estão tristes connosco. Nos últimos 5 anos, perdemos 4 finais e claro que ninguém gosta apostar, onde se perde. Isso nos faz também ter mais coragem e crença. O grupo está consciente disso, por isso, queremos este ano ser campeões nacionais”, garantiu.
Por esse motivo, Rui Sampaio, apontou que a Coprat FC, quer voltar a ser aquilo que sempre foi: uma equipa de top e que luta para ganhar títulos de campeonatos nacionais seniores masculinos.