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Futebol

Seleco Nacional lima arestas

Paulo Caculo - 01 de Agosto, 2019

Grupo est concentrado na estratgia para derrotar o adversrio de sbado

Fotografia: Contreiras Pipa| Edies Novembro

A Selecção Nacional de honras entra a partir de hoje, na fase derradeira de preparação, com vista a recepcionar a congénere da e -Swatini, no sábado, às 16h00, no Estádio 11 de Novembro. O jogo é referente à segunda mão da penúltima eliminatória de acesso à fase final do CHAN do próximo ano, que se disputa nos Camarões.
Durante a sessão de treinos desta manhã, o Seleccionador Silvestre Pelé volta, seguramente, a incidir os trabalhos com relação aos exercícios de correcção da movimentação colectiva e individual da equipa, bem como à armação da construção do bloco ofensivo e defensivo.
Os erros cometidos no jogo em Manzini, com destaque para as brechas oferecidas pelo eixo defensivo, relativamente ao golo consentido a escassos minutos do final da partida, estão a ser postos em evidência, pois, o treinador não espera ver repetidos os mesmos desaires.
Apesar do empate (1-1) no jogo da primeira mão, que proporciona boas e importantes perspectivas de qualificação para os angolanos, é provável que o Seleccionador José Silvestre Pelé efectue algumas mexidas ou alterações no onze.
 Ainda, devem dominar os trabalhos desta manhã, os habituais ensaios de finalização. À semelhança da preparação de véspera da viagem ao terreno da E-Swatini, o Seleccionador continua preocupado ou desejoso em ver o ataque marcar mais golos e desperdiçar menos oportunidades.
As exigências aos elementos do ataque são precisamente as mesmas colocadas às unidades da defesa. Silvestre Pelé quer uma equipa pragmática no sábado, a jogar sem complexos, a trocar bem a bola, explorar muito bem os espaços e marcar o maior número de golos, mas sem sofrer.
Depois da impressão deixada na primeira mão e a julgar pelo que se observa nos treinos, aliado aos objectivos que o conjunto angolano persegue, o Seleccionador pode operar algumas alterações ao onze inicial.
Não obstante à posição no Ranking da CAF, 32ª colocada, Angola não conseguiu melhor que uma igualdade, no Estádio Mavuso Sports Centre, em Manzini. Nos jogos entre si, no total de 12, os Palancas contam com sete vitórias, quatro empates e uma derrota, indicadores que abrem boas perspectivas para o embate de sábado.
No histórico, entre as duas selecções, regista-se uma goleada de 7-1, em 2000, no Estádio da Cidadela, a contar para a segunda “mão” das eliminatórias de acesso ao Campeonato do Mundo de 2002, co-organizado pelo Japão e pela Coreia do Sul.
Angola já foi vice -campeã desta prova, apenas para atletas que jogam nas competições internas, na estreia no CHAN foi comandada pelo o angolano Lito Vidigal, altura em que se sagrou vice -campeã, em 2011, no Sudão.
Para este embate decisivo, a CAF indicou um quarteto de árbitros sul-africanos, chefiado por Shifeleni Nehemia, que tem como assistentes Ma-thew Kanyanga e Neyonga Matheus. O namibiano Jonas Shungedi é o quarto árbitro, ao passo que o zambiano Patrick Kangawa é o comissário ao jogo.

CORRIDA AO MUNDIAL NO QATAR
Ex-seleccionador céptico em relação aos Palancas


Angola tem fortes possibilidades de vencer a Gâmbia e apurar-se para a fase de grupos de qualificação para o Mundial do Qatar, apesar, de não estar preparada para voltar a marcar presença no campeonato do mundo de 2022. Quem o diz é Oliveira Gonçalves, ex-seleccionador nacional.
Falando em entrevista ao nosso jornal, na esteira do sorteio da pré-eliminatória que se realizou recentemente, o antigo timoneiro dos Palancas Negras admitiu não haver sinais evidentes de que a Federação tenha feito um trabalho antecipado de projecção da campanha para a qualificação, no próximo Mundial.
“Não há dados que indiquem que Angola se preparou para estar presente no campeonato do mundo do Qatar. Mas este era, na minha óptica, o nosso Mundial, depois da Alemanha, em 2006. Não seria em 2010, 2014 ou 2018, como desejava a Federação, no passado, mas o de 2022. Creio que não se preparou este Mundial, mas se nos qualificarmos é porque foi por mero acaso”, justificou-se o “obreiro” da primeira presença de Angola no Mundial.
O ex-seleccionador apontou a preparação, como condição indispensável para os Palancas voltarem a estar presentes na maior montra do futebol. “Para estar presente num campeonato do mundo, precisámos de nos preparar”, advertiu e alertou para necessidade de uma maior organização.
“Não havendo preparação, é extremamente complicado. As pessoas dizem que em 2006, peguei na Selecção e qualifiquei automaticamente para o Mundial. Mas não foi isso, que aconteceu. Tinha um percurso com o grupo que levei ao campeonato da Alemanha”, acrescentou Oliveira Gonçalves.
Embora coloque algumas reticências quanto à preparação do combinado nacional, para as eliminatórias, o antigo “pastor” dos Palancas sublinha não haver dúvidas de que Angola tem fortes possibilidades de vencer a Gâmbia e integrar-se no grupo das 40 selecções que vão disputar a fase de grupos de qualificação.
“Neste momento, não há adversários fáceis. Todos os são difíceis, embora, uns com maior e outros com menor dificuldade. É evidente que defrontar a Gâmbia, não é o mesmo que jogar com a Nigéria ou os Camarões. Apesar de ser também um oponente difícil, e de certeza que pode complicar-nos , acredito que Angola tem possibilidades de passar a eliminatória”, garantiu.
De acordo ainda com o professor, o facto do primeiro jogo ser fora de casa, pode ajudar a Selecção Nacional porque nas eliminatórias a duas mãos, “é sempre bom jogar a segunda em casa”, destacou e sublinhou que depende do resultado anterior.
“Acredito que com maior ou menor dificuldade, Angola passe esta pré-eliminatória. Em 2008, quando deixei o comando da Selecção, já tinha dito que o nosso próximo Mundial seria este do Qatar e não os outros que passaram, após o campeonato organizado pela Alemanha. Este, é o nosso Mundial, vamos ver se temos sorte de lá estar”, afiançou o actual vice-presidente do Santos FC.