Jornal dos Desportos

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Futebol

Seleco Nacional defende continuidade na Taa Cosafa

Honorato Silva - 30 de Maio, 2018

Avanado V uma das apostas de Srdjan Vasiljevic para hoje derrotar as Ilhas Maurcias

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

A Selecção Nacional de Honras de futebol joga hoje, às 16h00, frente à congénere das Maurícias, no Estádio Seshego, na cidade de Polokwane, província sul-africana de Limpopo, obrigada a vencer para manter viva a ambição de chegar aos quartos-de-final da Taça Cosafa.
Refeitos do impacto da derrota (1-2), diante do Botswana, segunda-feira na estreia no Grupo B, que apura o vencedor para a fase seguinte, na qual vai ter pela frente o Zimbabwe, os Palancas Negras, orientados pelo sérvio Srdjan Vasiljevic, estão determinados a somar os primeiros três pontos, de modo a decidir o apuramento sexta-feira, na última jornada, na disputa com o Malawi.
O dia de ontem foi dedicado à correcção das falhas registadas no primeiro jogo, sobretudo no lance do segun-do golo dos tswaneses. Depois da perda da bola no ataque, os jogadores angolanos foram superados na transição ofensiva, em três toques, com o avançado Onkabetse Makgantai a aparecer isolado di-ante do indefeso guarda-re-
des Gerson.
Confiante na capacidade competitiva do grupo que escolheu no Girabola, reforçado pela inclusão de Vá e Chico Banza, ambos do Leixões de Portugal, apesar do curto período de preparação, o seleccionador angolano lança boas perspectivas: “Até ao fim da Cosafa, vamos ter a possibilidade de conhecer os jogadores e ver o potencial deles”.
O trabalho feito nos Palancas Negras leva o treinador a  tranquilizar os exigentes adeptos da Selecção Nacional. “No passado também jogámos com adversários como a Nigéria, o Burkina Faso e os Camarões, no CHAN. Sempre tivemos o nosso estilo. Não vamos abdicar disso.
Angola tem de preparar a sua equipa para a vitória. Foi desta forma que trabalhámos no passado, contra adversários mais fortes. Vamos continuar assim, diante dos restantes adversários que teremos pela frente, aqui na Cosafa”, assegurou.
A equipa base, para o desafio desta tarde, pode ser a seguinte: Gerson (cap), Mona, Bonifácio, Lulas e De Paizo, Show, Carlinhos, Nandinho e Vá, Chico Banza e Kaporal. Os angolanos estão obrigados a chamar a si o comando, com vista a criar um quadro de vantagem no marcador, porque o empate complica as contas e a derrota faz esfumar as hipóteses de apuramento.

Razões do desaire       
Ao analisar o comportamento no primeiro jogo, Vasiljevic admitiu que o grupo esteve distante dos níveis já apresentados sob o seu comando. “Pode ser consequência do facto de ser uma equipa nova, que joga junta pela primeira vez. Temos agora a oportunidade de conhecer esses novos jogadores e ver com quem poderemos contar,  no futuro.”
Focado nos próximos compromissos, nomeadamente a tripla jornada de apuramen-
to para a Taça de África das Nações do próximo ano, nos Camarões, que reata em Se-tembro, com Angola a rece-ber o Botswana, no Estádio Nacional 11 de Novembro, o treinador identificou virtudes na Selecção.  
“Da nossa parte o jogo foi aberto. Continuámos a jogar um futebol ofensivo. Tivemos a má sorte de sofrer um penaltie nos primeiros cinco minutos, o que teve também certa pressão negativa para cima dos jogadores. Mas não é tempo de chorar ou olhar de forma negativa. É sim para reflectir e extrair alguma coisa positiva de tudo isso”, recomendou o seleccionador.
As Maurícias venceram, na segunda-feira, o Malawi, por 1-0, no mesmo recinto. Hoje, às 18h30, os malawis tentam, frente ao Botswana, evitar o afastamento, pois caso sejam derrotados vão cumprir apenas calendário, na última jornada da série.