Jornal dos Desportos

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Futebol

Seleco regressa a Toulon

01 de Janeiro, 2018

Palanquinhas tiveram uma prestao aceitvel na participao no torneio realizado em Toulon e na Taa Cosafa na frica do Sul

Fotografia: Jos Cola| Edies Novembro

A selecção nacional de sub-20 disputou duas competições em 2017. O torneio de Toulon e a Taça Cosafa, sendo a primeira a mais marcante, por se tratar de um regresso dos palanquinhas, após 20 anos de ausência, numa das mais prestigiadas provas mundiais a nível de selecções jovens.
Em França, os pupilos do técnico alemão Igor Lazic disputaram três jogos e falharam às meias-finais por falta de sorte. A derrota na estreia, diante da Inglaterra, num jogo que esteve ao seu alcance, complicou a pretensão dos angolanos.  
Na segunda partida os angolanos não tiveram arte nem engenho para levarem a melhor sobre o Japão e consentiram um empate a uma bola. No fecho da primeira fase, a selecção para manter-se em prova, não dependia apenas de si. E nem a goleada de 5-1 sobre Cuba, colocou os palanquinhas nas meias-finas.
Na última competição do ano, na África do Sul, na Taça Cosafa os angolanos fecharam 2017 na mó de baixo. Perdeu diante da Namíbia e do Zimbabwe, por 1-0, respectivamente e fechou com um empate a um golo frente ao Lesotho. Nesta prova, o técnico angolano Augusto Manuel \"Leão\", até então seleccionador nacional feminino, assumiu o cargo em substituição do alemão Igor Lazic, que viu a FAF a rescindir o seu contrato.


FEMININOs
Welwitchias falham competições

A selecção nacional de futebol feminina falhou todas as competições previstas para o ano de 2017, por questões financeiras, retirando a possibilidade das pupilas da seleccionadora Lurdes Lutonda ganharem mais experiência.
No ano que ontem terminou o país enfrentou inúmeras dificuldades financeiras e que se reflectiu no apoio às Welwitchias, denominação do combinado nacional, que limitou-se apenas às competições domésticas.
A corrida para o CAN e a Taça Cosafa são as competições que estavam na agenda, mas pelos motivos apontados não passou de intenção e as senhoras continuam a ser as mais \"sacrificadas\" no quadro que se vive.
A última competição onde as angolanas participaram foi o torneio da SADC, na categoria de sub-17, realizado no país, em Dezembro de 2016, com as presenças da África do Sul (campeã), Namíbia (vice-campeã), Angola (terceiro lugar) e Zimbabwe.
A seleccionadora Lurdes Lutonda teve um ano em jejum com as atletas a serem as principais prejudicadas, por verem interrompida a sua participação em jogos internacionais. 
JN


BREVES
Fuga do médio
mancha presença


O médio Tulomba Kumuelo Eduardo, mais conhecido por \"Rachid\" manchou o regresso da participação da Selecção Nacional de Sub-20, ao abandonar o grupo, durante o Torneio de Toulon, disputado de 29 de Maio à 10 de Junho. De acordo com o comunicado da Federação Angolana de Futebol (FAF) após o ocorrido, o jogador de 19 anos, que alinha no Real Sambila, \"abandonou a concentração após o último jogo com a congénere de Cuba, a 4 de Junho\".
Os dirigentes da federação tomaram todas as medidas possíveis, contactaram a polícia francesa para a localização do atleta e a representação diplomática angolana, mas sem sucesso. A família do jogador foi informada sobre o sucedido e, dias depois foi comunicado que o atleta estava localizado. A verdade, porém, é que até a presente data o jogador não regressou ao país e pouco ou nada se sabe em relação ao seu paradeiro.
 JN


Retorno vinte
e um ano depois

Vinte e um ano depois Angola voltou a marcar presença no Torneio de Toulon. Para a 45ª edição do tradicional prova de selecções de base, agora denominada \"Taça Maurice Revello\", que congrega 12 países. África esteve representada por Angola e Cote d\'Ivoire), esta última vencedora da edição 2010.
A última participação de Angola no torneio foi em 1996, sob orientação técnica de Oliveira Gonçalves e José Kilamba. A selecção nacional acabou eliminada na primeira fase.  A primeira presença de Angola na competição aconteceu em 1995.
O torneio começou a ser disputado em 1967. A primeira edição foi conquistada pelo Anderletch da Bélgica. França, com 12 títulos e Brasil, com oito, detêm o maior registo de troféus na prova.


ARBITRAGEM
Juízes tentam diminuir as suspeitas

Os árbitros do campeonato nacional tornaram-se motivos de queixa dos clubes e ninguém nega que houve um esforço para melhorar na última época, entretanto, onde os recursos televisivos da Zap demoram a chegar, o dedo continua em riste em direcção aos homens equipados de preto.
O nível de clamor diminuiu, de maneira considerável, é justo fazer-se  o reconhecimento, até nos jogos televisionados deu para ver que ainda há um longo caminho a percorrer. Forçados a decidir na hora, os juízes angolanos provam o que é óbvio, não são piores do que os outros, o único problema é que são humanos e como tal, sujeitos a falhar porque não têm o socorro da repetição, como quem está sentado em casa a ver televisão.
Sem o dispendioso, para alguns irritantes vídeo -árbitros, os juízes angolanos tentaram suavizar as suspeitas do costume, em vários jogos foram vilões e nem por isso houve muitos motivos para reacender a velha questão de quem faz a diferença na primeira volta, afinal os erros com influência no resultado aconteceram em todas as etapas do campeonato.
Se nos outros anos  o campeão é o que mais se beneficiou, nesta época são os adeptos do vencedor do campeonato a recorrerem às redes sociais para manifestar a estranheza por o seu 1º de Agosto terminar as 30 jornadas sem ter um penálti a seu favor.
A questão parece sem sentido, contudo, ajuda a ampliar o ângulo de abordagem, pois, o campeão não marcou nem falhou no tiro de grande penalidade, mas os seus adeptos estão com a espinha na garganta, pois, acham que houve ocasiões em que os árbitros não viram porque não queriam ver os defesas adversários derrubar militares na zona de penalidade.
O debate mudou de direcção. No ano passado, o 1º de Agosto foi acusado de tirar proveito da sombra protectora dos árbitros, mas fica evidente que a ganhar ou a perder há sempre brechas para encontrar uma maneira de falar do árbitro, para que o jogo continue fora das quatro linhas.
A sucessão de erros não aconteceu de maneira sucessiva, como na passada, é por isso pouco aconselhável apontar, quem mais se beneficiou ou foi mais prejudicado quando o árbitro engoliu o apito. O Girabola Zap teve um campeão e 3 equipas que desceram de divisão, cada um tem argumentos para justificar o (in)sucesso, mas é ponto assente que Jorge Mário Fernandes que é  outra vez presidente do Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola (CCAFA) tentou dar até o que não tinha, para provar que é o homem certo no lugar certo. O homem de consenso voltou sem a varinha mágica, como da outra vez, tem feito o que sabe para impedir que os árbitros continuem a ser vistos como protagonistas, sempre que pode dá a cara para falar do que está mal, em meio ao esforço de emagrecer o número de árbitros e assistentes .
BETUMELEANO FERRÃO