Jornal dos Desportos

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Futebol

Servios "mnimos" para regresso fase de grupos

26 de Setembro, 2019

Tricolores partiram confiantes em busca da qualificao para a competio milionria

Fotografia: M.Machangongo | Edies Novembro

A precisar apenas de serviços mínimos, empate com golo, para regressar à fase de grupos da Champions no tempo regulamentar, o Petro de Luanda tenta amanhã, a partir das 14h00, ser dono e senhor do seu destino no Startimes Stadium, terreno do Kampala City.
Com toda a pressão no balneário ugandês, os tricolores podem tirar todo o proveito possível da boa vantagem, para tentarem marcar e fazer com que a igualdade com tentos dê a felicidade há muito ansiada. O aparente tiro no pé, na segunda-feira no jogo para o campeonato, de modo algum vai deixar coxo o Petro de Luanda, e fica claro que foi uma má ideia assinar o livro do ponto no Girabola em véspera da viagem, para obter o que tanto almeja. Se os tricolores tentarem passar a imagem de que calcularam o custo, então, amanhã têm de ser competentes na hora de correr sem parar atrás do objectivo, que está mesmo ao seu alcance. A condição física é um dos itens necessários para uma boa exibição, e o técnico Cosano sabe com que linhas vai se cozer, para evitar que a equipa quebre fisicamente, como parecia evidente no jogo frente ao Ferrovia. A equipa titular será formada por vários atletas que entraram de início no campeonato, mas ninguém está a espera de ver o Petro a morrer na praia. O tempo de recuperação entre um jogo e outro dá margem para acreditar, que vai aguentar durante os 90 minutos. A eliminatória está como começou, mas agora chegou o momento decisivo para os contendores. O Kampala City sabe que só arruma a questão em definitivo com uma vitória, e é ponto assente que essa condição coloca os ugandeses numa posição pouco confortável. Ainda que esteja a vencer, por 1-0, vai ter a obrigação de ampliar o marcador e, melhor do que ninguém, os ugandeses estão cientes da magra vantagem que só é segura depois do apito final.
O Petro de Luanda precisa de muito pouco para molhar a sopa. É verdade que a ausência de referências no ataque prejudicou em demasia na primeira mão, mas quem não tem cão caça com o gato... e foi assim que resolveram o jogo do campeonato com o Ferrovia. Se houver sangue frio na zona de rigor, a esperança vai se tornar realidade. Uma vitória seria a cereja no topo do bolo, mas essa obrigação não aumenta a pressão, pois um empate com golos serve. Ainda assim, é legítimo que Cosano e pupilos concluam, que ganhar extramuros seja uma maneira eficaz de se reconciliar com os adeptos. O décimo segundo jogador não vai estar nas bancadas para fazer as cobranças que nos últimos tempos se tornaram costumeiras, contudo vai querer a qualificação. Os tricolores há muito que ansiavam como uma oportunidade como essa, a fase de grupos nunca esteve tão perto da realidade. No plantel só há um sobrevivente da epopeia de 2001, mas por ser técnico-adjunto, Flávio, não vai poder entrar em campo. De resto, a ambição dos novos jogadores vai ser determinante, para voltar a grande montra do futebol continental, e o que eles antes ouviam dizer que aconteceu, agora pode se tornar realidade nas suas carreiras.  A importância de arriscar para petiscar também significa, que os tricolores têm de começar a construir a qualificação a partir da defesa. As grandes equipas igualmente conseguem ficar na história por causa da sua coesão defensiva, quanto menos chances o Kampala tiver de criar perigo mais facilmente os seus atletas vão perder o discernimento para estragar o dia dos tricolores.