Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Suspenso de Marximina e golo fantasma marcaram a poca

Pedro Augusto - 31 de Dezembro, 2018

Fotografia: Benjamin Cndido (Lunda-Norte)

A suspensão da árbitra internacional, Marximina Bernarda, por três anos, pelo Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol (FAF) por alegado acto de corrupção passiva e falsificação de resultado do jogo União Sport do Uíge - Benfica de Luanda, na época de 2014, bem como o \"golo fantasma\" validado pelo árbitro Paulo Talaia no desafio  Sporting de Cabinda - Petro de Luanda, referente à 22ª jornada do Girabola Zap 2018, marcaram, pela negativa, a arbitragem nacional no ano que hoje termina.
O afastamento por três anos, da primeira mulher angolana a obter o crachá da FIFA, surgiu numa altura em que planeava solicitar um ano de licença de maternidade, o que não aconteceu, pois, o Conselho de Disciplina da FAF não teve meias medidas e  suspendeu-a, acto  em carta endereçada ao Conselho Jurisdicional do órgão reitor do futebol nacional reconheceu ter agido \"involuntária  e inconscientemente\", por isso, rogou as atenuantes plasmadas na legislação em vigor, por serviços prestados à pátria e por ser infractora primária.
O Conselho de Disciplina da FAF, em comunicado tornado público, referiu que  Marximina Bernardo recebeu de Carlos Brecha e de Mário Rocha (suspensos por 6 anos de toda actividade desportiva), ambos dirigentes do Benfica de Luanda, Akz 1.250.000,00 (Um  Milhão e Duzentos e Cinquenta Mil Kwanzas). Verificaram-se  outros benefícios, da \"testa de ferro\", Catarina Manuel da Costa para facilitar a equipa encarnada no desafio com a formação do União Sport Clube, em que o Benfica de Luanda venceu, por 1-0, golo de Diakité, aos 22 minutos, por isso, teve motivos mais do que suficientes para a suspender das funções.
A grande polémica, na época futebolística, aconteceu na 22ª jornada do Girabola Zap no jogo entre o Sporting de Cabinda  e o Petro de Luanda, em que o árbitro Paulo Talaia, sancionou um golo a favor dos leões do Norte, que as imagens televisivas são conclusivas, inclusive, para os órgãos federativo, ou seja, a bola embateu na trave e não entrou. Aliás, não fosse o caso, não haviam razões para a Federação Angolana de Futebol (FAF) suspender o referido árbitro por 85 dias.
Foram igualmente sancionados, com 85 dias, o árbitro Rodrigues Aleixo e o assistente Joaquim Chio. Os assistentes Francisco Paulo e Nicodemos Calembele ficaram sem apitar e auxiliar os seus chefes, por 60 dias, curiosamente por fazerem parte de um jogo em que esteve envolvido o Petro de Luanda, referente à 24ª jornada no jogo com o Recreativo do Libolo, disputado em Calulo, em que a equipa de juízes \"abusou\" da interpretação das lei de arbitragens. 
Suspenso, igualmente, mas por 75 dias, em face ao mau trabalho no jogo Progresso do Sambizanga - 1º de Agosto, a contar para a 16ª jornada que terminou empatado a uma bola, esteve o árbitro Bernardo Moreira.
Ao contrário de Paulo Talaia, suspenso por mais dez dias, Bernardo Moreira veio a baixar de categoria, no fim da última época, atitude entendida nos meandros do apito nacional como \"dois pesos e duas medidas\" usados pelo Conselho Central de Árbitros da FAF, pois, entendem que o juiz filiado no Conselho Provincial de Benguela  cometeu  erro gravíssimo.