Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Futebol

Tcnico cede presso e deixa equipa proletria

Jlio Gaiano - Benguela - 07 de Outubro, 2019

Segundo apurmos, as empresas contactadas para ajudar os proletrios na presente poca , desistiram, alegam falta de seriedade da parte da actual direco.

“Basta de sofrer! Deixo isto para vocês (direcção proletária), que a minha saúde está em primeiro lugar”. Foi com estas palavras que Júnior Paulino renunciou à liderança da equipa técnica do 1º de Maio de Benguela, ao reagir  ao ambiente que se instalou no plantel proletário, depois do empate a um golo com o Progresso do Sambizanga, pontuável para  a 7ª jornada do GirabolaZap2019¬.
O Estádio Municipal Edelfride Palhares da Costa “Miau” esteve em alvoroço, no sábado. O que muitos esperavam ser uma festa, no final da partida, terminou em confusão, o que pôs em risco a integridade física das pessoas, com realce para a equipa da casa.
Os treinadores, atletas e dirigentes,  deixaram o local sob escolta dos efectivos da Polícia Nacional, foram alvo de duras críticas e palavras obscenas, por parte dos adeptos  do clube, entretanto, valeu a pronta intervenção das forças da ordem. Ainda assim, houve atrevidos que tentaram aproximar-se do técnico, mas foram impedidos.
O 1º de Maio de Benguela vem de cinco derrotas e um empate, a transferência do jogo de O’mbaka para o municipal Edelfride Costa, visava “espantar” a malapata que assola a equipa, porém, para a “infelicidade” dos adeptos (estiveram aos milhares no Estádio), a estratégia falhou e a escassos minutos do fim, o Progresso empatou o jogo.
“Rua! Estás caduco! Poupe-nos de sofrimento (...)”, reagiam, com gestos a exigir a cabeça do técnico, que assustado com a situação  cedeu à pressão e pôs o seu cargo à disposição da direcção do clube, depois de cinco derrotas e dois empates.
“Já não há clima para continuar. A manhã mesmo, vou comunicar à direcção do 1º de Maio, a minha retirada do comando técnico. Espero que as pessoas entendam que não foi por covardia, mas por uma questão de princípios”, revelou indignado com a reacção da massa associativa do clube.
“Apesar dos esforços que empreendemos, ao longo desse tempo, o resultados tardam a surgir e para não continuar  mal na fita, tive a iniciativa de pôr um ponto final no projecto que nos foi confiado pela direcção”, justificou.
O Jornal dos Desportos soube ,de fontes próximas do clube, que os proletários enfrentam graves problemas de tesouraria. Os jogadores, treinadores e funcionários administrativos não recebem os ordenados há mais de cinco meses, para alguns, e de 11 meses para outros. Segundo apurámos, as empresas contactadas para ajudar os proletários na presente época , desistiram, alegam falta de seriedade da parte da actual direcção.