Jornal dos Desportos

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Futebol

Técnico Vaz Pinto quer resgatar o título

Pedro Augusto - 29 de Janeiro, 2017

Ataque do Recreativo do Libolo está em alta e a defesa mostra coesão na preparação em Rio Maior

Fotografia: Jornal dos Desportos

A equipa do Recreativo do Libolo, tetracampeão nacional, caso queira manter o passado recente, assente em muitas conquistas, tem que apresentar um futebol dominador ao longo da temporada. Quem o diz é o treinador Vaz Pinto que, em entrevista ao site oficial do clube de Calulo, assegurou ter um plantel muito equilibrado para atacar as competições nacionais e internacional, este ano, onde o principal objectivo é resgatar o título perdido para o 1º de Agosto.

Questionado sobre o que se poderá esperar do Recreativo do Libolo na época de 2017, onde vai competir em quatro frentes, designadamente Supertaça, Girabola Zap, Taça de Angola e Taça da Confederação, o substituto de João Paulo Costa no comando técnico dos libolenses mostrou-se bastante confiante no sucesso.

"Penso que não seria inteligente da nossa parte radicalizar as ideias. Ao contrário, pegámos naquilo que é o passado recente deste clube. Por isso, uma equipa que quer conquistas, tem de ter um futebol dominador, virado ao ataque, mas com equilibrado do ponto de vista defensivo. Como costuma dizer-se, as defesas ganham campeonatos, enquanto que os ataques apenas ganham jogos. Queremos mandar nos jogos, dominá-los, mas quando não formos capazes de o fazer, temos de estar assentes defensivamente", disse.

Vaz Pinto mostrou igualmente satisfação pelo facto de ter dois jogadores em cada posição, o que torna a equipa equilibrada, por isso pouco mudaria em face o que encontrou da época passada.

"Este é um plantel muito equilibrado, em face da forma como foi composto. Estou muito satisfeito com ele e pouco mudaria. As aquisições foram feitas para dar equilíbrio ao plantel. Neste momento, temos, no mínimo, 2 jogadores para cada lugar, o que garante uma disputa boa por cada posição, acabando, para nós, equipa técnica, por ser bom", sustentou.

O treinador libolense pede aos adeptos que continuem com a equipa, não só no jogo da Supertaça, como em toda a época futebolística, pois a missão principal passa pelo resgate do título perdido no ano passado para o 1º de Agosto.

"Eu gostava que eles (adeptos) apoiassem o clube como têm feito até aqui.

Este é um novo ciclo no Recreativo do Libolo, em face da entrada de muitos atletas novos, que vão precisar muito do apoio dos adeptos. Vamos tentar resgatar a principal competição nacional, que é o campeonato, mas também lutaremos pelas outras competições de forma ambiciosa e audaz.
Portanto, necessitaremos muito do apoio dos nossos adeptos e, como é lógico, tudo faremos para lhes dar alegrias", referiu.


UNIÃO
Treinador elogia coesão do plantel 


A preparação do Recreativo do Libolo para a nova época futebolística passa pelo Complexo Desportivo de Rio Maior, Distrito de Santarém, que dista 80 kms da capital portuguesa, onde a equipa trabalha desde o dia 3 do corrente.

A equipa técnica do Libolo, encabeçada por Vaz Pinto, não tem razões de queixas. A direcção do clube colocou à disposição do grupo excelentes condições de trabalho, como o Complexo Desportivo de Rio Maior, infraestrutura doptado de um estádio, vários relvados suplementares, uma unidade hoteleira, ginásio, sala de conferências, entre outras estruturas. 

Há três semanas em Rio Maior, debaixo de temperaturas baixas (faz muito frio em Portugal), o plantel libolense, nem por isso "arrefece" o trabalho.
Pelo contrário. Existe muita motivação em prol dos objectivos a atingir, como fez referência o treinador Vaz Pinto, em entrevista ao site oficial do clube.  

"É um grupo bastante competitivo, que tem qualidade e demonstra grande ambição! Todos muito focados, com muita coesão e união entre todos. Para além do seu valor enquanto futebolistas, quero realçar as suas qualidades como seres humanos.

É uma verdadeira família e, como é natural, isso acaba por facilitar o nosso trabalho", referiu o treinador.

A integração dos novos atletas e do próprio treinador, segundo Vaz Pinto, decorre sem problemas, a julgar como os reforços têm trabalhado, inclusive nos jogos-treino. 

"Como referi anteriormente, o grupo tem gente com muitos anos de clube, que já bebeu a cultura que aqui se vive e, logicamente, a tarefa da integração é mais simples do que seria de imaginar. A história recente do Recreativo do Libolo permite que os atletas mais antigos tenham uma cultura de vitórias que pretendem transmitir aos que chegam. Isso é positivo. Ah, e sabem receber, que é uma virtude. A humildade e união que se respira aqui é muito positiva!", sublinhou.     

                                         
MARCADORES
Reforços mostram veia goleadora


Os jogadores contratados pela direcção do Recreativo do Libolo para a época futebolística de 2017, estão a corresponder as expectativas da equipa técnica e do elenco dirigido por Rui Campos.

Para além da entrega ao trabalho, superiormente orientado pelo treinador Vaz Pinto, os reforços do Libolo têm igualmente feito a diferença nos jogos amistosos. Aliás, apenas nos desafios com a União Desportiva de Vilafranquense e com o Atlético Clube Alcanenense, do Campeonato de Portugal SF, é que não "assinaram o ponto". 

O avançado Paizinho (ex-Recreativo da Caála) "bisou" na vitória sobre o Liechenstein e o médio Viet (ex-Progresso Sambizanga) apontou um.  Os médios Hélio Roque (ex-Benfica de Luanda) e Higino (ex-Académica do Lobito) fizeram gosto ao pé na vitória (3-0) sobre o Rio Maior Sport Clube.

O avançado Fabrício (ex-Benfica de Luanda) e o médio Higino marcaram no desafio diante da União 1º de Dezembro.

Dos 12 golos apontados pelos libolenses nos jogos de pré-época, 7 têm a assinatura dos reforços. Trata-se de Paizinho e Higino (2), Hélio Roque, Fabrício e Viet, um cada.  Os consagrados Kaya (3), Sidnei e Nandinho marcaram os outros golos do Libolo no estágio pré-competitivo em Rio Maior.


PRÉ-ÉPOCA EM RIO MAIOR
Tetracampeão arrasa no estágio


O Recreativo do Libolo, única equipa angolana que realiza o estágio de pré-época no exterior do país, concretamente em Rio Maior, Portugal, está com uma prestação acima da média.

 O tetracampeão em cinco jogos disputados, venceu três e empatou dois, sendo um dos triunfos (4-0) diante de uma selecção europeia, Liechenstein, que realiza a preparação de inverno em solo português.

O ataque e a defesa da equipa às ordens do português Vaz Pinto estão com excelentes performances nos jogos-treino. Nos cinco desafios disputados, a equipa de Calulo marcou 12 golos (média de 2,4/desafio) e sofreu apenas quatro (0,8/partida), o que demonstra a elevada eficácia atacante e consistência defensiva do plantel que começa a competir oficialmente na nova época, no próximo dia 4 de Fevereiro, no estádio 11 de Novembro, diante do 1º Agosto (campeão), para a decisão da Supertaça.

Desde do dia 3 do corrente, em solo português, o teste competitivo do Recreativo do Libolo começou com vitória sobre o Rio Maior Sport Clube, por 3-0, equipa da Segunda Divisão de Santarém, seguindo do empate (2-2) diante da União Desportiva Vilafranquense, formação do Campeonato de Portugal SF.

À semelhança do segundo jogo amistoso, o terceiro duelo do tetracampeão angolano em Rio Maior terminou igualmente empatado a duas bolas. Desta feita, o adversário foi o União 1º de Dezembro, equipa que compete no Campeonato de Portugal SG. 

O quarto jogo-treino dos libolenses, aquele em que conseguiram o resultado mais expressivo, vitória por 4-0, foi diante da selecção de Liechenstein, com bastante experiência ao nível da Europa, uma vez que tem competido regularmente nas fases de qualificação para o Europeu e Mundial. 

O terceiro triunfo do Libolo (1-0), no quinto teste, foi diante do Atlético Clube Alcanenense, do Campeonato de Portugal SF.

PINTO MINIMIZA BAIXAS TEMPERATURAS
“Condições de trabalho são excelentes”


O treinador do Recreativo do Libolo, Vaz Pinto, minimizou, em entrevista ao site do clube presidido por Rui Campos, o facto de a equipa estar a realizar o estágio de pré-época em Rio Maior, Portugal, numa altura em que se registam baixas temporadas na Europa, ao contrário de Angola, onde faz muito calor. 

De acordo com o técnico português, o frio que se faz sentir em Portugal, nessa fase da época, permite trabalhar com muito mais intensidade.

"As condições de trabalho são excelentes (tivemos condições de comprovar), dispondo de bons relvados, uma alimentação rica e variada, disponibilidade de encontrar adversários, etc. Em relação às temperaturas mais baixas do que em Angola, é bom salientar que elas nos permitem, nesta fase prematura da época, trabalhar com mais intensidade do que em Angola, onde o clima está mais quente", disse.

Vaz Pinto assegurou que a equipa vai ter tempo para se adaptar, tão logo desembarque em Luanda, pois, os jogadores do Libolo estão mais habituados a trabalhar no exterior do país.  

"Quando chegarmos a Luanda, teremos tempo (3/4 dias) para nos adaptarmos.

Convém lembrar que os nossos jogadores estão mais que habituados a trabalhos no exterior, assim como os estrangeiros, que já jogavam em Angola também. Portanto, não haverá grandes problemas de adaptação", sentenciou.

Com passagens pelo Recreativo da Caála e pela Académica do Lobito, está última na primeira fase da época passada, Vaz Pinto tem experiência suficiente para falar sobre o campeonato angolano, bem como dos objectivos que as referidas equipas, incluindo a do Libolo perseguem.

"É um desafio muito grande para nós. Em relação ao futebol angolano, acho que tem evoluído e continua crescendo de qualidade, apesar dos actuais constrangimentos que, de alguma forma, limitam as opções, por exemplo, ao nível das escolhas de estrangeiros. No caso do nosso plantel, felizmente, mesmo os estrangeiros têm qualidade. As limitações são para todos e não para este ou para aquele clube. Voltando ao futebol angolano, a evolução e o crescimento de que falo, têm a ver com a componente táctica, hoje muito mais rigorosa do que há uns anos.

As filosofias de trabalho implementadas, quer pelos treinadores estrangeiros, mas também por técnicos angolanos, têm beneficiado imenso o futebol angolano, nos últimos anos, conferindo aos atletas um comportamento mais competitivo dentro das 4 linhas", referiu.