Jornal dos Desportos

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Futebol

Temos qualidade e somos competitivos

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 05 de Setembro, 2019

Fotografia: Jornal dos Desportos

A ausência de alguns integrantes na Selecção Nacional de honras para o jogo com à sua congénere da Gâmbia, amanhã, às 17h00 (18h00 em Angola), em Banjul, referente à primeira mão da eliminatória de acesso à fase de grupos para o Mundial de 2022 que vai decorrer no Qatar, pode trazer custos adicionais para os Palancas Negras.
A constatação é do antigo internacional e comentarista desportivo, Luís Cazengue “Luisinho”, em declaração ao Jornal dos Desportos, há dias, no Lubango, onde integrou a delegação chefiada pela ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto que se inteirou do estado actual das infra-estruturas desportivas locais, com realce ao Estádio da Tundavala. Para “Operação Escorpiões”, apontou Luís Cazengue “Luisinho”, o Seleccionador Nacional pode introduzir no grupo a causa angolana, que depende sempre daquilo que são os factores motivacionais, porque futebol existe.
“Temos qualidade e somos competitivos. Agora, o que falta é mobilizar meios e comprometimentos. Isso, é o que a Federação Angolana de Futebol (FAF) tem de trabalhar, no comprometimento das selecções. É o comprometimento que faz que as pessoas se motivem”, defendeu.
Na fase inicial do Campeonato Africano das Nações, que decorreu no Egipto, lembrou o antigo internacional e comentarista desportivo, o combinado nacional estava com três pontos negativos e entrou um treinador que juntou o grupo que andava fragmentado.
Acrescentou que o grupo depois se mobilizou e se motivou, chegou aos três pontos positivos, “ou seja, acabámos no final a liderar o grupo, isto é obra. Infelizmente, passado um mês, os problemas aconteceram e perdemos outra vez a selecção”, lamentou.
Luís Cazengue “Luisinho” disse que no desafio com a Gâmbia, a Selecção Nacional tem todas condições para voltar a competir a alto nível, embora, esteja a viver uma “fase negativa, mais uma vez, infelizmente”, quando se pensava que era agora que podíamos ter consistência. Por isso, espera como o seleccionador Pedro Gonçalves pode motivar o grupo para ser mais forte e ter “a possibilidade” de ganhar os gambianos.
A consistência, fundamentou, não pode resumir-se somente nos resultados. Avançou que mesmo a perder, é preciso manter a estrutura.
“Infelizmente, perdemos a consistência. Alguns integrantes não estão tão motivados. Ausentaram-se da Selecção Nacional e isso, pode trazer custos adicionais, negativos, para a Selecção Nacional. Seja como for, vamos ver como é que o técnico Pedro Gonçalves pode motivar e introduzir dentro do grupo de trabalho a causa angolana, porque isso, depende sempre da cabeça e daquilo que é a motivação, porque o futebol existe. Temos qualidade e somos competitivos”, reafirmou.
                          GAUDÊNCIO HAMELAY - LUBANGO