Jornal dos Desportos

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Futebol

Temos que arriscar e no jogar c atrs

Paulo Caculo - 24 de Junho, 2019

Angola no deve jogar c atrs

Fotografia: Jornal dos Desportos

Oliveira Gonçalves afirmou, há dias, em entrevista ao nosso jornal, que a selecção nacional pode vencer o jogo desta noite, diante da sua congénere da Tunísia, agendado para hoje, às 18H00, no estádio de Suez, desde que o seleccionador não peça aos jogadores para jogarem para o empate ou evitarem perder por muitos golos.
De acordo com o ex-seleccionador dos Palancas, obreiro da inédita presença de Angola no Mundial de 2006 (honras) e 2001 (sub-20), na Alemanha e Argentina, respectivamente, nestas competições curtas e rápidas é sempre bom entrar a ganhar.
“A nossa sorte neste jogo vai depender muito do modelo e da estratégia táctica que o treinador vai utilizar. Do ponto de vista táctico e estratégico, Angola não deve jogar cá atrás. É preciso arriscar. É importante que o seleccionador não peça aos jogadores para perder por menos, senão vai perder por muitos golos. Nunca se deve pedir aos jogadores para irem ao campo e perder por menos”, disse.
Para o antigo «pastor» dos Palancas Negras, será fundamental que o seleccionador Srdjan Vasiljevic faça os jogadores acreditarem que é possível vencer a Tunísia e incitá-los a entrarem em campo para lutar pelos três pontos.
“Temos de ter em conta, que estamos diante de um adversário com historial e que a nível do ranking, prémios de jogos e condições está acima de nós. Mas, Angola tem que acreditar, no sentido de fazer tudo para ganhar. É preciso trabalhar a equipa, no sentido de conquistar um bom resultado”, acrescentou Oliveira Gonçalves.
O treinador confessa que o empate seria muito bom resultado para Angola, porque teria a qualificação para o primeiro ou segundo lugar em aberto, ou a possibilidade de apurar-se na condição de um dos melhores terceiro colocado desta fase de grupos. Ainda assim, adverte que não seria bom ao combinado nacional jogar para o empate.
“Teremos de entrar com objectivo de ganhar a Tunísia, mas com algumas cautelas, se calhar manter um bloco médio e baixo, sem defender muito cá atrás e no nosso processo ofensivo sair em contra-ataques rápidos e, na perca de bola, defender rapidamente, tapando todos os furos. Vamos defrontar uma equipa, cujos jogadores executam com bastante rigor as habilidades motoras, circulam bem a bola, de pé para pé, conhecem os timings exactos para cruzar, passar e como passar e onde passar a bola”, esclareceu o ex-seleccionador.
Embora reconheça o potencial do conjunto tunisino, Oliveira Gonçalves garantiu, por outro lado, que as «Águias do Cartago» têm igualmente alguns pontos fracos, que devem explorados pelos Palancas.
“A equipa da Tunísia é lenta, porque tem os jogadores muito pesados, com bom porte físico, e nós temos jogadores rápidos. São vantagens que temos, a rapidez e movimentação dos nossos jogadores. Aqui, é imperioso que o seleccionador potencie cada vez mais esta qualidade dos nossos jogadores, para superarmos a Tunísia, porque vai ser um jogo difícil”, assegurou.