Jornal dos Desportos

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Futebol

Vasiljevic idealiza o "onze"

Paulo Caculo - 06 de Setembro, 2018

Palancas Negras voltam a trabalhar hoje em sesso bi-diria a porta fechada

Fotografia: Kindala Manuel| Edies Novembro

A Selecção Nacional de Honras entra a partir de hoje à tarde, às 15h00, no estádio da Cidadela, na fase derradeira de preparação, tendo em vista o jogo deste domingo, frente ao Botswana, referente à segunda jornada das eliminatórias de qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN), agendado para o próximo ano, na República dos Camarões.
Depois da derrota averbada ante o Burkina Faso, na ronda inaugural, a equipa técnica dos Palancas Negras assume a vitória como o único resultado favorável. A palavra de ordem e o ambiente no grupo de trabalho é de conquista.Em face disso, Srdjan Vasiljevic e auxiliares incitam os jogadores para a necessidade imperiosa da selecção conquistar, domingo, os primeiros três pontos da eliminatória, de formas a acalentar as esperanças na qualificação.Ontem, o conjunto nacional trabalhou à porta fechada no período da manhã e tarde. Desta sessão bi-diária, foi possível perceber a intenção da equipa técnica de \'esconder\' o início do processo de construção do \"onze\" provável, para o embate com o Botswana.
Do naipe de atletas que integram a selecção e que devem dar corpo aos titulares, realce para o guarda-redes Tony Cabaça, à baliza, Danny Massunguna e Bastos, no centro da defesa, Paizo e Mira, nas laterais, Herenilson, Freddy, Mateus Galiano e Job, no meio-campo, Gelson Dala e Mário, no ataque. Trabalham igualmente às ordens do sérvio Srdjan Vasiljevic, os atletas Gerson, Landu, Show, Paizo, Mingo Bille, Guelor, Wilson, Paty, Mabululu, Buatu, Djalma Campos, Vá e Chico Banza.

ENSAIO TÁCTICO

À semelhança das anteriores sessões de treinos, o seleccionador nacional deve voltar a promover hoje, os ensaios de construção do bloco ofensivo e defensivo, por intermédio de exercícios de circulação de bola. O técnico dos Palancas pode incidir ainda, os trabalhos na realização de ensaios de movimentação colectiva e individual da equipa.
Os níveis de concorrência dominam as sessões de treinos da selecção. A disputa pelos lugares no \"onze\" está cada vez mais intensa, sobretudo após à chegada dos últimos três futebolistas profissionais, nomeadamente Mateus Galiano, Freddy e Bastos, que juntar-se a Gelson, Buatu, Djalma Campos, Vá e Chico Banza, os primeiros \"internacionais\" a chegarem ao país.
As inúmeras opções no plantel obrigam os jogadores a um maior empenho, para convencerem o seleccionador nacional. A abundância de “mais-valias” nos Palancas proporciona ao seleccionador nacional condições de escolha, na hora de montar a estratégia, sem quebrar a consistência.
Nos convocados do técnico sérvio, destaque para as ausências de Yano e Mano Calesso por problemas físicos e  Geraldo, por razões familiares. O médio ofensivo do 1º de Agosto, unidade fundamental na manobra dos Palancas, pediu para ser dispensado.

SELECCIONADOR
“Acreditamos
ser possível”

O seleccionador nacional, Srdjan Vasiljevic, aborda o jogo frente ao Botswana, na corrida ao CAN de 2019, com enorme optimismo. O técnico garante estar crente num desfecho positivo no embate de domingo, às 16h00, no estádio 11 de Novembro.
“Tenho a certeza que vão continuar com este trabalho, como sempre fizeram no passado”, adiantou-se a afirmar o técnico sérvio ao serviço do conjunto nacional.
“Nunca pensamos em prognóstico, porque o futebol é um jogo de surpresas, em que não se pode prever e nunca se pode afirmar com certeza, que vamos ganhar ou perder. O mais importante é o que queremos e acreditar que é possível alcançar. Estamos a trabalhar e a nos preparar convenientemente”, comentou o técnico.
Sublinhou, por outro lado, “que neste jogo nos aguardam obrigações.  Por isso, todos juntos com grande crença e fé, possamos conquistar uma vitória e que esta vitória seja o empurrão, para aquilo que nos espera no futuro”, acrescentou Srdjan Vasiljevic.
O seleccionador confessou estar muito orgulhoso com a presença de todos os profissionais e assegurou ter a certeza de que “vão jogar com o coração”, pois, não colocaram nenhuma condição, facto que considera muito positivo e valoriza.
“Jogámos contra o Botswana na Taça Cosafa e, apesar da derrota, não diria que decepcionamos, mas o futebol é assim, umas vezes ganha-se e outras perde-se.  Mas tivemos a oportunidade de medir as forças desta equipa do Botswana”, avaliou consciente de que não existem jogos iguais. “Acho que este jogo de domingo não vai ser parecido ao anterior, porque nem eles vão aparecer com os mesmos jogadores e muito menos vamos repetir a mesma equipa”, garantiu.